Às vezes é preciso fingir descansar... Alessandro Teodoro

Às vezes é preciso fingir descansar para aguentar transitar pelo corredor hospitalar.
Os que fingem descanso, não sucumbem ao cansaço que não mora só no corpo, mas também na alma.
No corredor hospitalar, o repouso raramente é inteiro: os olhos se fecham, mas os pensamentos vigiam…
O corpo se senta, mas o coração permanece de pé.
Ali, o descanso vira a encenação necessária — uma trégua improvisada para que a esperança não desmaie antes da fé.
Fingir dormir é, muitas vezes, a única forma de reunir forças para continuar atravessando o silêncio carregado, os passos contidos, os olhares que pedem mais do que palavras conseguem oferecer.
Nesse corredor, aprende-se que resistência também pode ser discreta.
Às vezes, não é o vigor que nos sustenta, mas a coragem de parecer frágil por alguns instantes, só para conseguir seguir em frente quando o chamado da realidade insiste em não esperar.
Que o cansaço jamais suplante a Esperança, a Fé e a Gratidão!
Graças, Pai!
