No trabalho, aprendi a me aproximar pelo... Wal Gonsali

No trabalho, aprendi a me aproximar pelo que é funcional. Não por frieza, mas por sobrevivência. Relações por conveniência são mapas. Mostram por onde ir, com quem falar, até onde avançar. Não prometem afeto, apenas eficiência.


Sou eu quem cria essas proximidades calculadas. Quem sabe onde parar. Quem entende que nem todo laço precisa virar vínculo. Há encontros que existem apenas para cumprir tarefas, alinhar caminhos, alcançar resultados. E tudo bem chamar isso pelo nome.


O desafio ali não é amar pessoas. É respeitá-las. É não confundir utilidade com afeto, nem presença com intimidade. Quem aceita esse acordo silencioso permanece. Quem exige mais do que foi oferecido, desiste.


As flores não são para quem desistiu do desafio. São para o próximo que aceitar continuar mesmo sem promessa, sem conforto e sem ilusão. Para quem entende que permanecer também é um ato de coragem.