Ela surgiu como quem não tem pressa,... Raimundo Santana
Ela surgiu como quem não tem pressa, caminhando em silêncio, deixando que cada passo fosse um convite à contemplação.
De repente, sem aviso, atravessou as barreiras do meu mundo — um mundo perdido, condenado ao vazio, sem direção, sem reação, sem controle.
Ela não pediu licença. Não precisou de permissão.
Foi onda que invade, correnteza que arrasta, fogo que consome.
Seu olhar desbravou territórios que eu julgava inabitáveis, sua presença redesenhou caminhos que eu acreditava extintos.
Ela é força indomável, capaz de transformar ruínas em desejo.
É tempestade e calmaria, domínio e entrega.
Um poder que não se explica, apenas se sente:
o poder de me tomar por inteiro, de reacender aquilo que estava apagado,
de mostrar que até o impossível pode ser conquistado quando ela decide existir dentro de mim.
