Que ninguém, jamais, experimente... Alessandro Teodoro

Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.
Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…
E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!
Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…
Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.
Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.
Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.
Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.
E consiga se permitir se reinventar.
Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.
Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.
E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.
Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.
Amém!
