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Teu vulto no abismo (Eliza Yaman) Vejo... Eliza Yaman

Teu vulto no abismo

(Eliza Yaman)

Vejo teu vulto em cada espasmo meu,
como se a dor tivesse voz e forma.
És o espectro que nunca se perdeu,
a febre que me consome e transforma.

Teu beijo é ausência que me dilacera,
fantasma doce em meu sistema orgânico.
E eu, poeta, sou víscera sincera,
sangrando versos num delírio pânico.