O ESTRANHO SORRIR DAS FLORES O mar de... Umberto Antônio Sussela...

O ESTRANHO SORRIR DAS FLORES

O mar de cimento frio...
Ficou frio como é.
Motores não gritam mais,
Não se anda nem a pé.

Ninhos empoleirados
Guardam homens apressados
Que não sabem como agir.
São prisões sem cadeados,
Onde o invisível inimigo
Assusta pelo perigo
De não saber para onde ir.

Hoje se escutam os pássaros,
Com maior facilidade.
A família desunida,
Pela obrigação reunida,
Falando de Humanidade.

Ah! Homem confuso,
Que não aprendeu o que quer.

Agora a ambição se acalma,
A vaidade perde a alma,
O ateu fica inseguro,
Seu pensamento não fica puro.
Não há amparo para o que vier.

Estranhamente as Flores
Sorriem pelos caminhos.

Mãos não as matam mais.
Com seus instintos materiais.

A posse e a propriedade,
Sinônimos de sucesso,
Por instantes têm regresso
E perdem sua validade.

As palavras não resolvem,
Mas revelam a verdade.

Na inteligência Suprema,
Não prosperam os dilemas.
Porque Deus reside na consciência
E as escolhas de cada existência
Se tornarão ou não,
Nossas futuras algemas.

Estranhamente as Flores
Continuam a sorrir.