Liberdade, liberdade, sinónimo de... LJ Nhantumbo

Liberdade, liberdade, sinónimo de euforia
Acompanhada da responsabilidade, segundo a Filosofia
Liberdade é na verdade ingrediente da alegria
E todo ser com sanidade almeja ter algum dia

As escolhas que tomamos, caminhos que escolhemos
O curso que cursamos, o emprego que gostamos
A mulher que amamos, os filhos que educamos
E tudo pelo qual lutamos, sem liberdade a imaginamos

Tenho liberdade de viver a vida que me pertence
Liberdade de escolher aquilo que me apetece
Nascer, viver, morrer, depois não se sabe o que acontece
Então, deixem-me correr antes que o tempo me ultrapasse

Vocês adultos têm medo de nos ver a falhar
E começam ainda cedo a tentar nos acorrentar
Por isso mostro-vos o dedo, não refiro-me ao polegar
Vossa actuação é um enredo que não quero participar

Errar é humano, eu não sou um Avatar
Se hoje me engano, amanhã vou superar
Esconderem-me atrás do pano, de nada irá adiantar
Terei sempre um plano que me vai libertar

Se não confias em mim, quem é então o culpado?
Eu aponto a si por seres meu encarregado
Tudo aquilo que vivi foi fruto de um aprendizado
Do que vi, do que ouvi, na casa em que fui criado.

Assim a ofensa é dupla se me chamas mal-educado
Mas o problema não é a culpa para eu me ter revoltado
É a falta de desculpa que me mantém aprisionado
E a protecção que não faculta distinguir, o certo do errado

Os sonhos que eu tenho para o meu futuro
Batalho com empenho, sozinho eu aturo
Não recebo a vossa ajuda tão pouco a confiança
Mas isso nada muda, realizarei os sonhos de infância

Tudo que não tiveram quando crianças
Reconheço que me deram, desde a educação às finanças
E o que não puderam ser profissionalmente
Em mim elegeram como se eu fosse indigente

Os Pais têm o direito dos filhos educar
Não de esticar o peito para os intimidar
Tenho o dever e respeito de algumas coisas aceitar
O que nunca aceito é um preceito sem revidar

Uma coisa mais concreta é a escolha da religião
Qual a mais correcta, qual a melhor opção?
Fizeram-me acreditar que a certa é a vossa, mas não
É tudo uma treta escolho viver pela razão

E se um dia a queda encontrar-me no caminho
À direita, à esquerda ou no meio, sozinho
Não culparei a pedra, não culparei o destino
Assumirei a perda por muito que pareça tolinho.