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NINGUÉM SALVA NINGUÉM Por vezes... Filipa Galante

NINGUÉM SALVA NINGUÉM
Por vezes acordamos perante uma angústia pela constatação de que não podemos ajudar nem salvar todo o mundo.

Ajudar o próximo, é um dos pontos enraizados na cartilha da vida com que nascemos e somos criados. Fazer bem ao outro, camuflando a sensação de prazer que nos move nesse sentido.

Conheci um mendigo, o “Menthos”, que me deu a primeira de várias grandes lições sobre ajudar o próximo, depois de lhe querer retribuir a sua acção em me salvar de uma previsível história que poderia ter acabado mal para o meu lado.

” Eu não quero sair da rua”- Disse-me.

“Quando quiser, sei como o fazer. Agradeço todo este tempo em que ficaste a falar comigo. Não falo com alguém há algum tempo! As pessoas passam por aqui para deixar comida e roupa, para se sentirem bem com elas próprias ao acharem que estão a fazer uma boa acção, mas não conseguem parar para falar um bocadinho!”

Mais tarde, um vendedor de rua num país africano, voltou a agradecer-me o mesmo e de seguida, quando andava desenfreada a “tentar salvar” aquele pequeno mundo que me rodeava, um maduro senhor sábio disse-me: ninguém salva ninguém senão quando se salva a si próprio!

Desisti dos outros e comecei a olhar para mim. Percebi que aqueles que julgava eu que salvava, davam-me daquilo que eu precisava para a minha própria salvação. E passei humildemente a agradecer, colocar-me ao mesmo nível da condição humana que todos somos, distanciados apenas pela (in)capacidade de sermos felizes e vivermos tranquilamente no papel da vida que desempenhamos, de acordo com o contexto em que estamos inseridos.

Ninguém pode salvar ninguém, mas sim ajudar-se a si próprio, sem mendigar amor, família, filhos, nem companheiros. Independência emocional, independência financeira. Largar o estado de “vitima-auto manipuladora” (des)responsabilizando os acontecimentos externos como causa da “sua vítima” que não evolui.

Aquilo que atraímos na vida é fruto da forma como vibramos, enquanto campo electromagnético que somos, nomeadamente através dos meios onde decidimos estar inseridos.

“90% da nossa mente é subconsciente. As situações aparecem para revelar o que não está acessível à mente consciente e que no fundo determina 90% das nossas vidas.”

Ninguém pode salvar ninguém senão a si próprio.
Medo da mudança? Medo do compromisso? Medo do fracasso? Medo de arriscar? Pois quando se arrisca com o coração, descobre-se a secreta e fabulosa sensação de se estar vivo. O que está certo de acordo com aquilo que é para nós, vem a seguir!

O dinheiro nunca é a verdadeira causa de não fazermos aquilo que queremos. Ninguém salva ninguém senão se salvar a si próprio primeiro!