O amor deverá ser entendido na sua... Maria Almeida

O amor deverá ser entendido na sua forma pura e deverá ser sentido e vivido sem modificar a maneira de ser do outro. Deverá ser entendido como o desejo de viver o sentimento despertado. Ninguém deve ser obrigado a amar alguém e ninguém se deve obrigar a amar alguém. Isso seria uma imposição. E não é válido o amor que apenas quantifica e precifica, como se este fosse uma moeda de troca. O amor pode amar alguém sem que esse alguém ame o outro de volta. Esse é que é o amor puro. E, como puro, difícil de acreditar, uma vez que, na sociedade em que vivemos, é quase impossível aceitar que alguém sinta algo verdadeiro e diferente do que é normal ao senso comum defender. Claro que a reciprocidade, quando verdadeira, espontânea e livre, torna esse amor muito mais profundo, eterno e único. Claro que se compreende que, por terem sofrido muito, algumas pessoas parecem ter perdido a capacidade de identificarem algo sem interesse, assim como a capacidade de reconhecerem quando algo é sincero, partindo do princípio que só devem dar quando receberem. É lindo viver e amar. E é totalmente gratificante sentir-se ternura por quem, mesmo não retribuindo o nosso amor, nos leva a sentir que a vida já valeu a pena só por o termos conhecido, sem arrependimentos e conscientes de que depositamos o nosso melhor e de que fomos verdadeiras em todas as nossas palavras e em todos os nossos atos. Existem amores e amores. E o meu respeito é por todos eles. Existem pessoas e pessoas. E são poucas as que nos marcam.