Pela primeira vez houve silêncio. Pela... Fernandha Franklin

Pela primeira vez houve silêncio.
Pela primeira vez não tive vontade de prolongar o assunto.
justo eu que sempre puxava um gancho, fazia uma pergunta qualquer ou um comentário sobre a opinião afim de mostrar importância e interesse... Justo eu, já não o achava mais interessante.
Havia uma inteligência majestosa nele antes. Havia um brilho. Havia um sensor divino ou sei lá... só sei que havia uma plenitude inexplicável.
Poucas pessoas tinham despertado meu fascínio como ele. Para ser mais exata - Nenhuma pessoa antes havia sido motivo de boa parte do meu interesse. Mas ele conseguiu.
Observei-o a distância, como faço com qualquer coisa, pessoa ou situação que está sob análise para entrar em minha vida.
Antes que eu finalizasse a observação... ele veio até mim!
Audacioso prudente coerente e com o coração na mão; ele pediu licença e pediu para que eu contasse minha história.
Então achei (pela primeira vez) que eu estava amando de verdade, e que ele pudesse ser meu quebra cabeça preferido... e quem sabe ele também pudesse ser o humano mais apto a desvendar-me sem clichês, e sem a exibição dos estúpidos.
Poderia ter sido amor se ele não tivesse seguindo um roteiro escrito por tolos.
Poderia ter sido amor sim, mas foi só uma distração resultante do tédio , e quando o tédio passa, passa também a vontade de conversar, passa a vontade de querer saber mais!!!
Pela primeira vez houve silêncio.
Pela primeira vez não tive vontade de prolongar o assunto. (Lúcia Maria - Outros tempos)