Vamos nos enganar juntos? - Ontem fui... professor Glauco Marques

Vamos nos enganar juntos?
- Ontem fui assistir Missão Impossível 5-Nação Secreta e não poderia ir com alguém mais que especial, porque especial? Porque literalmente o filme fala dos melhores e nossa necessidade de enganar, de nos enganar e de viver. Existe um momento no filme, quando Tom Cruise travestido de Ethan Hunt se disfarça de Chefe da espionagem britânica para enganar o primeiro ministro britânico. A fala é filosófica de Alec Baldwin, travestido de Chefe da CIA, Hunley, descrevendo quem era o agente Ethan Hunt, suas qualidades e o que o diferenciaria de todos os mortais agentes secretos do mundo.
Pera ai sou de filosofia, estudo filosofia e vou tentar humildemente fazer uma analogia entre Missão Impossível: Nação Secreta, você, o ENEM que fará daqui a poucas semanas, seus amores errados e todas as pessoas idiotas que a sociedade te obriga a dar bom dia, mesmo sabendo que ter um bom dia é uma escolha e não uma vontade. Primeiro detalhe que é instigante e desafiador desde o princípio. O céu não é o limite, claramente você tenta adequar pessoas que nunca poderão te seguir ao seu lado. Por isso vamos ao filme, filosoficamente falando, a Missão Impossível 5 também envolve uma cena dramática em que Cruise mergulha em um vórtice de água assustador, lutando para concluir um plano com múltiplas variáveis e que, em certos momentos, acaba por depender unicamente da sorte (guarde a palavra sorte, você usará para mentir para as pessoas a sua volta, elas adoram creditar seu sucesso ao acaso). Ethan Hunt, como o início na loja de discos deixa transparecer, é um homem que se tornou quase uma lenda (termo usado por jovens ‘padawan’, que tem uma mania feia de achar que seres humanos limitados e falhos são lendas); e como muitos grandes heróis das lendas, ele conta muito com a sorte (olha a sorte aparecendo como sinônimo de competência, estudo, dedicação e respeito ao suor de seus pais). O filme questiona essa sorte o tempo todo, ao mesmo tempo em que nos joga em situações que Hunt cada vez mais depende dela. Por outro lado, também acena para aspectos mais simples sobre trabalho, esforço e competência. A sorte às vezes é necessária para se fazer um bom trabalho, mas quando se é competente no que se faz, a sorte torna-se apenas um elemento de apoio inevitável. Dai começamos a entender que o problema não é sabermos amar o problema é não sabermos escolher, o amor não une as pessoas, seus objetivos que fazem isso,não adianta você cursar o curso dos sonhos de seu pai se não é seu sonho, um professor não é lembrado pela aula que ele deu, mas pelo amor que ele dedicou aquela aula, o amor que ele deixou de viver para fazer o outrem acreditar, se acreditar, aceitar o inevitável: não amamos quem desejamos, amamos quem nos estimula, nos impulsiona, nos remete, nos irrita e nos faz melhor. As ações no filme faz o mestre de Ethan Hunt fortalecer um pouco mais sua lenda. Porque é exatamente como Alec Baldwin diz após ser inacreditavelmente surpreendido por uma missão impossível: “Hunt é a manifestação viva do destino.”.
Eu sou a manifestação do que escolhi, eu sou a vida que criei para meu destino e minha história se confunde com seu sucesso, como eu sei que você é sucesso? Sorte! “Eu e você temos sorte” Entendeu?
E viram os amigos de Ethan Hunt? Eles em nenhum momento ofereceram tequila e nem o covidaram para Gardênia, mas morreriam por ele, entende a diferença entre amigos e migos?
Então: preparados para sua missão impossível?