Beatriz Soares Bezerra: Eu queria saber porque agüento tanta...

Eu queria saber porque agüento tanta coisa de você calada. Queria mesmo saber porque eu to sempre com o pé atrás antes de fazer qualquer coisa em relação a você. Você me machuca, ta sempre pisando na bola ... é um carinho e 10 tapas. Eu podia até dizer que meu coração não agüenta mais isso, mas, vamos deixá-lo fora dessa estória. Odeio ser feita de idiota, odeio pagar de palhaça. E odeio mais ainda não poder demonstrar ou quebrar a cara de quem faz isso comigo ... e aí está você de pé, dirigindo o espetáculo onde eu sempre sou a idiota. A idiota equilibrada, é claro. Não importa se você me deixou falando sozinha e pegou no sono, ou se você simplesmente não apareceu, para mim está sempre tudo muito bem. Eu só não sei até quando. Seus atrasos, seu cansaço,tudo em você nunca tem problema, eu sempre te perdôo. Ou finjo perdoar. É chato ser sozinha, mas é ridícula estar com alguém que destrói todas a sua estrutura (ou que te restou dela) só por uma noite de companhia. Meu Deus, como eu desejei poder gritar na sua cara “EU NÃO PRECISO DE VOCÊ!” mas ainda não é a hora. E quando vai ser ?! que injustiça é essa, mundo ?! já cansei, quero ser brinquedo de outro, quero brincar com outro. Dia desses ouvi você dizer que eu não sou orgulhosa. Cara de sorte. Ainda não conhece meu orgulho. Tive vontade de te contar o quão grande meu orgulho é, e ao invés disso fiz o que sempre faço quando estou perto de tomar alguma decisão, silenciei. Eu sempre fui assim, desde pequena. Sempre que algo me perturba, silencio-me. Sem opiniões alheias, sem criticas. Só o silêncio e eu. Pensei em terminar esse texto dizendo o que meu silêncio me fez decidir, mas quem fala não faz, e, por isso, silencio-me outra vez. Agora é a hora das atitudes. Chega de tantas palavras ou da falta delas.

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