Foi Deus que fez o Vento
A Rainha Ester Não Foi Escolhida Por Causa da Beleza.Ela Foi Escolhida Por Causa do Propósito de Deus.
Escrever sobre você sempre foi a tarefa mais difícil, era como se a imensidão de palavras existentes fugissem do meu alcance e tudo bem porque naqueles pequenos momentos nos quais eu te admirava, sei que nenhuma delas descreveria tamanha beleza com a precisão necessária.
Sua beleza sempre estará além de qualquer descrição e por isso sinto toda minha poesia vazia mesmo estando repleta de sentimentos, confusos e profundos sentimentos.
Foi nos momentos de solidão que eu percebi o quanto que a dependência afetiva trava o amadurecimento emocional e o crescimento interior de uma pessoa.(Walter Sasso)
"Manchete poética"
*
Poetisa foi sequestrada por uma grande 🌊onda, enquanto curtia na areia,
um trecho da sua poesia..."
***
O Salmo do Descanso Eterno
Senhor, proteja este corpo que não foi feito para o fardo,
Afasta de mim o despertador e todo trabalho que seja árduo.
Livra-me da entrevista, do currículo e da seleção,
E que eu nunca caia na tentação da tal "prospecção".
Pai, Te peço com fé, num clamor quase mudo:
Que nenhuma porta se abra, que o cadeado segure tudo!
Se uma vaga surgir, que o RH perca o meu contato,
Que o LinkedIn trave e que o Wi-Fi morra no ato.
Se alguém vier falar em "vestir a camisa" e "suar",
Dê-me forças, Senhor, para eu nem do lugar me levantar.
Que a semana transcorra num eterno e doce cochilo,
E que minha única meta seja manter o meu estilo tranquilo.
Barre todo convite que me exija prontidão,
Pois meu corpo é de descanso e minha alma é de folgação.
Que o sustento venha por sorte, por herança ou por acaso,
Pois para o trabalho, Pai, eu sempre estarei cansado.
Que a rede balance e que o sol não me frite,
E que, se o emprego bater, meu santo logo o evite,
Amém.
Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.
Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.
Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.
O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.
E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.
Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.
Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.
Amar não é prender, é deixar existir.
Nunca foi “eu te amo”, e sim “você pertence a mim”
Nunca foram abraços sinceros, e sim correntes invisíveis
Era domínio o tempo todo, não percebi.
Nunca foram beijos apaixonados, e sim marcas de propriedade
Nunca foram lágrimas de felicidade, e sim rios de ilusão.
Nunca foi “fazer amor”, e sim “nunca se esqueça de mim”.
Nunca foi você, e sim um “eu” que o meu eu, até então, não conhecia.
Porém, diante dos turbilhões de sentimentos e das sensações indizíveis que vivi, ainda assim eu escolheria você —
com algumas pequenas e sutis mudanças que, feitas lá atrás,teriam feito toda a diferença em nosso hoje.
A morte não foi negada; foi vencida no espaço e no tempo. O cristianismo não venera uma sepultura, mas proclama uma ausência: "Ele não está aqui".
"Obrigado por me contemplar, quando ninguém mais me enxergava, pois seu olhar foi a luz que quebrou a escuridão da indiferença."
Por gerações, a frase “os opostos se atraem” foi tratada como verdade universal, um feitiço romântico capaz de equilibrar caos e ordem. Muita gente, sem compreender a fundo a natureza dos vínculos duradouros, repete isso quase como um mantra. Só que essa ideia, quando colocada à prova da vida real, desmorona.
QUANDO A FAÍSCA NÃO BASTA
Por gerações, a frase “os opostos se atraem” foi tratada como verdade universal, um feitiço romântico capaz de equilibrar caos e ordem. Muita gente, sem compreender a fundo a natureza dos vínculos duradouros, repete isso quase como um mantra. Só que essa ideia, quando colocada à prova da vida real, desmorona.
Os opostos até podem acender uma faísca inicial, gerar aquela curiosidade gostosa que parece novidade eterna. Mas a mesma oposição que encanta no começo costuma se tornar o atrito que desgasta. A chama vira ruído. A novidade vira cansaço.
O que sustenta dois seres através do tempo não é a diferença entre eles, e sim o alinhamento silencioso de seus propósitos. Uma ponte só atravessa o abismo porque seus pilares compartilham a mesma força, a mesma matéria, a mesma direção.
No fim, são os semelhantes — não em tudo, mas no essencial — que se reconhecem. São eles que encontram um solo comum onde a vida floresce sem esforço, onde um novo horizonte pode ser construído com beleza, verdade e futuro.
“Não sou um homem de me arrepender. Se foi bom, foi rock and roll. Se foi ruim, foi algo que pensei ser amor. Se foi errado, provavelmente foram os dois ao mesmo tempo.”
Se foi tempo perdido?
Talvez.
Mas foi nesse tempo que aprendi:
há amores que não chegam pra ficar,
só pra ensinar onde
a gente se perde…
e onde,sem saber,
começa a se encontrar.
Anteontem, eu não tive um dia tão bom, porém, me levantei e segui adiante…
Ontem, o dia foi um pouco melhor, mas, indiferente a isso, apenas continuei…
Hoje, o dia segue ótimo, agradeço a Deus, mas, ciente que nem sempre será assim…
Foi então que naquele instante, o chão cedeu sob meus pés, e a escuridão pareceu me engolir. Todas as certezas, todo o conhecimento que eu julgava possuir sobre o amor e sobre nós, desmoronaram. Não foi o bastante, percebi com a amargura da verdade. Não fui o bastante, ou talvez, o bastante simplesmente não era o que você buscava. As ruínas do que fomos se ergueram ao meu redor, um monumento silencioso a um amor que não resistiu ao tempo e a própria natureza rezou antes do adeus.
Não vivo uma boa fase da vida.
E talvez esse seja o maior problema:
já não sei mais quando foi a última vez
em que a vida realmente me habitou.
Os dias passam,
mas não deixam marcas boas.
Só acumulam cansaço.
Um cansaço antigo, profundo,
que não some com descanso
porque não vem do corpo —
vem da alma.
Estou brigado com quase toda a minha família.
Não por ódio,
mas por desgaste.
Por palavras ditas tarde demais
e silêncios longos demais.
O presente cobra explicações,
o passado cobra perdão,
e eu não tenho forças para pagar nenhum dos dois.
Perdi o trabalho.
E junto com ele,
perdi a sensação de utilidade,
de pertencimento,
de dignidade.
Quando não se tem mais um lugar claro no mundo,
qualquer lugar vira fuga.
Passei a sair de casa como quem foge de um incêndio invisível.
Coloco a mochila nas costas
— às vezes vazia, às vezes pesada —
e pego um ônibus qualquer.
Não importa o número,
não importa o destino.
O movimento engana a dor por alguns minutos.
Enquanto o ônibus anda,
parece que a vida também anda.
Mas quando desço,
tudo continua exatamente igual.
Tento me enganar.
Tento enganar os outros.
Finjo que estou resolvendo coisas,
que estou sendo útil,
que estou indo atrás de algo.
Mas, no fundo,
só estou tentando adiar o momento
de encarar o que me dói.
As pessoas dizem que eu sou louco.
Talvez porque eu suma.
Talvez porque eu não saiba explicar
o que acontece dentro de mim.
Às vezes, eu mesmo começo a duvidar da minha sanidade.
Porque não é normal se sentir tão deslocado
mesmo estando rodeado de gente.
Não é normal carregar tanta tristeza
sem saber exatamente onde ela começou.
Eu não quero morrer.
Mas também não sei mais como viver assim.
Existe um espaço estranho entre essas duas coisas
— um lugar onde a pessoa apenas aguenta.
E é lá que eu moro hoje.
O que eu queria
não era luxo,
nem reconhecimento,
nem vitória.
Eu só queria um lugar tranquilo.
Um lugar onde eu pudesse descansar em paz
sem precisar fugir,
sem precisar provar,
sem precisar ser forte.
Queria um lugar
onde o passado não gritasse,
onde o presente não cobrasse,
onde o futuro não assustasse.
Queria silêncio.
Queria pausa.
Queria alívio.
Porque viver assim,
carregando tudo sozinho,
se sentindo errado,
cansado,
perdido…
isso também machuca.
Só não deixa cicatriz visível.
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