Foi Deus que fez o Vento
Queria ouvir o vento contar histórias
das madrugadas frias que ele enfrentou,
dos sonhos plantados em longas memórias
e dos frutos que a vida, enfim, lhe entregou.
Queria ver o sorriso simples e verdadeiro
desse homem que aprendeu com a dor,
que sabe que a terra é o seu primeiro
e eterno livro de trabalho e valor.
Aqueles que não sabem perdoar estarão perdidos no vento, sem saber qual é o caminho de volta ao seu verdadeiro lar.
🕊
A vida é às vezes como um vento leve até brisa suave... Mas, na sua maior parte do tempo, vemos ela como uma tempestade!
Sem exigências,
Apenas aceito meu destino
E pulo nessa dança,
Sentindo o vento me levar
Ao sol do meio-dia.
Poema- Canção da mata
Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado.
Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno as folhas, de tão antigas, guardam segredos do tempo, e o rio, que nunca apressa, leva em suas águas mansas
as dores de quem labuta e o amor de quem é atento.
Eu, filho destes sertões, que o mato abraça e consome, carrego o peso da enxada como quem carrega o nome.
Mas quando a tarde desmaia num tom de ouro e púrpura, meu peito se firma e canta — pois é em ti que a alma pulsa.
Ó minha doce senhora, flor que Deus plantou na sombra, teu olhar é brisa leve sobre o rosto de quem sofre;
e teu riso, fonte clara onde até a saudade dorme, é consolo para o homem que vive entre céu e os rochedos.
Aqui, onde o chumbo das nuvens ameaça as madrugadas e o trovão, senhor antigo, açoita o rancho de barro, amo-te com força brava, tal qual o vento das matas que rasga folhas e troncos, mas nunca perde o passo.
Se a vida, por vezes, pesa — qual saco cheio de milho — tu és o alívio doce que ponho sobre o ombro.
És o canto que me guia pelas sendas do destino, és o lume da esperança quando o mundo fica assombro.
E juro, diante da lua, testemunha das distâncias, que hei de te amar, minha bela, enquanto o campo florir,
enquanto houver rio que corra, e o sabiá tenha canto, e o roçar da noite antiga lembrar-me de te sentir.
Pois ainda que o tempo passe, e a roça tome meus dias, teu nome, qual prece antiga, minha alma há de repetir.
E quando o sol, já cansado, encerrar minha jornada, serás tu, minha morena, meu derradeiro sorrir.
Não fique parado no tempo, esperando pelo acaso.
Seja o vento que ninguém segura e apareça inesperadamente, mostrando sua força e seu poder para mudar uma situação.
O que queres poeta?
Quero a leveza do vento que entra pelos fios dos meus cabelos em preto e branco.
Quero a verdade das crianças, a beleza das rosas vermelhas e ficar corada por amar demais.
O que queres poeta?
Quero me sentir desejada, amada, querida e admirada, ser o lugar que ninguém é, um lugar que só eu posso ser, e sou.
O que queres poeta?
Que o relógio pare, toda vez que eu amar e me sentir amada, mais nada.
Nildinha Freitas
Ah, vento amigo, me leva contigo,
onde o silêncio sabe cantar.
No sopro do sonho, o elo é antigo —
dois lados do vento, voltando ao mar.
Dois Lados do Vento”
És como um sonho, impossível de ser vivido,
te vi nas alturas, meu amigo querido.
Voavas sereno, no céu tão aberto,
guiando meus passos, no deserto incerto.
Ah, vento amigo, me leva contigo,
por entre nuvens, eu quero te achar.
No som da brisa, o amor é abrigo,
na alma do tempo, voltamos a voar.
Eu também te vi, nos tons do amanhecer,
teus olhos guardavam o nascer do ser.
Na areia deixaste traços de luar,
onde o infinito veio descansar
Ah, vento amigo, me leva contigo,
onde o silêncio sabe cantar.
No sopro do sonho, o elo é antigo —
dois lados do vento, voltando ao mar.
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Por sua jovem conduta, és vento que viaja sem rumo, mesmo assim, pergunta-te por que não vives sem mim!
Sou teu abrigo e segurança, meu moranguinho, teus ais são um arco-íris.
No fim, amor de verdade não é o que passa pela nossa vida como um vento forte, é o que chega devagar, cria raízes, e fica.
Caravelas
(Marcia Sofia & Clovis Ribeiro)
Seu cabelo ao vento vai de encontro ao mar
Sonhos e mistérios vão se revelar
Caravelas que vão, caravelas que vem
Destinos que o tempo irá de apagar
A travessia é longa e há monstros no mar
Não tens outra saída a não ser navegar
Caras velhas que vão, caras novas que vem
A vida como o vento é incerta neste mar
Agarrado ao mastro vê o sol se apagar
E o mar escuro põe o céu a brilhar
(Refrão Ê Alah Ê Alah)
Canta uma canção para encorajar
(Ê Alah... a a a)
Que esta noite és um filho do mar
Portas tão distantes esperam para ancorar
O seu olhar é triste, mas não podes voltar
Pisa neste mar, navega neste chão
Fronteiras que o tempo há de apagar
Terra e mar.
Às vezes, basta o som do vento para justificar a existência, pois o medo de arriscar nos priva de grandes conquistas e impede que a vida se revele em sua plenitude
Uma acusação ainda não é verdade — é apenas suspeita ao vento. Sem prova, ela carrega mais incerteza do que culpa. Devemos cultivar prudência para não julgar antes da hora. Pois a justiça começa no cuidado com a verdade.
Hoje, enquanto o vento tocava as folhas do quintal, pensei no quanto aprecio a beleza do natural... a ave entre as nuvens, o beijo do mar na areia, o vento sobrevoando o céu...
Para mim, tudo isso é o órgão que me faz respirar calmamente.
E para você — qual seria seu outro órgão, além desse que tem dentro de si, a fazer você respirar suavemente em meio à turbulência da mente e do coração?
O ARCO-ÍRIS DAS ORIGENS
Viemos de pontos distintos,
de lugares onde o vento conta histórias antigas,
de caminhos que não se cruzavam,
mas que, de algum modo, se reconheceram.
Viemos de experiências diferentes,
tecidos por mãos invisíveis
que bordaram nossas dores,
nossos medos,
nossos começos e recomeços.
Cada um de nós carrega um mundo inteiro:
há quem traga um sol rompendo madrugadas,
há quem traga uma lua conversando com cicatrizes,
há quem caminhe em silêncio
enquanto por dentro troveja.
Crescemos ouvindo o chamado do medo:
“não faça”,
“não seja”,
“não apareça demais”.
Como se viver fosse caber em caixas pequenas,
como se o julgamento fosse guardião da ordem,
como se a beleza só existisse
quando todos escolhem a mesma forma de florescer.
Aprendemos, cedo demais,
que o olhar do outro pesa.
Pesa nos cabelos que decidimos deixar livres,
na cor que nos veste,
na fala que nos escapa,
na lágrima que não escondemos.
E, sem notar, nos tornamos carrascos de nós mesmos
e do mundo ao redor.
Mas algo muda quando a consciência desperta.
Quando entendemos que a vida não é régua,
que existência não é molde,
que ninguém foi criado para repetir o mesmo desenho.
Algo muda quando abrimos espaço para o outro,
quando silenciamos o impulso de julgar,
quando percebemos que não somos
os guardiões da verdade.
Somos, no máximo,
aprendizes da convivência.
Viemos de geografias afetivas distantes,
mas é da distância que nasce a ponte,
e da ponte nasce o encontro.
E no encontro,
somos mais.
Somos luzes acesas em direções diversas,
mas que, quando colocadas lado a lado,
revelam um arco-íris que jamais surgiria sozinho.
Cada tom vem de uma história,
cada brilho vem de uma luta,
cada sombra vem de um passado
que também merece ser lembrado.
E é assim que entendemos,
finalmente,
que nenhuma vida se sustenta só.
Que completude é obra coletiva.
Que a beleza maior do mundo
é justamente não sermos iguais.
Somos pluralidade viva,
cores que dançam,
vozes que se entrelaçam,
alma que reconhece alma.
E quando deixamos o julgamento cair ao chão,
quando estendemos a mão sem exigir moldes,
quando acolhemos o diverso
sem temer sua força,
uma luz maior nasce
uma luz feita de todas as partes,
de todas as dores,
de todas as conquistas.
Essa luz nos lembra
que existir é multiplicar,
que amar é permitir,
que respeitar é honrar a diferença.
Viemos de pontos distintos, sim,
mas caminhamos para o mesmo horizonte:
um mundo onde cada pessoa
pode ser exatamente o que nasceu para ser.
E nesse horizonte,
feito de múltiplas estrelas,
ninguém brilha sozinho
todos nós iluminamos juntos.
Eli Odara Theodoro
Conquistar alguém sozinho é como soprar vela contra o vento: chama linda, esforço inútil.
— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas
A confiança molda, edifica e revela que protege a pouca esperança de alguém.
De repente, o vento passa e balança, distorcendo o equilíbrio; a sintonia se fragmenta em fagulhas.
Nos pedaços de esperança abraçados repousa a segurança no mesmo lugar — afinal, a promessa nem sempre vence o combinado.
A chuva pode encher o riacho até transbordar,
mas o riacho continuará no mesmo lugar.
O vento vem em tempestade, a mil por hora,
e ainda assim, a montanha permanece firme no mesmo lugar.
O sol pode aquecer tanto
a ponto de não sobrar vida em nenhum lugar,
mas basta a água tocar a terra
para que a vida floresça outra vez.
Tudo tem um propósito,
mesmo que não compreendamos o verdadeiro sentido
da vida vivida.
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