Flor
Pra que o fim ?
Recebi a sua flor
tinha o cheiro da sua pele,
a cor da sua íris
tinha o arco-íris
em cada pétala formada.
A forma do amor representada
na flor que você enviou
e a mim me foi dada.
Encontrei sentido nesse gesto,
era a peça do objeto do
desejo que tu desejavas.
Significava fim, começo de uma
longa jornada
da qual a
flor
única e solitária
com exuberância de rainha
representava.
Fui até seu jardim
plantei uma pra mim,
mas a flor já não conseguiu ser cultivada.
Secou...sem pétalas, sem cor, sem íris, sem arco-íris
morreu em mim.
Enviastes pra que fim ?
se as melhores coisas da vida,
juntas, formassem uma flor,
você seria uma pétala
que caiu em meu destino
e se tornou meu grande AMOR.
Não és flor de um jardim...
És mais linda assim!
Não és estrela de uma constelação...
És pessoa de um lindo coração!
Não és a luz da lua...
És dona e senhora da tua!
Não és o mar...
És demasiado doce para comparar!
Não és pingas de chuva a cair...
És a musica que se fazem ouvir!
Não és uma estrada sem fim...
És um caminha de cetim!
Não és...não és, porque não sei o quanto és, o que realmente és!
És o que és, e isso, é Amor.
"Minha Santa Catarina,
vós sois a flor divina...
Em sexta-feira da paixão
foste a casa de Adão,
encontraste três mil homens
bravos como um leão...
Todos eles abrandaste
pela palavra da razão...
assim vos peço que abrandeis
de M.S.C o coração..."
Para uma menina, uma flor (continuação)
Teu amor é um idílio
Que nenhuma exegese
Explicaria qualquer tese
Que não fosse um delírio
- Que não fosse te querer.
Te querendo por querer
Só assim eu sei viver
Por sofrimento e desejo
À espera do teu beijo
Que não posso controlar
Controlar o meu impulso
A freqüência do meu pulso
Que alimenta o coração,
A angústia do amanhã
Ao regar a tua flor,
Minha flor de Amsterdã
Às Escuras
Devagar abri a gaveta
um forte cheiro de flor
tomou conta da sala
Na penumbra de um fim de tarde
meu coração acelerou
minhas mãos tremularam
De súbito me veio a memória
a velha flor por anos esquecida
aprisionada em meu caderno de rascunhos
Lembranças que ainda incomodam
verdades que religam o passado
ao presente onde sobrevivo à duras penas
Palavras vivas e libertas que saltam
de dentro da gaveta cheirando a passado
desnudando minha alma inquieta
Um frio me abate e num impulso
fecho a gaveta tentando conter o instante
tentando segurar as fugitivas lágrimas
Lágrimas que não chorei quando devia
que aprisionei, tranquei a sete chaves
junto ao medo de ousar, de ir além...
A Flor da Meia-noite
Na calada da noite...
Ela floresce...
Tímida se esconde dos olhares alheios...
Na calada da Noite...
Ela seduz pelo seu perfume...
Na calada da noite...
Ela hipnotiza pela sua beleza única...
Na calada da noite...
Floresce a Flor da meia-noite...
Na calada da noite...
Ela rouba o branco da Lua...
Timidez...
Sedução...
Leveza...
Um furto delicioso para os olhos poéticos...
Na calada da noite...
O meu coração sente a tua falta...
Na calada da noite...
Você me tortura em um sonho...
Onde posso sentir o teu beijo...
Tocar a tua face...
Mas, ao raiar do Sol...
Vejo que era apenas um sonho...
E volto a realidade...
Das minhas linhas tristes e sem brilho...
Na calada da noite...
Sinto você... Sempre depois da meia-noite...
Igual a esta flor...
Que tímida... Só floresce...
No silêncio e na escuridão...
Na calada da noite...
A flor se abre para a vida...
E eu sonho com você...
FLOR
Descobri que era feita de polietileno
Que não precisava adubar nem regar todo dia
Que tirar a poeira era bom
Mas se não espanasse, nem diferença fazia
Não era Margarida, Begônia, Tulipa e tão pouco Amor Perfeito
Descobri que apesar de amarela, branca, vermelha
Não tinha cheiro, nem tinha nome
Sim, tinha cor sem sabor e não pousaria nenhuma abelha
Oh que triste descoberta... Ela não daria fruto
Não teria próxima geração
Más, cuide com zelo e carinho
Porque o jarro é frágil, é de barro, é o coração
Flores de plástico nunca morrem
É difícil tirar do jarro, acostumar, esquecer
Dar lugar para a cor, cheiro e nome de verdade
Que apesar da intensidade, é capaz de morrer
Cuide de seus sonhos como uma jardineiro cuida de uma
flor. Regue-os todos os dias, pois um dia verá seus frutos.
Viva a intensidade saborosa do café,
Sinta o aroma da flor que sujeita você ao Amor,
Queira que luz dos teus sonhos exalem na paz de suas ações,
Observe as entrelinhas daquele velho livro
Mas nunca deixe de Viver sempre um novo começo.
Mulher selvagem tem os instintos à flor da pele. Não domina seus excessos, faz propostas indecentes, se deixa esvair pela imprevisibilidade...e traz a impaciência nas veias! Gosta de caçar cada um de seus desejos, mesmo com aquela deliciosa sensação de perigo e costuma devorá-los na cama. Ela não se sacia com pouca coisa... e sabe muito bem fazer de seu homem uma presa fácil para o seu prazer. Com tudo a que tem direito!
Na flor da emoção te espero
com tudo que tenho de amor
Sem saber como és, te quero
além da mãe, tia, vó e vô.
Por hora te guardo em meus sonhos
sonhos que a muito sonhava
neles nos vejo risonhos
e a mãe discutindo irritada.
Preparo meu sono, meu dia
sabendo que me chamará
Me impressiono com tanta alegria
que me traz a paz de te amar.
Já te sinto em meus braços
e isso nunca foi ilusão
Começo a conhecer seus traços
os que sempre trouxe no coração.
Elis, a quanto tempo és minha?
há seis meses ou por toda vida?
Filha de rei e rainha
a minha única princesa, espero ansioso, querida.
A flor dos meus dias
O que pretende ser quando crescer?
Algo a mais do que é agora?
Ninguém sabe o caminho de frente
Sempre tentam esconder displicentes
O maior dos acasos ocorrer
O futuro a Deus só pertence
De forma não coerente
Com que pensa raras almas
Antes de morrer
Por essas doutrinas
Ditadas e gritadas
Imponho-me como mais uma
Que não deixa passar
A vontade do coração
Minha prisão
De onde prende
Minhas vontades
Vou-me embora
Já é hora de te deixar
Essa flor que brota
Com cor diferente
Deixa pra gente
Um cheiro gostoso no ar
Lembra de mim
Não pela cor
Mas deste cheiro
Que suplica
Uma forma de ser
Mais bela por ter
A beleza da vida
