Flecha
A flecha que erra o alvo ensina ao arqueiro sobre a força do vento e a inclinação da mão; o alvo acertado ensina apenas sobre o passado. O erro não é o oposto do sucesso, é o seu rascunho necessário. Quem abraça a falha como um mentor retira dela a sabedoria que o acerto jamais poderia oferecer: a coragem de ser imperfeito e a inteligência de se reconstruir.
“ Tentar se vingar de quem está longe é como lançar uma flecha contra o vento — o esforço parte de você, mas o retorno da energia negativa e o desgaste acaba voltando para você também "
Você foi a flecha,
eu nem sabia que era alvo,
mas quando teu amor veio,
meu coração já estava marcado.
Não foi acaso nem impulso,
foi mira firme, foi intenção,
me atravessou com cuidado
sem destruir meu coração.
Teu olhar fez a promessa
antes mesmo da palavra sair:
“não vim pra ferir teus medos,
vim pra ficar aqui”.
E desde então carrego em mim
essa marca que não se apaga,
não sangra dor, sangra amor,
é ferida que nunca se fecha.
Se eu sou o alvo, eu aceito,
se você é a flecha, eu confio.
Que a promessa seja eterna
no ponto exato onde você me atingiu.
Posso!
Sou tacape , sou flecha.
Sou a arqueira do arco.
Sou corda, sou massa.
Próton, elétron, nêutron, vibração.
Sou vácuo quântico, sou onda.
Sou humana, sou uma bomba atômica!
☆Haredita Angel
Só dispare uma flecha,
Se tiver certeza que quer ferir o alvo.
Arranca-la de volta,
Pode causar mais estrago.
Quão grande é o peso no meu coração,
Pesado é o fardo da aflição.
Flecha ardente de perdição,
Supra-sumo que caiu no chão.
Oh, tardio é o alegrar,
Longínqua é a dor a queimar.
A marca exposta nos versos de poesia,
O peito tendo arritmia.
O esplendor do vazio,
O rasgar da alma no frio.
Tal cena é horrenda,
Perfurante ao entrar na fenda,
Cavidade do eu, apelido momento,
No bravio mar de rosto,
Da felicidade é o oposto.
Desesperante flor da vida,
Ânsia que fora pela partida,
Prostrado diante das lamúrias,
Tal qual, é alto o rasgar de um trovão,
O estrondo da lágrima é ao tocar o chão.
CUPIDO
Age na hora certa pela intuição
Lança bem a sua flecha artilheira.
Com alegria e delícia, fere a vítima.
Faz do amor o seu objeto da vida íntima
É cupido, Eros da vida e do coração ❤️
No Silêncio da Lua e da Flecha
Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.
A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.
Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.
No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.
Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.
A distância pode ser grande, mas se a vontade for maior, o alvo se torna nítido e a "flecha" certeira.
