Fiz de Mim o que Nao Soube
Nada me deixa mais envergonhado do que estar em paz com o mundo e em guerra com a minha consciência!
Observar a natureza e negar a existência de Seu Criador equivale a acreditar que as lindas melodias não tenham sido originadas de uma prévia alma compositora!
Durante muito tempo escondi as minhas lágrimas. Hoje, mais maduro, percebo que de nenhuma delas devo me envergonhar!
[...] Como saber se algo é de fato verdadeiro? Faça o teste da simplicidade. A verdade autêntica é simples e compreensível a todos, até mesmo crianças.
Eu particularmente expresso respeito e admiração pela genialidade alheia, mantendo minha obsessão por originalidade!
As lacunas deixadas pela ausência da ética no caráter humano, serão sempre preenchidas por condenáveis inspirações!
"É perigosa ilusão viver-se preocupado em trocar o verbo SER pelo TER.
TER é transitoriedade que passa correndo, sem deixar marcas de sua presença. Melhor, muito melhor, é o verbo SER que, este sim, essencializa a permanência dos valores maiores da personalidade humana - os espirituais e morais.
SER é essencial. TER é acidental.
Preocupe-se sempre em ser bom, justo, feliz. Isso é muito mais importante do que viver preocupado em ter, em somar, em multiplicar.
Deus é a Vida. Deus não tem vida."
" Evite quanto puder o erro. Evite falar ou fazer algo de que depois tenha que se arrepender.
O seu erro pode até escapar ao conhecimento e à maledicência alheia, mas, jamais escapará ao juízo implacável da sua consciência. Esta lhe cobrará severamente o ato errado que praticar, porque ela é a voz interior que Deus lhe deu. Ela tanto lhe aplaude o bem, como lhe penaliza o mal.
É ela que lhe dá aquela satisfação interior de ser bom, mas é ela, também, que traz o mal-estar do remorso, após cada erro que você cometer."
Estava suave o sol, o ar limpo e o céu sem nuvens. Afundado na areia, um caldeirão de barro fumegava. No caminho entre o mar e a boca, os camarões passavam pelas mãos de Zé Fernando, mestre de cerimônias, que os banhava em água-benta de sal e cebolas e alho.
Havia bom vinho. Sentados em roda, amigos compartilhávamos o vinho e os camarões e o mar que se abria, livre e luminoso, aos nossos pés.
Enquanto acontecia, essa alegria estava já sendo recordada pela memória e sonhada pelo sonho. Ela não terminaria nunca, e nos tampouco, porque somos todos mortais até o primeiro beijo e o segundo copo, e qualquer um sabe disso, por menos que saiba.
Os olhos de quem ama nada veem além da predileção do coração. Assim também será impossível amar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo!
Eu acreditava que levaria uma vida inteira para entender o coração humano. No final, só foi preciso um único dia.
Tanto a intelectualidade quando a imbecilidade caminham para o mesmo desfecho. Tanto a beleza quanto a repugnância, tanto a pele clara quanto a face negra, tanto o rico quanto o pobre - todos irão para a democrática constatação de que sempre foram iguais!
Eu descobri muito cedo que a melhor maneira de se destacar na multidão era escolher a multidão certa para se destacar.
