Fiz de Mim o que Nao Soube

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Nunca confie em ninguém! Às vezes quem você menos espera te apunhá-la pelas costas.

Se você analisa as coisas e fatos a partir de um ideal de sociedade ou de algum princípio moral normativo, já começou errado. O único ideal que pode anteceder o conhecimento da realidade é o ideal de conhecer a realidade.

Eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rústico. Eu até acho o cabelo de negro mais educado do que o cabelo de branco. Porque o cabelo de preto onde põe, fica. É obediente. E o cabelo de branco, é só dar um movimento na cabeça ele já sai do lugar. É indisciplinado. Se é que existem reencarnações, eu quero voltar sempre preta.

Carolina Maria de Jesus
Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.

Ninguém pode ser feliz quando vive com o ódio no coração

A vida é uma luta insana, na qual os fortes sobrevivem e os fracos sucubem a sombra de sua própria incompetência

Imposto é sempre roubo. Podemos tolerá-lo e até pagá-lo, mas nunca respeitá-lo.

Para cada livro de filosofia que vocês lerem, leiam cinco de História. Saber o que aconteceu é mais importante do que saber o que alguém pensou.

Nenhum governo está isento de legislar absurdos. O problema é quando tais absurdos são levadas a sério.

O coração é ordinariamente um termo de que nos servimos, por decência, para designar outro órgão.

"O perdão é o dom mais alto a que um ser humano pode aspirar e o único bem que ele pode realmente praticar nesta vida. O resto é presunção."

Leve é quem caminha a estrada da vida deixando pra trás o peso do passado.

E mesmo até caindo, levanta e sai sorrindo!

Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…

Mário de Andrade
ANDRADE, M. 50 poemas e um Prefácio interessantíssimo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.

Quem é um amigo? "Um outro eu".

Nossas horas com amor, têm asas; em sua ausência, muletas.

Muita gente entra e sai em tua vida ao longo dos anos. Mas só os verdadeiros amigos deixam impressões em seu coração.

Um idiota faz com que sua namorada sinta ciúmes de outras mulheres. Um homem faz com que as outras mulheres sintam inveja da sua namorada!

No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas.

Paulo de Tarso
Romanos 12:18 (NTLH).

Desculpem meus erros. Sou um ser inacabado. Deus está me fazendo aos poucos.

Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo.
Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque sou projetado pior.
Não quero nenhum dos dois.

Eu sei quem eu sou.
Os outros, apenas, me imaginam.