Fiz de Mim o que Nao Soube
É importante agarrarmos a oportunidade de compreender: aonde isso existe em mim? Por que estou julgando?
Despedida, por que me persegues?
Despedida, minha alma grita para te manter longe de mim.
Despedida, eu não quero te ter para mim.
Despedida, vai embora e leva o que me faz mal para ti.
Hoje a tristeza me inspira, a ansiedade me devasta e o medo toma conta de mim, hoje eu queria apagar minhas ruins memórias e tirar de dentro do meu coração tudo que me faz te lembrar, eu queria bloquear teu número e esquecer que nesse mundo você é alguém, hoje eu imploro ao meu subconsciente que te esqueça e que quando eu esqueça da dor que tu me causas-te ele me afogue em memórias para eu nunca mais te querer, eu te amei em um nível explosivo e deixei de me enxergar, adoeci minha criança e frustei a mulher que eu sonhei me tornar, hoje eu sonho em me resgatar do fundo do poço que me deixas-te eu sei que aqui não é o meu lugar.
Que eu possa alcançar o horizonte que há em mim.
Que eu possa ser tua, sem me perder no caminho.
Que eu possa doar uma parte de mim aos corações que anseiam por carinho.
Pode acreditar em mim, eu te amei — mesmo quando só havia teu rastro
no silêncio dos meus pensamentos,
mesmo quando a tua voz era um eco distante
e a tua presença, um mapa que eu desenhava à noite.
Amei-te como quem guarda um fogo em segredo,
sem pedir abrigo, sem cobrar retorno;
amei-te com a fome de quem conhece a própria sede,
com a coragem de quem planta flores no inverno.
Havia em mim um mar que te chamava pelo nome,
ondas que batiam nas pedras da saudade,
e cada lembrança tua era uma estrela acesa
no céu que eu tecia para não me perder.
Sei que te amei com a força dos rios que não se explicam,
com a paciência das raízes que sustentam árvores inteiras;
amei-te sem medida, sem trégua, sem testemunhas —
um amor que foi inteiro, mesmo quando só existia em mim.
Guardo esse amor como quem guarda um segredo sagrado:
não para esconder, mas para lembrar que fui capaz
de amar com toda a pele, com toda a voz, com todo o tempo.
Lembra — eu te amei, e esse amor ainda me habita.
Difícil momento desse país. Tenho um misto de sentimentos borbulhando dentro de mim: compaixão e revolta!
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Por isso eu sou gigante
Eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício, só faz rima pobre
A revolução começa aqui, a indústria treme
Eu sou estranho, mas são todos iguais a mim
Sou gigante
Sim, eu poderia ficar muito rico
Eu preciso disso porque eu sinto fome
O dinheiro é um desperdício
MANDACARU NO MEU PEITO
Teu nome mora em mim como verso antigo em livro novo, em poesia que pulsa entre o início e o agora.
No teu Nordeste, o mandacaru vigia a seca, feito espada verde erguida contra o impossível.
Em mim, teu amor se faz guardião que resiste ao deserto das longas esperas.
E quando floresce...ah meu bem!
É feito a flor branca da noite sertaneja que se entrega ao infinito estrelado.
Na hora em que o silêncio é mais profundo, e a alma aprende a ficar sem falar.
Teu amor em flor do Sertão, nasce onde poucos acreditam.
Cresce sem pedir licença, rompendo barreiras com raiz teimosa e beleza que não se explica, apenas se sente.
Flor do mandacaru tão rara e breve, que se entrega inteira sem medo do fim, porque sabe que o amor verdadeiro tão somente permanece entre estações.
E eu, que te leio com o corpo e com os olhos, sei que teu coração floresce na mesma coragem branca, pura, luminosa e resistente.
Pois tu és fortaleza de afeto que abriga permanentemente.
Se o amor em meu peito tivesse forma! Seria mandacaru.
Firme, persistente e verde esperança do dia.
Amor que se revela em beleza delicada para a noite.
E se tivesse morada, seria o espaço exato entre o teu peito e o meu.
O Evangelho cristão é que sou tão imperfeito que Jesus teve de morrer por mim, mas sou tão amado e valorizado que Jesus ficou feliz em morrer por mim. Isso me leva a uma profunda humildade e profunda confiança ao mesmo tempo. Não posso me sentir superior a ninguém e, no entanto, não tenho nada a provar a ninguém.
O universo é só um pensamento,
máquina viva sem operador,
reflete em mim seu movimento,
sou engrenagem do seu motor.
William Contraponto
Ciranda da modinha!!
Pra mim !! ...- um termo cultural que se refere a um movimento descartável - Modas que surgem e desaparecem, como uma dança circular, sem deixar marcas duradouras. Um reflexo da sociedade de consumo, onde o novo é valorizado e o antigo é descartado !!. Mas.. nessa ciranda, há também espaço para toda criatividade!! E a expressão cultural!?! Está com toda força e a todos instantes se reinventando!
Com carinho
Teresa Cristina Santana
