Fiz de Mim o que Nao Soube
Casei de me iludir pela liberdade da felicidade, de provocar expectativas em quem de mim espera definição; como estou já, definido por morrer sem amor, mas viver por razão.
POETA NILO DEYSON MONTEIRO
Quando eu era criança, meu pai lia um livro pra mim. Ainda lembro uma frase desse livro. Na época, eu não entendia o significado. Mas agora entendo. "Se você realmente ama alguma coisa deixe-a livre. Se ela voltar, sempre será sua. Senão nunca foi sua."
Encontro-me na mais perigosa distância: o afélio de mim mesmo. Isso é estranho, porque parece que não me conheço mais. Para mim, tudo o que possuía o mais belo dos genuínos brilhos, virou um escuro opaco. É como se a luz tivesse sido retirada de um gigantesco quarto. É como navegar com um barco sem lamparinas num gelado mar. Simplesmente me sinto perdido no mais perfeito estado de melancolia. Todo aquele conjunto de prazeres únicos em atividades distintas tornou a virar a "mesmice" de que tanto falam. Tudo se tornou uma completa escala de cinza. Olho para dentro e vejo um rio inundando meus pulmões, e advinha? Não posso fazer nada! Acho que eu me cansei muito rápido nessa maratona. Acho que cheguei no meu limite e isso é estranho, que eu sou tão novo, sabe?
Mesmo no princípio do abismo, preciso dizer: eu cansei de amores, porque não sou digno de um. De tentativas frustradas, porque sou o pior dos perdedores. De decepções, porque elas ecoam dor por longos períodos. De oscilações de humor, porque elas me destroem mais a cada dia. De pessoas, porque elas são intimamente decepcionantes. Eu cansei de lágrimas, porque mesmo através de um pequeno estímulo, elas anseiam por não parar de cair.
Vejo-me como a uma vela se vê: forte e altiva no início, fraca e sem esperanças em fim de combustão. Eu não sei exatamente quando entrei nesse estado mas eu sei que já tem anos, e, nesses últimos, eu não estou conseguindo esconder a dor. Nesse último estágio, eu já tinha aceitado que eu não poderia mudar muita coisa. Aliás, eu sou apenas um contra o mundo e contra a mim mesmo, não é?
O humor que vale pra mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime.
Jardim de Lírios
lírio que brilha em mim
lírio que cresce a por do sol
todo dia a lua te ilumina
lírio que toca o sol
e contrasta o jardim
lírio que sofre por amor
e que espera por mim
lírio que se auto ilumina
meu lírio seja sempre assim
com sua pureza, simplicidade e beleza
você é a mulher mais linda do meu jardim
As minhas palavras mais do que tudo, declaram em gritos a confusão que existe dentro de mim.
Enquanto escrevo, até entendo, pois entrego-me de corpo e alma ao sentimento presente. No dia seguinte por sua vez me faço de leitor para tentar entender, pois um novo sentimento já ergueu-se em mim.
Talvez a chave para interpretar o que digo, não seja apenas lê o que escrevo, mas se entregar ao sentimento que senti.
Ser perfeito seria arrancar de mim a humanidade em sua essência, porquanto ainda sou humano, vacilante e errante, faço disto meu desígnio; uma busca incansável pela evolução de um ser melhor, se eu erro por impulso, inexperiência ou condição humana imperfeita, reconheço, me arrependo, aceito e aprendo. Pois o que seria a vida, senão um eterno aprendizado para nos tornar melhores e fazer o bem aqueles que nos cercam. Quão bela é a virtude daquele que tropeça e por isso retira as pedras do caminho para que outros não sofram o mesmo, ou daquele que, ao se arrepender do erro, cumpre com obstinação a vontade de nunca mais fazê-lo novamente. Assim então é a vida, nada mais a dizer, somente o silêncio a percorrer, o abismo de profundo arrependimento do meu ser.
Trago aqui, em mim!
Um querer, que quer muito sentir o coração em paz, ver brotinhos de vida em cada olhar, sentir que o amor caminha por aqui...comigo, contigo.
Nos meus desejos ...O seu afeto, o seu sorriso, o seu bem! Das minhas prioridades estar perto, junto, feliz, saudável.
Que todo bem que plantamos, floresça em nós!
De alma pra alma, que a maior das felicidades te alcance.
Meia noite e eu aqui, pensando no passado tão presente dentro de mim. Escrevo para passar o tempo. Questiono minhas dúvidas, revejo meus pensamentos. E no silêncio que as palavras surgem, saem de algum lugar dentro de nós. Naquela noite, que não pude atender seu pedido, na manhã seguinte eu conheci a dor da paixão. Os sonhos passeiam na rua aos olhos de quem deseja alcançar, talvez tudo não tenha passado de uma bela alucinação. Onde, sem sorte dei vida prá morte! Boa noite.
