Fiz de Mim o que Nao Soube

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AMOR DE GIZ

Pra falar de nosso amor escrevi no muro com giz
Perguntaram o porquê eu fiz assim se logo iria apagar
Respondi que pra mim amar tem que ser desse jeito

Algo me diz que amor de giz é melhor
Ele pode ser reescrito a cada novo dia.

Meu Momento que Ainda é Seu

Fiz uma canção para você
Com acordes imprecisos e inesperados
Com letras enfatizando mágoas e flores
Retiradas de tuas lágrimas e sorrisos

Fiz uma cantiga de ninar
Com meu sorriso bobo e olhar encantado
Dedilhando meu violão há tanto esquecido
Dedicando teu sono em sonetos monocórdios

Desenhei teus olhos em folhas canzon
Com meus lápis 6B e meus traços irregulares
Trouxe novamente tua atenção à mim
Trouxe novamente ressentimentos e um pouco de giz pastel

Escrevi um poema com teu nome
E nele meus parágrafos eram desconexos
Que terminavam sempre em reticências
Para nunca terminar o que a realidade me afanou

Ofereci meu dia-a-dia
Te tratei como poesia
Lutei com frenesia
Te enalteci em forma de supremacia

Hoje deixei o dia voltado à mim
Pintei meus quadros acinzentados
Terminei meus textos de frases inacabadas
Mudei meus móveis de lugar (...)

Dediquei meu dia à você
Os cinzas deram cores as tuas cores preferidas
Minhas frases dedicaram as letras do teu nome
E voltei a deixar meu quarto do mesmo modo como você o deixou

Fabiano da Ventura

Na noite sombria fiz-me luz...
... E assim Permaneci Triunfante.

pensando bem! fiz muitas escolhas ruins porem também fiz escolhas boas. entretanto cada escolha aprendi uma lição!

Cada passo que eu dei, cada movimento que eu fiz, cada promessa que eu quebrei e cada sorriso que eu fingi, foi pensando em você.

⁠"Posso lidar com você me dizendo O que eu fiz ou deixei de fazer.
E posso lidar com suas interpretações.
Mas, por favor, não misture as duas coisas.
Se você quer deixar qualquer assunto confuso, Posso lhe dizer como fazer: Misture o que eu faço Com a maneira que você reage a isso.
Diga-me que você está decepcionada Com as tarefas inacabadas que você vê, Mas me chamar de “irresponsável”
Não é um modo de me motivar.
E me diga que fica magoada Quando digo “não” às suas aproximações, Mas me chamar de um homem “frígido”
Não vai melhorar suas chances.
Sim, posso lidar com você me dizendo O que fiz ou deixei de fazer.
E posso lidar com suas interpretações.
Mas, por favor, não misture as duas coisas.

Marshall B. Rosenberg
Comunicação Não Violenta. São Paulo: Ágora, 2006.

Violência doméstica

Quantas vezes me bateu
sem falar o que eu fiz
eu só queria ser feliz
você não compreendeu
o meu coração sofreu
sentindo o corpo padecer
em troca de tanto amor
tive sofrimento e dor
mas não vivo sem você

É difícil de entender
porque sou tão submissa
sirvo pra tua cobiça
teu momento de prazer
porém, nada vou dizer
o meu direito é se calar
se nem piso na calçada
mesmo assim fico marcada
sem ter forças pra lutar

Apenas vou chorar
recuar mais uma vez
diante da tua embriaguez
nada posso recusar
tudo tenho que aceitar
calada sou agredida
e por ser tão dependente
vivo casada e carente
escrava da própria vida

Gostaria de gritar
para o mundo inteiro ouvir
o tanto que sofri
sem poder denunciar
se não tenho onde morar
vivo a mercê da sorte
vou me recolher tão cedo
convivendo com o medo
de escrever a própria morte.

Tanto fiz, mas tanto fiz... que agora, tanto faz!

Eu já fiz de tudo
Eu já falei tudo o que eu podia falar
Eu já te dei o mundo
Eu já te amei o quanto podia te amar
Mas nem tudo vai ter um final feliz

Eu chorei demais
Mas foi a única coisa que eu fiz
Eu pedi demais
Mas foi a única coisa que eu fiz
Eu sonhei demais
Mas foi a única coisa que eu fiz
Foi só o que eu podia ter feito

O "verde" de teus olhos me deixam confuso
Eu não consigo te esquecer
Você sabe que eu me recuso
A falar de amor só por falar

O destino não bastou dessa vez
Será que é tarde pra se arrepender ou será que é tarde demais
Pra tentar te esquecer.

O que eu fiz pra te deixar assim?

O que eu fiz pra te deixar assim, tão fria comigo?
Encho meu peito de calor, mas seu gelo não sente o meu sentimento...

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Sem dar valor às minhas palavras, como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Quando o que só fiz foi te amar...

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Me deixando viver sozinho, quando perto seria tão mais, gostosinho.

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se juntos somos tão bons, por que ser distante?

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se tudo o que eu queria era ter de ti, carinho.

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se só sei pensar em estar, contigo!

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se vivo pesando, em como lhe deixar, sorrindo.

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se de amor encho seus caminhos.

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se quando te vejo, meu peito me enche de desejo.

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se meus lábios só anseiam os teus.

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Você não entende que ajo por paixão?

O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Você não percebe que já não consigo mais viver sozinho?

Sempre fiz algo que eu achava que estava pouco preparada para fazer. Quando você tem um momento de incerteza mas persiste, é aí que você consegue avançar.

Fiz-me de oceano só para te naufragar.

..E sei qual foi o momento em que percebi isso : quando fiz a coisa certa, mesmo sem ter ninguém olhando. Fiz por mim, por respeito e consideração ao que sou, a quem sou.

Depois, vieram as confirmações, e foram tantas!

Já não bastava que os outros confiassem e acreditassem em mim, eu precisava confiar e acreditar. Já não permitia mais que algo fosse decidido a meu favor, se eu não me achasse merecedora, de fato. Já não me preocupava em ser sociável, às custas de ir contra as minhas ideias, e, também, já via com clareza que a verdade é um conceito relativo, que não é igual pra todo mundo.

Percebia que dizer uma coisa, dar um conselho a alguém, e agir de forma oposta, não é incoerência, não é inconstância nem inconsistência, e, sim, capacidade de enxergar que as pessoas são diferentes, que nem todos aguentam o mesmo tranco, que o que serve para mim pode não servir para o outro, que problemas semelhantes, enfrentados por pessoas diversas, carecem de soluções adaptáveis. E que a sinceridade deixa de ser virtude e passa a ser uma arma, quando usada como desculpa para confrontar "vítimas" e fatos "inconvenientes". Há uma larga distância entre ser franco e ser grosseiro, maldoso.

Percebi que crescer não dói, que pode ser simples e bom, e, sim, pode trocar o status de "inevitável" pelo de "desejável".

Senti cada passo do meu amadurecimento, assimilei as lições. Passei a ver o mundo, a vida, de um jeito mais prático, mas, nem por isso, menos sedutor.

Cada um tem o direito de fazer sua escolha, eu fiz a minha, escolhi enfrentar as consequêcias dos meus atos, sei que decepcionarei muitas pessoas por isso, mais estou tranquila e confiante, Deus só dar o fardo que podemos carregar, e eu carregarei o meu com prazer, pois sei que apesar de todos os problemas que irei enfrentar, minhas alegrias serão maiores...

Qual a porção necessária de besteiras para uma pessoa se sentir verdadeiramente viva? Eu fiz todas e até agora, nada. Queria tanto que o tempo se apagasse nesses meus últimos meses, só até eu resolver planejar alguma coisa. Estou parado no vácuo, contando as horas e as besteiras que eu faço.

Eu fiz do senhor meu abrigo e habitação.

Fernando Anitelli - "Nunca fiz música sem motivo. Sei o que quero"
Fernando Anitelli fala sobre os quatro anos de O Teatro Mágico, mensagem subliminar e grana

Por: Fabiana Faria


Quem é o Fernando Anitelli, afinal? Existe uma aura de mistério ao seu redor, não?!
Bom, tenho 33 anos, sou formado em comunicação social e comecei a fazer teatro muito cedo. Já fiz o Vale Encantando, do Oswaldo Montenegro. Já fui caricaturista de um jornal diário de Osasco, já trabalhei na área de produção visual de um banco, usava crachá de bancário e tudo. Acabei aprendendo no banco a organizar, administrar um negócio.

Como foi o início do Teatro Mágico? Foi você quem inventou esse conceito?
Eu tinha um trio de música brasileira chamado Madalena 19 que acabou porque cada um tomou seu rumo. Eu acabei indo trabalhar ilegalmente como garçom nos Estados Unidos durante um ano. Lá eu comecei a ler o livro "O lobo da estepe", de um alemão. Tinha uma passagem que dizia que as pessoas têm muitos personagens dentro de si e, ao mesmo tempo, todo mundo está em extinção. Isso tinha tudo a ver com o que eu imaginava para um projeto musical e decidi nomear o CD como "O Teatro Mágico - entrada para raros".

Você fez o CD com a grana que ganhou nos Estados Unidos?
Eu usei a grana de lá, vendi metade de um apartamento, meu carro e tive ajuda do meu pai. Também juntei uma grana de uns shows que a gente fez.

Então você já sabia o que queria a partir da concepção do projeto?
Nunca fiz nada para atingir um público específico. Eu vomitei o Teatro Mágico em cima das pessoas e elas aceitaram. Tem famílias que deixam de ir ao zoológico para verem o Teatro Mágico. Isso é ótimo.

Você imaginava que fosse fazer tanto sucesso?
As coisas foram acontecendo aos poucos, mas eu sempre tive muita organização. Eu sabia que o projeto tinha força para crescer, amadurecer e se manter. É legal porque tudo aconteceu no boca a boca, pela internet e é muito bacana ver que tem um público ansioso pela gente.

Mas vocês não fazem propaganda, a música de vocês não toca no rádio... Por que isso?
Sobreviver da arte independente no Brasil é uma guerra. Tem que ter humildade e cabeça fria. No rádio, a gente não toca porque tem que pagar jabá (dinheiro em troca da execução das músicas). E, como a gente não é gravadora nem pretende ser, a gente não toca. A gente acaba tendo divulgação melhor em cidades pequenas e em jornais regionais. Os artistas acham que tocar no rádio e na televisão são as únicas formas de ganhar dinheiro e fazer seu trabalho. Mas isso não é verdade.

Vocês já tiveram proposta de gravadora?
A gente já teve convite de todas as gravadoras multinacionais para comprar o projeto, fazer CD, DVD... Eles oferecem uma Ferrari e você só tem uma bicicleta. Mas, como eu acredito no ET, faço minha bicicleta voar.

E o Teatro já dá uma grana?
Hoje ele se auto-sustenta. Se você tem um trabalho bem feito e responsável, o dinheiro vem naturalmente. Mas é uma luta constante para não faltar dinheiro e continuarmos levando o projeto.

A Veja publicou que vocês ganham 40 mil reais por show. É verdade?
Imagina! Tem show que a gente ganha 500 reais. Muito pouco. Alguns músicos ainda tocam em projetos paralelos para completar a renda.

E o que acha da internet?
A internet é uma ferramenta poderosa. Eu disponibilizo tudo de graça mesmo, esse processo de comunicação novo é sensacional. O nosso objetivo é tocar em Marte, se for possível e só a internet pra divulgar o nosso trabalho tão bem. Você lembra que existiam as fitas cassete e todo mundo gravava música pra todo mundo? Era a mesma coisa, mas em uma mídia diferente. O You Tube acabou com a MTV. Nós temos mais de 1700 vídeos publicados lá, mas só fizemos dois. É muito louco isso. As gravadoras querem pegar nosso dinheiro e a internet, não...

Assistindo ao show de vocês, tive a impressão de que os fãs idolatram a trupe toda, especialmente você. As meninas gritam histericamente...
Eu acho um absurdo isso. Meu cabelo está caindo e eu sou a cara do palhaço Bozo!

Mas, então, de onde você acha que vêm essa paixão toda dos fãs?
De alguma maneira, o projeto tocou cada pessoa que gosta da gente. Eles sabem que o nosso som não está sendo empurrado goela abaixo como é feito com a música do rádio. É um projeto de verdade, em que eles podem mostrar sua arte, discutir o assunto de verdade. Tem gente que faz tatuagem das letras, dos personagens... Eu não acho que isso seja tanta loucura. Se eu fosse um adolescente descobrindo Secos e Molhados, por exemplo, eu também faria o mesmo.

Por que você citou Secos e Molhados? Você se compara a eles?
É uma referência e uma comparação, sim. Sempre gostei do Ney Matogrosso, ele tem uma coisa meio menestrel. Meu pai diz que eu danço como ele.

Algumas pessoas comentaram comigo que acham que as músicas de vocês têm mensagem subliminar (mensagens não captadas conscientemente pelos sentidos humanos) para meio que hipnotizar as pessoas. E aí, tem ou não tem?
Olha, eu nunca fiz música aleatoriamente. A mensagem que a gente passa é a da arte livre, independente. Mas tem uma porção de mensagens em várias músicas. Se você escutar com fone de ouvido, vai ver que tem sons acontecendo do lado direito e esquerdo do fone. Se você escutar em disco e rodar ao contrário, vai escutar vozes do meu avô. Na música Separo, tem um riff de guitarra no final. Quando a gente estava gravando, na hora do riff, entrou a freqüência de um rádio e acabou gravando a voz de um cara falando "uma lembrança que você vai ter". Nós deixamos. Essas coisas não são coincidências, são providências. Tudo o que é subliminar, soma.

Me fiz de rocha, mas sempre fui flor.

Gostaria de...
Voltar ao passado e concertar o que eu fiz de errado.
Poder dizer que te amo.
Fugir do mundo para esquecer dos problemas.
Gostar de quem gosta de mim.
Fazer o que gosto,sem ouvir criticas.
Conhecer o abismo mais profundo:meu coração.
Mergulhar nas águas frias do meu espirito.
Mudar o que já está determinado.
Achar a razão de viver e ser feliz.

E então, que quereis?...


Fiz ranger as folhas de jornal

abrindo-lhes as pálpebras piscantes.

E logo

de cada fronteira distante

subiu um cheiro de pólvora

perseguindo-me até em casa.

Nestes últimos vinte anos

nada de novo há

no rugir das tempestades.



Não estamos alegres,

é certo,

mas também por que razão

haveríamos de ficar tristes?

O mar da história

é agitado.

As ameaças

e as guerras

havemos de atravessá-las,

rompê-las ao meio,

cortando-as

como uma quilha corta

as ondas.