Fiz de Mim o que Nao Soube
Para quem fala de mim, não vejo problema algum nisso. Afinal, é o seu ponto de vista, e, se for algo realmente construtivo, sempre será válido tentar melhorar como pessoa. Até porque eu não sou perfeito. O pior não é falar mal pelas costas, mas sim depois me dar um abraço, fingindo que nada aconteceu.
O que as outras pessoas pensam de mim, não está em mim, está na cabeça delas... Logo, não me pertence.
Não sei se vim para ficar ou se vim para não estar. Aqui sou uma anônima e um personagem de mim mesma, não sei se de várias faces ou de poucas opiniões formadas e que, apesar da diversidade de emoções, sou uma pessoa simples com inclinação ao SUFISMO OCIDENTAL.
Seria ousadia minha dizer-me ser alguém, acredito que esta seja a minha verdadeira identidade. Sou rascunhos de mim e assim faço meu jeito de ser, rascunhando minhas características, juntando tudo mas formando apenas metade de mim.
A outra metade é quase como uma LITERATURA GÓTICA VITORIANA, sou como o Drácula - A História Nunca Contada; tão intensa ao ponto de "não pensar separadamente nesta e na próxima vida, pois uma dá para a outra a partida..." (Rumi séc. XIII).
Desejo, vontade e necessidade
Desejo é o que traz prazer,
No entanto, não é vital para mim.
O desejo é uma aspiração para ter
Coisas supérfluas num caminho sem fim.
Vontade é força impulsiva,
Buscando um conforto maior.
Parece até inofensiva,
Mas pode ocultar o pior.
Necessidade é ter o essencial.
É fundamental para sobreviver.
É um bem-estar básico natural.
E não confundir com o desejo de ter.
O importante é saber distinguir,
Entender o conceito pra não confundir.
Parecem estar ligados na essência,
No entanto, exigem de nós muita prudência.
Quero te roubar para mim te amar com tudo que tenho a lhe oferecer;
Não vejo ninguém para competir a sua mão, porém não me digas que não há espaço ao meu querer;
Tento transpassar pelas barreiras que você cria para dificultar minha entrada e gerar moradia em teu coração;
Não gostar de mim é normal, ter simpatia é viadagem, mas brincar com os meus sentimentos é falta de vergonha na cara;
Meu equilíbrio não depende de ninguém e minhas superações não são para calar quem dúvida de mim, mas sim para elevar o meu ser na evolução da vida;
Quando me arrisco no amor não é para me mostrar que sou melhor do que ninguém, mas sim para alcançar a felicidade que tanto o meu coração almeja;
Não vou dizer que estou apaixonado, deixarei que minhas atitudes falem por mim;
Eu jurei varias vezes que não sou qual quer um nem vou pagar de otário para rirem da minha cara pelos meus sentimentos;
Falo em outra língua o que realmente vivo na minha realidade;
Ouviram em todo lugar o grito do meu coração que tanto se fez carente;
E o grito do meu silêncio despertou a sua atenção;
Ouvi dizer que seu coração não se arrepende por não me abraçar com carinhos;
E todo amor em mim cai em um vão sem saber para onde ir mesmo tentando admitir que te amei bem mais que a mim;
Sei que você está bem e nem se lembra mais dos momentos maravilhosos que vivemos um para o outro;
Sei que ontem não fora bom para mim e hoje não superou as minhas expectativas, mas Deus sussurrou em meus ouvidos que terei mais uma chance amanhã;
Nunca desista de mim, pois se fizeste me mostrará que não mereces rastros e nem migalhas das minhas lembranças;
Quem me dera se despir de mim, despir do que não me convém ou despir-se do fim
Olhando para a minha intimidade e percebendo as minhas responsabilidades
Observando a minha nudez que no fundo despertava a própria timidez
A minha alma só queria ouvir o meu coração
O silêncio da minha vergonha gritava a minha frustração e sensibilizava toda a minha importância
Determinando a minha direção!
Quer uma certeza sobre mim?
Apenas que não pretendo atender às
suas expectativas, afinal, elas são suas e
já sofro demais com as que tenho!
Eu não quis acreditar.
Desconfiei do que sentia e enfrentei a mim mesmo.
Lutei contra meus próprios sinais,
neguei o que o coração gritava em silêncio.
Falhei com meus instintos — falhei porque resistir
nem sempre é força, às vezes é medo.
Então eu a conheci.
Ela não pediu passagem, não anunciou chegada.
Entrou como quem reconhece território,
como quem invade não por maldade,
mas por natureza.
Ela é a invasora de mim.
Devastadora porque desmonta minhas defesas,
sensual porque domina sem tocar,
senhora do caos que eu fingia controlar.
Sou refém não por fraqueza,
mas porque há encontros que desarmam a alma
e nos colocam diante da verdade nua:
há quem chegue para ficar,
mesmo quando tudo em nós dizia que não.
Para que as minhas loucuras não se manifeste em mim mesmo eu passo elas por papel, dessa maneira não entro em conflito direto com quem discorda da mesma
Procura.
Hoje estou a me procurar, me perdi de mim. Não me encontro em lugar algum. Será que estou na noite fria ou no dia ensolarado?
Onde posso me encontrar? No seu caminho incerto, na estrada que não tem parada. Me perder de mim é encontrar a liberdade que não sou capaz de encontrar. Ser o que não sou ou de não ser o que sou.
Na incerteza do caminho, encontro a minha verdade, que não está no destino, mas na jornada da minha história.
Maria Bueno 💜
