Fiz de Mim o que Nao Soube

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Foi horrível o suficiente para mim. Uma cena chocante. Não era nada do que eu pretendia. Sabe, eu nunca tinha visto o veneno funcionar antes. Conte a Cersei. Quero que ela saiba que fui eu.

(Olenna Tyrell)

O meu maior desafio não estava fora, mas dentro de mim.

De todas as possibilidades a mim impostas para obter a felicidade, eu me escolhi. Não que as demais não sejam interessantes, mas eu sou completa. Os outros buscam metades, e eu não quero dividir-me.

Em exibição: aquela
Exibo-me
Mostro-me
Mostro a mim, não
Mostro ela, bem aquela
Que a mim mesma, desconheço
Pra então, remonto-me
Para encaixar-me em
Encaixar-me a quem?
A quem me coube a veste
Ela, de novo aquela
Que impressiona a tantos
Menos a própria,
Exibo a mim
Negam-me
Exibo a ela
Encaixando-me tão nela
Que assim enxergam-me
E cegam-me
Ou eu mesma cego-me?
Não enxergo,
E o que tenho é o externo
E observo
O quão afasto-me
Do meu “eu” sem ela
Aquela, que roubo-me
E hoje o que vejo,
E quando vejo,
E se vejo,
É o meu eu perdido nela

Não quero essa mudez de condolências
a mim, a ti, ou só à terra
que tu e eu pisamos — e comemos.
Pergunto simplesmente se tu eras,
quem eras, e onde foste
depois que se fizeram quatro horas.

Não quero cumplicidade mas quero respeito
A porta do carro não precisa abrir pra mim
Porque se ele quer que o filho seja um bom sujeito
Joga o machismo fora, abre a mente e faz assim

Às vezes quero saber como anda você
Se vai bem sem mim e tentar entender
Que querer não é poder e se eu pudesse, iria me contradizer
Eu já tentei colocar os meus pés no chão
Me esforcei para achar uma solução
Só que essa solução pode ser bem melhor
Pra mim do que pra você

E será que você ainda pensa um pouco em mim?
Será que só eu que estou sofrendo assim?
Não teve pena do fim e o nosso tempo acabou
E a solidão eu mandei vir

Folhetos e abraços , palavras e discursos
Isso muda tudo? Não ... isso é pra que?
Não é pra mim nem pra você
Nada disso reconstrói o meu ser
Eu já caí e não consigo levantar
As minhas forças se foram
O que resta é um vazio corpo

Sinto-me enganado, ainda não sei se por você ou por mim mesmo

Uma noite. Uma única noite. Será que foi só isso? Talvez para você tenha sido, mas para mim não. Ah... pra mim significou muito mais. Aquela taça de vinho, aquela lua cheia (de vida), aquele olhar que sorria, as palavras que voavam... detalhes assim não saem da minha retina. Ficam cravados.
Eu ainda posso sentir o cheiro, a mão na nuca, sua boca na minha, o gosto de álcool e de desejo. Ainda posso sentir o coração pulsando acelerado, os pelos arrepiados e a cabeça perdida em pensamentos. Eu ainda posso sentir você aqui porque a intensidade de uma noite dura muito mais que doze horas. Foram toques que dançaram ao som de sussurros, beijos que gritaram em liberdade, sorrisos genuínos. Ainda que breve, foi real. E não posso acreditar que tenha sido unilateral. Seus olhos me contaram, seu corpo comprovou, as palavras não mentiram e um sorriso se abriu. Confessa, vai, você também sentiu.
Foi um espetáculo. Não, talvez só um ensaio, mas no palco da sorte. Não gosto de falar em sorte, mas não sou capaz de dizer o que aconteceu ali. Sorte, azar, acaso, destino, loucura... É foi uma loucura, mas não foi só uma noite. E ainda que não se repita, não foi só uma noite. Não foi.

Rendição *icarus

Estou jogando a toalha
já não dá mais para mim
tô fora! Joguei fora minha tralha
todo meu interior entrou em motim.

E então corro desesperado
o solo se abala a cada passo largo
meu choro inunda o chão abalado
vou tropeçando em cada soluço amargo

eu te peço perdão
companheiro
mas foi tudo em vão

eu te peço perdão
amor
mas foi só ilusão
eu desisto do meu coração.

Pois meu corpo já foi vendido como escravo
E não existe bem nenhum em mim, apenas o pecado
Mas eu sei que no tocante ao meu interior
Tenho prazer na Sua lei, Tu és o meu amado

Pra mim, não faz sentido alguém
Que tem asas não ter o céu
Inteiro para poder voar
Se tenho asas, eu sei que o céu é o meu lugar

Quanto eu esperei, ansioso, queria te ver
E te falar o que há em mim, já não podia me conter
Me decidi, Senhor, hoje quero rasgar meu viver
E te mostrar meu coração, tudo o que tenho e sou

ENTREGA

Nada há em mim nada que não te pertença
Todo o meu querer
Todo o meu sofrer
Minhas saudades
Minhas verdades
Minhas loucuras
E minha razão!

Amo te como só os loucos amam
Sem pensar
Sem pesar
Sem culpas
Ou desculpas
Num desejo puro
Que não se corrompe
Que se entrega
Com simplicidade
Na carnalidade
E no sentimento.

E é assim que te pertenço
Não forçosamente
Não sem desejar
...sou o que sou
Quem eu sou
Toda a minha essência
Toda a minha carência
Minhas certezas
E ambivalencias ...

Porque não há nada em mim que não te pertença!
...Minha alegria
Minha apatia
Meu eu
E minha poesia!

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Eu penso e a pessoa mim pergunta vc namora vc gosta dele se nao pode deixa que eu pego ai eu falo nao pega claro que nao vo fala iso eu falo eu gosto dele entao ja tem dono via procura alquem que serve vc e te banca

Nesta noite

Ficou claro que não pertenço
A nenhum lugar
E que espaço para mim
Não há.
E eu continuo com esperança
Como uma criança.
Quero ter um lugar
Algo para se chamar de lá.
E que tenha alguém lá
Esperando-me voltar.
Mas não há
Isso nunca existirá.
Estou destinado a sozinho ficar
E sobre meu sofrimento nunca falar.

– Não vai querer ouvir isso de mim: temos que amar quem somos. (...) Estou num grupo virtual, chamado “Garotas são perfeitas e não há nada de errado com elas e quem disser o contrário está com medo de seu poder!” (...) Somos ótimas.
– Há algo assim para garotos na puberdade?
– Sim, chamamos de sociedade, seu branquelo privilegiado (...).

Não espero que os outros se importem. Eu mesmo nunca dei muita importância pra mim.