Fiz de Mim o que Nao Soube
Alma perdida
Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos
Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim
Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada
Lembro-me claramente como era a dor...
A tal insuportável "dor" causada somente por mim a outra pessoa a pessoa que devia ser a única que nunca seria machucada por mim.
Falando assim mesmo ferida~
Ele seguiu sua vida tão fácil porque não poderia fazer o mesmo.
Mais o tempo não permitiu eu teria que passar por aquelas memórias da dor insuportável.
Aquece em mim toda essa dor,
faz ferver o que necessário for,
para que em mim evapore a angústia.
E faz-te chover, ácida, em algum jardim de indiferenças,
para que se torne estéril o solo onde germinam más emoções.
Hoje eu nasci para a esperança. Ela se revelou para mim como uma besta abismal, embrenhando-se entre as sombras da floresta. Eu estava em uma clareira confortável demais, segura demais, pequena demais, sufocante demais, embora luminosa. Ali, ao redor, escutava as folhas quebrando no chão. Eram passos vagantes, circundantes, tateando a luz do lugar. A fera pulou em mim, e eu caí monumentalmente como o império de uma era inteira. Morri naquela clareira do conhecido, o animal se me assemelhou, reconheci que eu era a própria fera, e renasci para algo maior que eu, algo ainda em mim mesmo. Esperancei-me. Fui, assim, explorar o breu da floresta, porque queria viver deliberadamente.
Egoismo.
Sinto pelas pessoas que precisam de cem por cento de mim,
Elas sempre dizem que preciso delas 24 horas, mas no final do dia sou sempre eu,
o egoísta.
E a cada dia amplia em mim a consciência de que minhas certezas são incertas, minhas decisões errôneas e que vastidão define minha ignorância...
Como eu amo amar.
Mesmo quando amar cansa.
Mesmo quando amar dói
mais em mim do que no outro.
Amo amar porque sentir
me faz existir.
Porque o amor, mesmo quando falha,
me prova viva.
Amo amar com excesso,
com entrega,
com essa coragem quase ingênua
de quem ainda acredita.
Às vezes amar me esvazia.
Outras, me sustenta.
Mas nunca passa em vão.
Se amar é risco,
eu aceito.
Prefiro o coração cansado
de tanto sentir
do que intacto
por nunca ter tentado.
Como eu amo amar
mesmo quando amar
é ficar
sem ser amada.
Um dia quando se lembrar de mim ou olhar para o lado, talvez seja tarde para recordarmos o que junto fomos e vivemos...
Pai olha pra mim
Preciso tanto de ti
Pai sei que errei
E o quanto falhei
E agora venho clamar
Por sua graça e amor sem par
Pai estende sua mão, quero seu perdão, sem ti nada sou
Pai ouça meu clamor, te imploro o favor, oh meu salvador.
Pai eu sei que falhei
Por ti não busquei
Pai eu busco a ti
Quero voltar a sorri
Pai estende sua mão, nos trás salvação, vem morar em mim
Pai por Cristo Jesus, e o sangue na cruz, que seja assim.
Até o fim.
De alguma forma você é muito especial para mim. E de forma alguma consigo ficar longe de você. Acho que meu lugar é aí, dentro do seu coração.
Dentro de mim, mora muito mais que amizade por você, mora respeito, gratidão e alegria de ser seu amigo...
"" Quando você pensar em mim, lembre-se que tenho um motivo para nunca te esquecer. Eu amo você...""
