Fiz de Mim o que Nao Soube

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Ainda vou te proteger e nada será capaz de te machucar.

Deixe que seus amigos subestimem suas qualidades e que seus inimigos superestimem seus defeitos.

Nunca diga eu acho,eu já fiz meu melhor,eu tentei.Nâo há tentativas ou se faz ou não faz.Á cada dia somos melhores que ontem e quando se tem a certeza de sua aptidão e sucesso faça,!é logico falhas podem existir uma vez ou outra,mas com erros vem os acertos ,os erros só servem pra gente melhorar nossa capacidade de acertar.

As vezes olho pro céu e me pergunto quando o sinal de que tudo vai dar certo vai chegar? Não sei! Só sei que quando deitar em minha cama, não quero pensar em arrependimentos, em tristezas, não quero ver meus sonhos quebrados pelo chão pois eu sei que só eu vou me machucar ao pisar neles, então vou acreditar! Acreditar que um dia vou chegar la, que um dia vou olhar pra traz e ver que tudo isso foi um aprendizado e que cada acontecimento, seja ele triste ou feliz, me ajudou a ser quem eu sou, me fez levantar e não me importar com o quanto já me fizeram chorar mas sim com a minha vontade de escancarar um sorriso! A final, como diria Caio Fernando Abreu:
E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda.

- O tempo é fluido por aqui – disse o demônio.

Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. Não havia nada mais que um ou outro pudessem ser.
A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. Uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortante inspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.
– Chegue mais perto – ordenou o demônio, e ele se aproximou.
O demônio era magro como uma vara e estava nu. Ele tinha muitas cicatrizes, parecia ter sido esfolado em algum momento num passado distante. Não tinha orelhas nem genitais. Os seus lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram olhos de demônio: tinham visto demais e ido muito longe, e frente ao seu olhar ele se sentiu menor que uma mosca.
– O que acontece agora? – ele perguntou.
– Agora – disse o demônio com uma voz que não demonstrava sofrimento nem deleite, somente uma horripilante e neutra resignação – você será torturado.
– Por quanto tempo?
O demônio balançou a cabeça e não respondeu. Ele percorreu lentamente a parede, examinando um a um os instrumentos ali pendurados. Na outra extremidade, perto da porta fechada, havia um açoite feito de arame farpado. O demônio o apanhou com uma de suas mãos de três dedos e o carregou com reverência até o outro lado da sala. Pôs as pontas de arame sobre o braseiro e observou enquanto se aqueciam.
– Isso é desumano.
– Sim.
As pontas do açoite ganharam um baço brilho alaranjado.
– No futuro, você vai sentir saudade desse momento.
– Você é um mentiroso.
– Não – respondeu o demônio. – A próxima parte é ainda pior – explicou pouco antes de descer o açoite.
As pontas do açoite atingiram nas costas do homem com um estalo e um chiado, rasgando as roupas caras. Elas queimavam, cortavam e estraçalhavam tudo o que tocavam. Não pela última vez naquele lugar, ele gritou.
Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes da sala, e com o tempo, ele iria experimentar cada um deles.
Por fim, a Filha do Lazareno, que ele acabou conhecendo intimamente, foi limpa e recolocada na parede na ducentésima décima primeira posição. Nesse momento, por entre os lábios rachados, ele soluçou:
– E agora?
– Agora começa a dor de verdade – informou o demônio.
E começou mesmo.
Cada coisa que ele fizera, que teria sido melhor não ter feito. Cada mentira que ele contara – a si mesmo ou aos outros. Cada pequena mágoa, e todas as grandes mágoas. Cada uma dessas coisas foi arrancada dele, detalhe por detalhe, centímetro por centímetro. O demônio descascava a crosta do esquecimento, tirava tudo até sobrar somente a verdade, e isso doía mais que qualquer outra coisa.
– Conte o que você pensou quando a viu indo embora – exigiu o demônio.
– Pensei que meu coração ia se partir.
– Não, não pensou – contestou o demônio, sem ódio. Dirigiu seu olhar sem expressão para o homem, que se viu forçado a desviar os olhos.
– Pensei: agora ela nunca vai ficar sabendo que eu dormia com a irmã dela.
O demônio desconstruiu a vida do homem, momento por momento, um instante medonho após o outro. Isso levou cem anos ou talvez mil – eles tinham todo o tempo do universo naquela sala cinzenta. Lá pelo final, ele percebeu que o demônio tinha razão. Aquilo era pior que a tortura física.
Mas acabou.
Só que, quando acabou, começou de novo. E com uma consciência de si mesmo que ele não tinha da primeira vez, o que de certa forma tornava tudo ainda pior.
Agora, enquanto falava, se odiava. Não havia mentiras nem evasivas, nem espaço para nada que não fosse dor e ressentimento.
Ele falava. Não chorava mais. E, quando terminou, mil anos depois, rezou para que o demônio fosse até a parede e pegasse a faca de escalpelar, ou o sufocador, ou a morsa.
– De novo – ordenou o demônio.
Ele começou a gritar. Gritou durante muito tempo.
– De novo – ordenou o demônio quando ele se calou, como se nada houvesse sido dito até então.
Era como descascar uma cebola. Dessa vez, ao repassar sua vida, ele aprendeu sobre as consequências. Percebeu os resultados das coisas que fizera; notou que estava cego quando tomou certas atitudes; tomou conhecimento das maneiras como infligira mágoas ao mundo; dos danos que causara a pessoas que mais conhecera, encontrara ou vira. Foi a lição mais difícil até aquele momento.
– De novo – ordenou o demônio, mil anos depois.
Ele agachou no chão, ao lado do braseiro, balançando o corpo de leve, com os olhos fechados, e contou a história de sua vida, revivendo-a enquanto contava, do nascimento até a morte, sem mudar nada, sem omitir nada, enfrentando tudo. Abriu seu coração.
Quando acabou, ficou sentado ali, de olhos fechados, esperando que a voz dissesse: “de novo”. Porém, nada foi dito. Ele abriu os olhos.
Lentamente, ficou de pé. Estava sozinho.
Na outra ponta da sala havia uma porta, que, enquanto ele olhava, se abriu.
Um homem entrou. Havia terror em seu rosto, e também arrogância e orgulho. O homem, que usava roupas caras, deu alguns passos hesitantes pela sala e parou.
Ao ver o homem, ele entendeu.

- O tempo é fluido por aqui – disse ao recém-chegado.

Sempre soube que ler,
sonhar, viajar e conhecer pessoas
enriquecem o ser humano.
Mas descobri que as pessoas,
são singularmente especiais.
Há viagens que por serem especiais,
sempre nos lembramos;
Há sonhos que nos fazem viajar
e também os alimentamos na lembrança;
Mas as pessoas quando são especiais,
Nos fazem viajar..., e sonhar...
E destas,
certamente jamais nos esquecemos...
Guardamos para sempre no fundo do coração.

Cansei de esperar mudanças de pessoas, que eu sempre soube que nunca iriam mudar.

O feminicidio é o ato desesperado de quem nunca soube o que é amar!
É a manifestação do ódio,da rejeição,do fracasso, aonde quem grita é a covardia!

"Quando criança, você esperava
E assistia de longe
Mas você sempre soube que seria "o melhor"
Aquele que trabalha enquanto os outros brincam
Na juventude você se deitou acordado à noite e planejou
Sobre todas as coisas que você mudaria
Mas era só um sonho..."

Noah apertou aquela mão e encarou de perto aqueles extraordinários olhos de esmeralda, ele soube, antes de conseguir respirar de novo, que ela era a mulher que ele poderia passar o resto da vida procurando e nunca mais encontraria.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. The Notebook. London: Hachette UK, 2011.

Assim que eu te vi, soube que as melhores aventuras estavam por vir.

Nenhuma época soube tantas e tão diversas coisas do homem como a nossa. Mas em verdade, nunca se soube menos o que é o homem.

⁠Ninguém nunca soube ver que, por trás de um homem maduro e forte, existe um menino frágil e inseguro.
Ninguém nunca percebeu que, quando digo que não me importo, é porque estou realmente me destruindo por dentro.
As pessoas não veem que, por trás desse ar de autossuficiência absoluta, existe o medo de ser insuficiente.
Por trás dos conselhos que dou, há um "eu" que não tem ideia do que fazer da própria vida.

Eu queria que todos vissem que, nas vezes em que salvei alguém, fui incapaz de salvar a mim mesmo.
E, para que ninguém percebesse, sempre fingi que vivia melhor sozinho, que encontrava a felicidade somente em mim mesmo.
Mas, à noite, quando deitava tentando dormir, eu ainda esperava uma mensagem de alguém que me dissesse que tudo daria certo,
que me ajudaria a ultrapassar a armadura que construí ao longo dos anos, que me entenderia e estaria lá para mim.

Não me julgue mal. Não quero alguém que me salve dos meus amargos; só queria encontrar alguém que se importasse, pelo menos um pouco, comigo.
Estar sozinho sempre cansa.

E então apareceu um anjo em forma de mulher, com seus olhos límpidos, que penetraram minha alma de forma doce e cativadora.
Ela mudou tudo dentro de mim e em tudo o que eu passava.
Me fez queimar por dentro, transformando em cinzas todo o mal que me atormentava.

Deus deve ter falado a este anjo:
"Ame-o e cuide dele, pois o coloquei na vida de um homem de valor, que só quer amar e ser amado, cuidar e ser cuidado. Ele já sofreu e se decepcionou muito neste mundo ingrato. Valorize-o! Porque você será valorizada como nunca foi. Vá e seja feliz!"

Amém.

Hoje, me sinto mais leve e cheio de vida. Vejo graça onde antes não via sentido.
Sinto minhas forças revigoradas. Estou em plena forma, e, se pudesse, congelaria o tempo só para não perder este momento tão iluminado.
Como não tenho este poder, só posso dedicar o melhor de mim para agradar, amar, satisfazer, compreender, adorar e fazer feliz este anjo loiro de olhos penetrantes.

Ela apareceu agora, e já sinto algo inexplicável por este anjo. Algo que muitos podem não acreditar, mas, quando seu coração é tocado, só você sabe entender.
O que preciso conhecer deste anjo para começar a amá-la?
Nada que não sejam coisas boas!

E coisas boas amamos à primeira vista. Não esperamos pelo momento certo.
Ou acreditamos, ou não. E posso dizer de peito aberto e cabeça erguida:
"EU ACREDITO".

Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito
Me entristeceu, ouvi dizer
Que pra subir você desceu
Você desceu

Todo mundo quer subir
A concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida
Tem o céu como limite

Por isso não adianta estar
No mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama

"Nunca soube o que fazer
com os espaços que ficam
depois que alguém vai embora
uma dúvida insiste
e de tanto, o meu tentar desiste
de trocar a ausência
por qualquer coisa que fira menos:
nada para repor
nada para suprir
nada que realmente comportasse
o encanto de algo que ficou
para trás."




-☆-

E eu tinha esquecido de te falar que eu nunca soube o que aconteceu. Com nós dois. Uma quase história, um quase amor, uma coisa quase bonita. Eu não sei o que aconteceu, eu apenas abri os olhos, me fiz essas perguntas, e não consegui mais fechar, nem meus olhos, nem aquelas velhas feridas.

CADÁVER

Ofereceste teu coração à quem nunca soube teus sentimentos;
Abriste teu cérebro para quem nunca soube teus mistérios ou pensamentos;
Deste tuas mãos para quem nunca soube o peso que carregaram;
Destes teus pés para quem nunca soube os caminhos que percorreram;
Vimos teus olhos mas nunca saberemos as visões que tiveram;
Expuseste teu corpo ao nosso bisturi...
Nós, que ainda assim, te nomeamos indigente!

No momento em que eu te conheci eu soube que você seria primavera e vendaval na minha vida.

Eu nunca soube realmente o que significa o amor, um beijo verdadeiro, um olhar profundo que me falasse algo subjetivo, mãos sinceras que acariciaram os meus cabelos, abraços quentes de saudades e sorrisos que remetessem aos desejos. Os meus ouvidos nunca escutaram um "eu te amo" que viesse na mesma frequência do coração, um toque no corpo que me deixasse arrepiado ou um simples nada que me indicasse esse tal sentimento. Talvez é muita pretensão minha ter tudo isso nesta experiência de vida ou também podem ser que essas coisas tomadas como referências de um sentimento único e real não traduzam de perto o sentido que busco, mas até o momento o amor que ainda não tive é algo que se passa lá fora e não aqui dentro.

Você nunca se importou comigo e eu sempre soube disso.
Saiba que sempre me importei com você, pena que você só soube isso quando eu já havia partido.