Fiz de Mim o que Nao Soube
Não houve band-aid que fizesse curar o dodói aberto em mim. Busquei, de todas as formas, sarar. Mas o beijinho que faria tudo passar está tão longe. Longe, junto de todos os outros beijos importantes: os beijos de chegada, de partida, de reconciliação e, principalmente, os beijos de amor.
Quando a saudade encosta no ombro, eu finjo firmeza para não desmontar, mas tem um pedaço de mim que não dorme só pra te esperar.
Eu não sei exatamente o que sinto.
E talvez esse seja o sentimento.
Há algo em mim que observa a vida
como quem encosta a testa no vidro
e não entra.
Penso demais.
Sinto antes de entender.
E quase nunca entendo.
Carrego uma estranheza mansa,
uma lucidez que cansa,
como se existir exigisse
atenção o tempo todo.
Às vezes sou profunda demais
para momentos rasos.
Às vezes sou simples demais
para explicações longas.
Não é tristeza.
É consciência.
Essa percepção silenciosa
de que a vida acontece
enquanto eu me pergunto
o que exatamente está acontecendo dentro de mim.
E sigo.
Não porque sei para onde,
mas porque parar
seria sentir ainda mais.
"Não gosto de quem fala mal dos outros, não gosto de fofocas, detesto mentiras sobre mim. Sou homem de não mandar recados a ninguém, se um dia tiver que dizer algo à alguém, faço questão que seja por minha boca, e assumo tudo aquilo que por ventura eu diga... A pior de todas as maleficências que um homem pode possuir é a fama de fofoqueiro... Hoje perdi um colega que ouviu uma fofoca sobre minha pessoa, como não me conhece preferiu acreditar em mentiras e se negou a ouvir a verdade...Um colega não poderia mesmo entender a minha posição, pois somente os amigos me abordariam para saber a verdade dos fatos, colegas são apenas colegas, apenas mais um que esta sempre pronto para ser o nosso próximo inimigo..."
Frustrei-me demais ao procurar apenas de mim no outro. Não enxerquei a ele. Não enxerguei que era outro. Não enxerguei que a verdadeira beleza da relação é apreciar suas diferenças mais profundas e acolhê-las por inteiro.
Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.
Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.
E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.
Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.
E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”
Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.
E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.
E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.
Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.
E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.
(“O lugar onde o amor cochila”)
EM MIM
Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)
Tem coisa em mim que não se explica em voz alta.
Tem sentimento que não cabe no tempo da fala.
E é por isso que eu escrevo.
Porque escrever me permite ir fundo sem me perder.
Me permite voltar onde doeu — mas com palavras nas mãos, como quem leva flor pra cicatriz.
Eu sinto demais.
E quase sempre, em silêncio.
Enquanto o mundo responde rápido, eu penso.
Enquanto o mundo grita, eu escuto.
E quando o peito aperta, eu não reajo — eu escrevo.
Escrevo porque não sei dizer tudo com a boca.
Mas com a alma… ah, com a alma eu consigo.
E é nesse espaço entre o que sinto e o que escrevo que eu me salvo.
Me encontro. Me reconstruo. Me traduzo.
Tem gente que grita pra existir.
Eu escrevo — e isso me basta.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A paz que eu desejo para mim
não é a de quem acertou tudo.
É a de quem entendeu
que o próprio valor
nunca dependeu da perfeição.
É seguir com leveza,
descansar sem culpa
e acolher o que a vida oferece
sem precisar provar nada
para se sentir suficiente.
E, ao olhar para a própria história,
sorrir em silêncio e reconhecer:
“Floresceu em mim
tudo aquilo que Deus plantou.”
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
fale mal do meu marido,
Mas por favor,não fale pra mim.
Pois aí o coração não aquenta.
A paciência esquenta,e nois arebenta.
Pois fale de mim,e não dos meus
# família sempre ❤
"" Quase no fim do mundo
Ouço uma voz
E ela diz a todo instante
Não desista de mim
Não se afaste assim
Eu sou o que te falta
A paz que precisas
O amor que mereces...""
Pra você que gosta de mim, um beijo, flores e bom dia, pra você que não gosta apenas flores e um bom dia...
" Por mim, te esperarei a vida inteira
Ah!! não vens
não tem problema
a decisão é tua
o sonho é meu...
Volta!
Volta! Outra parte de mim, dói tanto não te ter aqui! Um pouquinho de você faz muita diferença, consigo até sentir o meu cérebro e o meu coração descongelando.
Volta! Não julgue o nosso passado, me ame no presente, cure a minha auto estima, me proteja de mim mesmo.
Volta! Seja intensa, frequente, durma todos os dias ao meu lado, limpe minhas lágrimas e faça o relógio parar o tempo quando estivermos juntinhos.
Volta! E me faça esquecer o absurdo do adeus e da saudade, me mantenha sedado com a tua presença.
Se é errado te esperar, continuarei errando por toda minha vida.
Me disse que acabou, mas algo em mim não entendeu por que o amor era tanto e se perdeu. Fiquei com ausência no peito e um adeus que não aconteceu.
Não diz nada sobre mim. Diz sobre o incômodo dela ao ver alguém que ela achava inferior ocupando um espaço que ela talvez nunca teve coragem de tentar.
Eu não queria voltar no tempo. Eu só queria que tudo tivesse sido real, porque para mim, foi um belo sonho, onde poucas cenas, me fazem escrever milhões de vezes sobre a mesma coisa.
Curta história?
Ela é tão longa, que se eterniza todos os dias em cada palavra que escrevo.
Eu preciso de você, você precisa de mim. Não desiste assim. Nessa vida é pra a gente ir junto até o fim.
