Fiz de Mim o que Nao Soube
Eu já errei… e não foi pouco não
por imaturidade… falta de coração
briguei na escola pra provar que eu era forte
sem saber que força mesmo era mudar minha própria sorte
empurrei quem só queria brincar comigo
fiz do orgulho escudo, fiz da raiva abrigo
menti por medo, calei por vergonha
carreguei silêncio que ainda me acompanha
feri com palavras que eu nem lembrava mais
quem ouviu guardou… cicatriz não volta atrás
quis ser adulto sem saber ser homem
confundi aplauso com valor do meu nome
andei com quem brilhava… mas por fora
e deixei de ouvir quem me alertava por hora
amei errado, por carência, por impulso
jurei futuro com sentimento avulso
casei sem amor achando que era destino
de novo rsrs, e era medo de ficar sozinho
erros que arrependemos profundamente
erros de ser jovem demais, inconsequentemente
erros de amar sem saber o que é amar
de falar demais, de não saber calar
mas se hoje eu penso diferente
é porque ontem eu fui imprudente
cada falha virou aprendizado
cada tombo me deixou mais preparado
fingi que tava bem quando tava quebrado
sorri na foto mas por dentro devastado
não pedi ajuda, quis ser invencível
mas todo herói também é falível
pedi desculpa tarde demais
perdi pessoas que não voltam jamais
e entendi que o tempo não negocia
ele ensina… ou cobra um dia
no meio dos meus erros encontrei direção
meus filhos viraram norte, mais opção
uma me traz luz, outro me traz chão
o caçula me ensina força na decisão
três motivos vivos pra eu ser melhor
três espelhos dizendo pra eu ser maior
e no amor eu parei de correr
hoje é amor, e não é preencher
ela é paz quando o mundo faz guerra
é firme quando desmorona a terra
se ontem eu errava tentando provar
hoje eu acerto só por saber amar...
Isso é o rap mãe, não é apologia pai, é cultura, aprendizado que daqui não sai, é discurso rítmo, com rima e poesia, batidas envolventes, contos e melodia...
A ansiedade é uma ponte construída até um lugar que ainda não existe. Atravessamos todos os dias, carregando medos, dúvidas, culpas... É triste...
POR QUE CONTINUAMOS REPETINDO ERROS QUE JÁ CONHECEMOS?
Porque reconhecer um erro não significa retirar a autoridade das crenças que o produziram.
Podemos aprender uma nova explicação e continuar decidindo com base em conhecimentos antigos.
É possível mudar o discurso sem modificar os critérios que orientam nossas escolhas.
Em minha pesquisa sobre evocação e desautorização do conteúdo recuperado, examino como informações anteriormente aprendidas podem precisar ser reavaliadas antes de orientar novas conclusões.
Nem sempre precisamos aprender mais. Às vezes, precisamos parar de obedecer ao que aprendemos errado.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
“Somos donos das asas, mas não do vento; chamamos liberdade ao voo, sem perceber que até o vento nos conduz.”
O tempo passa, não pede licença,
leva algumas certezas, nos dá consciência.
Ensina que a vida não segue o roteiro,
e que o mais valioso não tem paradeiro.
Já fui tantas versões de mim pelo caminho,
já mudei de destino, de rumo e de ninho.
Aprendi que nem tudo precisa durar,
mas há sentimentos que sabem ficar.
Não busco aplausos, nem quero provar,
que tenho mil motivos para me orgulhar.
Prefiro a verdade, mesmo imperfeita,
à falsa aparência de uma vida perfeita.
Carrego no rosto as marcas da estrada,
histórias vividas, lições guardadas.
E cada cabelo prateado que vem
me lembra que o tempo também faz o bem.
Não quero ser cópia, nem representação,
quero ser inteiro, de corpo e coração.
Ter paz nas escolhas, firmeza no olhar,
e a doce coragem de recomeçar.
Pois ser feliz não é jamais ter sofrido,
nem ter todos os sonhos já realizados.
É olhar para a vida, sentir-se agradecido,
e seguir de cabeça erguida, apesar dos passados.
E se alguém me perguntar o que aprendi,
direi que a maior conquista está aqui:
ser dono de mim, sem precisar convencer,
pois a beleza da vida é poder ser.
Sandro Paschoal Nogueira
Não desistir também é vencer, independentemente do tempo que você leve para alcançar seus objetivos ou dos intervalos que existam entre cada conquista ou derrota.
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES ACREDITAM EM MENTIRAS, DEFENDEM QUEM AS MANIPULA E NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO CONTROLADAS?
Porque inteligência não garante discernimento.
Conhecimento não garante consciência. E pensar não significa, necessariamente, pensar por si mesmo.
Uma pessoa pode possuir formação acadêmica, acesso à informação e capacidade de argumentação e, ainda assim, reproduzir fake news, defender interesses contrários aos seus, obedecer a pensamentos automáticos e confundir manipulação com liberdade.
“O senso comum comumente mente.”
A desinformação não começa apenas quando alguém produz uma mentira. Ela também prospera quando alguém perde a capacidade de questionar aquilo que deseja acreditar.
É nesse território que se estabelece uma verdadeira guerra mental: entre o que pensamos, o que sentimos, o que acreditamos e aquilo que decidimos transformar em verdade.
Mas como desenvolver pensamento crítico, ampliar a consciência, superar a alienação e conquistar autonomia intelectual?
A resposta não está simplesmente em pensar mais, estudar mais ou consumir mais informações. Está em aprender a examinar os critérios que autorizam nossas crenças, interpretações e decisões.
Em minhas pesquisas científicas, desenvolvo essa discussão por diferentes caminhos.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem: não apenas pensar, mas avaliar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma educação que ultrapasse a memorização de respostas e favoreça a formação de sujeitos capazes de questionar, interpretar e revisar aquilo que aprenderam.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), abordo a necessidade de desenvolver competências para reconhecer desinformação, distinguir evidências de opiniões e resistir à manipulação informacional.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que lembrar não significa compreender e por que conhecimentos recuperados da memória precisam, em determinadas circunstâncias, perder a autoridade que anteriormente receberam.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre sentir intensamente e autorizar que uma emoção determine nossas escolhas.
E no Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma abordagem voltada à consciência, à responsabilidade pelas escolhas e à autoria da própria trajetória.
Essas questões se tornam ainda mais urgentes diante da inteligência artificial.
Uma máquina pode produzir respostas brilhantes para alguém que não compreende sequer a pergunta. Pode ampliar o desempenho sem necessariamente desenvolver competência independente. Pode facilitar o acesso ao conhecimento enquanto o indivíduo terceiriza sua capacidade de julgar.
A tecnologia pode ajudar a pensar. Não deve receber automaticamente a autoridade de pensar por nós.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
A libertação mental não consiste em eliminar pensamentos negativos, silenciar a mente ou abandonar todas as influências. Consiste em reconhecer que nem tudo o que pensamos merece continuar sendo acreditado, nem tudo o que sentimos precisa ser obedecido e nem tudo o que aprendemos merece permanecer autorizado.
Discernimento é criar distância entre o que pensamos e o que decidimos continuar pensando.
A maior ameaça à autonomia humana talvez não seja a falta de informação, mas a incapacidade de reconhecer quando uma informação, uma emoção, uma lembrança ou uma convicção está assumindo uma autoridade que não merece.
Porque quem não examina aquilo que governa seus pensamentos dificilmente perceberá quando deixou de governar a própria vida.
“Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
Seguirei com meus planos e, se não der certo, mudarei a estratégia quantas vezes forem necessárias, até encontrar o caminho que me leve à vitória!
Quando eu penso em desistir o Espírito Santo me abraça e a sua voz é o que não me deixa olhar para trás.
Devemos aproveitar o aqui enquanto estamos aqui, porque, quando estivermos lá, não haverá mais o aqui!
Quem não é visto, não é lembrado” sabedoria popular.
Quem é visto com Jesus Cristo terá a luz da vida. João 8:12
Para ter uma vida tranquila, as vezes é importante lembrar que o problema de amanhã não é problema meu, é problema do meu eu de amanhã.
Força para viver não é nunca cair. É cair, sentir, chorar, e ainda assim levantar dizendo: minha ancestralidade me sustenta e minha fé me guia.
Quem vê seu sorriso não imagina quantas vezes você precisou se levantar sozinho(a).
Você pode cair sim. Você pode chorar, sentir medo, ficar cansado. Isso não te faz fraco. Isso te faz humano.
A sua força não está em nunca cair. Está em sempre levantar. E você levanta porque não está sozinho. Seus ancestrais te sustentam, seus guias te guardam, sua fé te guia.
Respire fundo. Você já superou tanto, vai superar mais essa também. E vai continuar superando sempre, você nunca está só!
