Fiz de Mim o que Nao Soube
Instituições inteligentes não procuram prever todas as mudanças; procuram desenvolver capacidade para enfrentá-las.
A eficiência econômica não é critério suficiente para definir aquilo que uma sociedade deve considerar justo.
A seleção natural não é um modelo moral; transformar sobrevivência em justiça seria confundir descrição com prescrição.
O mais forte pode sobreviver biologicamente; juridicamente, não deve possuir o direito de dominar simplesmente por ser mais forte.
Uma sociedade civilizada cria instituições precisamente porque a sobrevivência individual não pode ser o único princípio de organização coletiva.
A evolução biológica não possui finalidade moral; a evolução jurídica, ao contrário, envolve escolhas humanas sobre os fins que desejamos alcançar.
Uma Constituição forte não é aquela que impede toda mudança, mas aquela que permite mudanças sem destruir os direitos que pretende proteger.
O jurista verdadeiramente evolucionista não pergunta apenas “qual é a lei?”, mas “por que esta regra sobreviveu, a quem ela serve e ainda merece sobreviver?”.
A verdadeira justiça não procura apenas castigar o culpado, mas impedir que o erro continue produzindo sofrimento.
