Fiz de Mim o que Nao Soube
Paixão
Desejo a você um dia luminoso. Um dia alumiado.
Penso em ti e mesmo que eu evite, não consigo.
O som do seu nome me encanta. Eleva-me. Excita-me!
Rogo! Ouço! Gosto! Encontro... Resposta...
Minha sensibilidade aflora o meu ego.
Sinto você a minha sobra.
Quisera eu me transportar para um mundo onde os olhos tivessem a função decorativa.
Poderia eu te encontrar e senti-lo com o toque das minhas mãos. Sentir a sua essência!
Se o mundo fosse assim penso eu que seria mais humano!
Todos seriam mais verdadeiros, mais humanos, mais perceptivos! Ou não?
É engraço que por vezes não temos respostas para perguntas tão estranhas.
Tão utópicas.
Insanidade? Utopia?
Às vezes em meus pensamentos fica a vagar tentando fazer reparos
Em um mundo que já foi projetado para funcionar assim
Em um mundo cansado e doente!
Certo? Errado? .
Mais uma vez sem respostas.
Enfim, quem sabe algum dia questionável!
Paixão
Continuo com a sensação de perda!
Seja constitucional comigo, seja verdadeiro, seja digno
Dê uma resposta convincente e aplausível
Como posso perder algo que não tenho?
Como posso chorar por algo que não tenho?
Como posso sentir vazio por algo que nunca tive?
Mas tenho que admitir uma coisa,
Sinta-se agraciado, sinta-se lisonjeado, sinta-se vivo e sabe por quê?
Continuarei, em minhas noites delirantes, afagar os seus cabelos suaves.
Continuarei olhando os seus olhos a me tocar, a me despir, a me amar.
Continuarei sentindo a sua essência
Inodoro, te adoro!
Amo você sem ver-te
Amo você sem senti-lo
Amo você sem tocá-lo
Amo sua existência sem existir
Ah! Paixão!
Você sempre será meu simpático galanteador
Sempre será meu sedutor
Será meu anjo tridimensional
Amo você!
Feliz Natal
Não importa se, nesta data ou em outras, não estamos juntos fisicamente; vocês estarão sempre comigo. Família, neste Natal, saiam de casa, vão passar esta data com a sua família, com a família do cônjuge, com a família de amigos. Vão passar com quem nos faz bem, pois todos somos família.
Divirtam-se, riam muito, comam bastante e bebam moderadamente — até porque vou seguir essa rima. Já comecei: estou bebendo moderadamente.
Vamos relaxar, até porque outras tempestades ainda vão nos encontrar, vão nos deixar tristes e lágrimas rolarão pela nossa face. Mas, enfim, basta lembrar que a virada do ano vem, e o próximo ano será melhor.
Um feliz Natal a você e aos seus.
Um feliz Natal a todos nós.
Beijos.
Eu não estava vagando,
eu estava andando.
Eu não estava perdida, nem inerte;
eu estava pensando.
Estava somente pensando.
A dúvida se torna um perigo. Questiono e reflito:
a gente não dá as costas e ainda assim fica sem entender por que passou e não ficou.
Agora o efeito cessou, e tudo se apresenta assim — com dores, e o sorriso não se abre.
Mesmo assim, à sombra, em soslaio, vejo… e pouco entendo.
Meus olhos
Meus olhos enxergam cores que os seus não veem.
Meus olhos percebem energias que poucos conseguem perceber.
Não há como sustentar uma felicidade inexistente,
nem uma riqueza falsa ou um glamour impertinente,
pois meus olhos veem além das aparências.
Nós
A gente se vê e não se incomoda com a linguagem das palavras, nem com a dos corpos.
Na minha visão, somente a sua voz é o meu foco.
Nossos sinais não precisam de explicação: são feitos pela energia, pela telepatia — como o cheiro de doce sob uma lua vermelha, intensa em seu vermelho de magia constante.
Nesse momento, a felicidade torna-se intrigante, e a gente vê e respira poesia em tudo.
Um salve silencioso, cheio de surpresas é transmitido, como energias gritantes, que gritam sem som.
Então, eu acredito na felicidade —
e Deus me livre sair dessa sintonia.
Mas pensamentos pairam como nuvens de chuva e tempestade:
histórias escondem felicidades e tristezas, assim como a vida esconde aquilo que não se pode ver, amar, nem tocar.
Não mate tudo aquilo que depositei em você.
Não se iluda, pois o inferno existe — é insano, mas real.
Não se engane: feche os olhos, sorria e me siga.
Eu lamento não ter o poder nas mãos para consolar a todos,
nem o poder de abraçar cada um.
Resta-me apenas fechar os olhos e, em minha mente,
fazer minha alma ajoelhar-se
e pedir ao Supremo que olhe por seus filhos.
EU somente
Se eu não sentisse essa rede de emoções — por mais clichês que pareçam —, esses sentimentos que me tomam dia após dia, eu não seria um ser humano; seria apenas um ser existente.
Dúvidas
Às vezes, construímos muros e esquecemos por onde sair — ou talvez não queiramos lembrar.
Nessas horas, chuvas de dúvidas persistem e trazem pensamentos tempestuosos.
São esses pensamentos que oscilam a paz do ser humano.
A cada esquina, ruas se formam, e nós continuamos aqui, vivos, em nuvens de interrogações que cobrem a nossa mente.
Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.
A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.
É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.
vida
Ainda que muitos não encontrem a paz,
eu, ao me virar, ainda me encontro.
Ainda me emociono,
ainda que seja apenas um sopro.
Ainda assim, é vida.
E, sendo vida, talvez devêssemos nos sentar e observar onde está o erro,
pois não existe somatório feito de um número só.
Meu melhor remédio
Às vezes, não é questão de medicação; basta vê-lo.
Ao fechar os meus olhos, ouço a sua voz a me dizer coisas.
Entre o corredor da lembrança e da saudade, sigo ouvindo, entorpecida, a letra daquela melodia — aquela música marcante.
Sinto-me forte, até porque você é o meu melhor remédio.
Entre Órion e a Saudade
Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.
Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.
Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.
Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.
A brisa não escolheu você
É uma pena que a brisa que me confortou não tenha te abraçado.
Mesmo em meio à tempestade que habitava o meu peito, bastava olhar através da cortina para compreender que o tempo seguia — lento, mas fiel à sua normalidade.
O céu permanecia azul.
A vida continuava.
E a brisa passava, suave, como se escolhesse quem envolver em seu abraço.
Talvez não seja a brisa que escolhe, mas a disposição de cada um para senti-la.
Maldade Humana
Neste mundo em que vivemos, o limite da maldade humana parece não ter fim. É como se nem mesmo conhecesse o significado da palavra “limite”.
Eles vivem aqui. Convivem conosco.
Suas ações transformam o nosso mundo em um mundo imundo — escória.
Notícias que sangram. Selfies ao lado de corpos sem vida. Uma necessidade cada vez maior por likes. Há os que sorriem enquanto outros morrem por curtidas. Há os que fazem piadas, os que não se importam.
As atrocidades contra nossas crianças e nossos idosos são gritantes.
Nem os animais escapam da crueldade dos insensíveis.
É a minha opinião — mas o amor faz tão bem.
Que mundo imundo… escória.
No futuro, monstros serão abraçados, a escória exaltada, a beleza plastificada admirada, e o dinheiro lavado ocupará o topo da pirâmide.
Nesse dia, a palavra perderá seu valor — e o cheiro será um só.
Ops… será que já está acontecendo?
É a minha opinião, mas o amor me faz tão bem.
É achismo ou realidade? Será que o mundo já está sendo comandado por um só? Será aquele que todos temem? Ou estaremos todos errados, e tudo não passa de balela? Será que ninguém está percebendo? Ou todos fingem não enxergar, porque acreditam que nada podem fazer? Será apenas uma fase de reconstrução?
Medo!
Entre a Claridade e a Escuridão
Você, com toda a sua graça, não conseguiu subir os degraus do meu olhar para enxugar a tristeza que derretia em mim — de um amor assim dito por ti aos quatro cantos do mundo, e que agora se tornou uma hoste de imensa tristeza.
Sim,
hoje saio da sua vida, até porque a gente não rima mais.
Entre a claridade e a escuridão, existe você — alguém sem memória. Acho que ela se dissipou no ar gélido do seu olhar.
Olhe nos meus olhos.
Se você não reconhece o significado de amar, tampouco reconhecerá o rio que desce as montanhas — intenso, inevitável, verdadeiro.
Sonhei que, a qualquer momento, tudo mudaria.
Mas sei que você não vai chorar.
Você já não sabe mais o que o amor representa.
Você não sabe o que é faltar o ar por um amor contido.
Você me fez morrer várias vezes.
Saiba que a fênix é imortal — mas você não.
Agora vejo você aqui, nu em seus sentimentos, em súplica.
Mas o universo está ao meu lado.
Quanto a você, receba o meu silêncio.
E seja feliz.
Correntes Invisíveis
Quando não há confiança e cumplicidade, o abraço não se fecha, e correntes insistem em prender algo inexistente.
O invisível torna-se um sopro em lágrimas que se dissipa no ar. A união vai se tornando cada vez mais distante, e já não se consegue ser o “eu” transparente, pois correntes ausentes parecem prender os pés, o corpo e o coração. Ainda assim, o ser humano consegue seguir, sem entender como foi capaz de tal proeza.
E nós, aqui de fora, lemos o histórico como coadjuvantes de uma história que tenta se manter de cabeça erguida.
Confiança é tudo.
