Fiz de Mim o que Nao Soube
Me disseram que eu não poderia, não conseguiria, não merecia.
Onde estão os que disseram?
Na plateia, assistindo minha vitória.
"Não dê poder a outro de decidir quem você é, e onde deve estar.
Reconhecer o seu VALOR é tarefa sua".
Rua e Lago não combinam quando estão longe;
E não combinam quando estão próximas.
O horizonte itinerante dos olhos teus,
Ajuda essa não combinação toda.
Heroica Desistência
Demétrio Sena - Magé
Algumas vezes não luto. Cedo e me acomodo bravamente. Foi o que fiz há mais de vinte anos, com a implosão do meu organismo, em razão da ausência do sistema linfatico, ao ser conduzido a um hospital, quase na certeza de morrer: tinha desenvolvido uma septicemia. Septicemia é quase sentença de morte. Lembro-me do meu coma semiconsciente, quando só eu sabia que estava semiconsciente: não orei, não recorri a nenhuma fé, não pensei nas pregações religiosas que sempre ouvi, e sequer passou pela minha cabeça qualquer temor do suposto inferno, profano que sou. Só me deixei. A minha condição de saúde lutando contra mim, sem ter a menor das resistências, de minha parte.
Dias após, ocorre o que chamariam de milagre, se eu fosse um "homem de Deus", ou de "Deus, pátria e família", e minha família tivesse reunido "oradores" ao meu redor. Naqueles anos, ainda era permitido que grupos religiosos fossem aos hospitais oprimir doentes, ameaçar com o inferno, caso morressem "sem salvação". Abusar da fragilidade e da "paciência" do paciente, para impor-lhe uma fé cristã. Cruzadas hospitalares do medo e das "ameaças santas".
Depois de muito não lutar e assim mesmo voltar para casa, percebi que os medicamentos tratavam minha patologia, mas me deixavam inerte, sem força e ânimo. Mais uma vez resolvi deixar estar e abrir mão dos medicamentos, mesmo crendo na ciência e na medicina, porque afinal, não sou bolsonarista. Só tomei a decisão de arriscar viver menos, com mais qualidade de vida. Não "preguei" minha decisão que parecia negacionismo. Só fiz uma escolha perigosa, em situação única; muito pessoal. Sem influenciar um possivel coletivo com teorias maciças da conspiração.
Como a perna esquerda parecesse representar perigo a todo o organismo, logo veio a tentativa do médico, de cortá-la, porque com ela, eu morreria em seis meses. Tudo havia implodido entre ela e a virilha, onde ainda está minha bomba-relógio. Demorada bomba-relógio, que não decide o que fazer. Como estava consciente, não permiti. O médico não mentiu; apenas calculou mal: por pouco a minha "brava desistência" não "me levou", mas algo se acomodou dentro de mim, tanto quanto eu. Ainda estou vivo. "Ainda estou aqui". Caminho longas distâncias, pedalo e ainda faço uma ginástica mequetréfi diária, não por músculos (realmente não os tenho), mas por manutenção.
Vivo como se a vida fosse companheira fiel; não a coisa traiçoeira que me deixa solto em um labirinto. E nesta vida, faço tudo sem disputa: sou um escritor que não busca fama e troféus; trabalhador que não deseja ser destaque; cidadão que já rejeitou comenda municipal (título de cidadania), porque nada disso me completa. Só me completa o fazer. A chance de levar meus feitos aos olhos de quem aprecia. Quem aprecia de verdade; não finge uma vez a cada quatro anos. Ombradas e rasteiras? Exclusões? Enfrento muitas e nada faço; sigo meu caminho, bravamente acomodado com o que sou, quem sou, e com o que acredito. Minha fé é na vida e nos seres humanos que restam da maioria. Tem muita gente boa no mundo.
Perfeito? Longe de ser perfeito.Tenho fama de mau, esquisitices que ninguém intui, como acho inteiramente normais, práticas que o moralismo abomina. Mas tudo isso de mim para mim mesmo. Zero maldade contra o próximo. Zero trama para "me dar bem" às custas do outro. Zero preconceito, zero separarismo, vingança e qualquer farsa para me mostrar melhor do que sou. Se você não acredita, zero preocupação. Desisto heroicamente. De você.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Para a quebra das certezas que nos limitam, precisamos entender que a verdade não é um objeto que possuímos, mas algo que buscamos.
Já é um caso serio aturar a minha loucura ...mas não é que me veem outros loucos, que pensam que sou especializado em doenças mentais ?socorro !!!
Sem amor nada faz sentido
Me sufoca o ar raro efeito.
Não consigo respirar.
Aqui é frio.
Onde posso me esconder?
O poder do amor soterra,
maltrata o amante,
mata quem é amado.
O que me faz amar, além da morte?
O meu corpo não pensa.
Meu destino é segredo.
No incêndio da mente,
o poder é destrutivo.
Ruas destruídas,
estradas sem saídas,
queimadas por todos os lados.
Falta água.
Nos últimos dias,
tudo se dispersou,
se alinhou
e seguiu.
Vejo o amor despido,
enlouquecido,
nos seus delírios,
se entregando.
Carlos de Campos
A arte não existe para ser perfeita. Arte é feita para provocar reflexões e estimular afetos. Ao fazer arte, cada artista cria uma espécie única de amor no mundo, e isso também é cura.
Talvez a evolução não seja sobre quem é o mais forte, mas sobre quem desenvolve sabedoria antes de desenvolver o poder de autodestruição. Se não pararmos de nos dividir, o silêncio do universo que discutimos no Paradoxo de Fermi pode ser, no fim das contas, o destino de toda civilização que não aprendeu que a união é o único caminho para as estrelas.
A verdadeira evolução, depende de uma união que não venha do medo de uma bomba ou de um invasor, mas da compreensão de que a sobrevivência de um é a sobrevivência de todos.
"Você não precisa investir em Design, assim como sua empresa não
precisa ter Sucesso."
- Mônica Fuchshuber -
Único que podemos confiar neste mundo só em deus não vão atrás das notícias manipuladoras dos seres humanos só confio em deus o ser humano e uma indústria de pecados
Claudio silveira
Pessoas manipuladoras se apoderam do que você tem, por isso corte as cordas e não seja marionete de ninguém.
Não te perdi por falta de esforço,
perdi porque amor não recompensa ninguém.
Alguns corações são só passagem,
e o meu foi morada que você nunca quis manter.
E dói saber que não falhei em te amar,
falhei apenas em ser suficiente.
No amor, não vence quem mais se doa
— vence quem o outro sente.
Não perdi porque amei pouco,
perdi porque amar não garante lugar.
O coração não premia quem insiste,
ele só decide quem vai ficar.
