Fiz de Mim o que Nao Soube
A religião não ilumina: ela interrompe o amadurecimento espiritual, intelectual e moral da humanidade.
Por definição, aquilo que não deixa rastros é inexistente ou, no mínimo, uma inexistência prática. A maioria da humanidade nunca presenciou um milagre; logo, na prática, deus não existe para a maioria.
Uma pessoa inteligente não acredita no que deseja que seja verdade, mas no que a lógica e os fatos permitem concluir.
O maior milagre que o Brasil poderia presenciar não seria a cura de um cego, mas a cura de uma democracia contaminada pelo teocentrismo parlamentar.
A maioria dos religiosos não tem absolutamente nenhum propósito na vida; servem apenas como instrumento descartável nas mãos de líderes gananciosos.
Religião é o culto a entidades sobrenaturais; o budismo cultua o sobrenatural; portanto, não é ateísta!
Se alguém se declara "ex-ateu" e não apresenta nenhuma prova de que já defendeu o ateísmo, isso pode ser apenas uma mentira, e uma forma de chamar atenção!
Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.
Conservadorismo não é firmeza, é atrofia. Fidelidade a dogmas obsoletos não passa de covardia intelectual diante da impermanência da vida. Homens de verdade não são estátuas de pedra que resistem ao tempo; são aqueles que possuem a plasticidade necessária para evoluir. Manter-se "constante" num universo em constante evolução é, logicamente, uma forma de suicídio em vida.
O ateísmo, em relação a todas as religiões, não requer um milímetro de fé: trata-se de uma posição baseada em fatos e evidências científicas, portanto dotada de sólida justificação epistemológica.
Dizem que tamanho não é documento, mas experimente ter um argumento maior que deus e veja como é difícil achar alguém que aguente a conversa sem pedir arrego.
O conceito de “criador” torna-se vazio se não for um deus pessoal que se manifesta por milagres. Se a ciência materialista explicar integralmente o funcionamento do universo, sua existência poderá ser declarada praticamente irrelevante; assim, mesmo que haja um criador, um deus pessoal pode simplesmente não existir!
Talvez exista um criador, mas se ele não realiza milagres nem interage com a criação, então ele simplesmente não é deus.
O ateísmo é a antirreligião organizada; se você defende a religião, então isso prova que não é um ateu de verdade, pois não faz nenhum sentido um suposto ateu defendendo "deus".
Se um animal não representa perigo imediato e você não está morrendo de fome, matá-lo é absolutamente errado, uma clara demonstração de psicopatia.
A crença numa divindade pode ser filosoficamente válida; já as religiões não. Deus é um conceito separado da fé organizada, e o religioso típico é um analfabeto científico mergulhado em contradições lógicas.
Não me chamo Jesus. Não sou um criminoso violento: nunca serei condenado por invadir um templo, quebrar tudo e agredir pessoas.
Mesmo que existisse uma divindade, não segue logicamente que ela precise criar um paraíso; essa ideia é apenas um desejo humano egoísta de autopreservação.
Talvez a maior heresia não seja o ateísmo, mas a religião. Nesse caso, deus e os ateus estão do mesmo lado.
