Fiz de Mim o que Nao Soube
Quem usa a doutrina para se sentir superior aos outros não entendeu a graça; apenas alimentou o próprio ego.
A caridade narcisista não busca ajudar o necessitado, mas sim garantir a foto para mostrar o quão 'abençoado' ele é.
Nada é mais perigoso que o narcisista que se sente ungido: ele não comete erros, apenas 'cumpre propósitos'.
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
Meus olhos famintos não conseguem disfarçar: basta olhar você para eu me perder na vontade de te ter por perto, devorando cada detalhe do seu sorriso.
Dizem que o olhar entrega tudo, e o meu não mente: basta olhar você para sentir essa fome de nós dois que nunca passa.
Dois corações machucados que, de repente, encontraram um motivo para sorrir. O nosso encontro não foi um acaso e nem um simples esbarrão; foi o universo provando que, mesmo com marcas do passado, a gente ainda pode ser o recomeço um do outro.
Dizem que foi carência, mas carência não sintoniza corações por uma rádio. Foi destino. Engraçado é o julgamento de quem não acredita que a vida cruza caminhos, mas acredita em história de cobra falante. Se estamos juntos ou não hoje, o que importa é que o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que só quem sentiu entende.
Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.
Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.
O vinho fica melhor com o tempo, e o cinema clássico também. Não se sinta mal por preferir o original ao remake.
A idade não nos torna quadrados, ela nos torna edições limitadas. Enquanto o mundo corre atrás de tendências passageiras, a gente permanece fiel ao que é atemporal.
Não se preocupe em 'ficar velho'. A idade apenas lapidou o homem que você é hoje: alguém que prefere a intensidade de um olhar ao barulho de uma explosão tecnológica.
Você não é quadrado por gostar do clássico. Em um mundo de amores descartáveis e filmes sem alma, ser um 'coroa' que valoriza o romance à moda antiga é o seu maior superpoder.
A idade não apaga o brilho; ela dá o tom da sofisticação. Ser um clássico significa que você nunca sai de moda para quem realmente sabe apreciar o que é autêntico.
Ter bom gosto não tem data de validade. Se o mundo hoje prefere o barulho, eu prefiro a poesia que atravessa gerações. Sou um clássico, e o que é clássico nunca sai de moda.
