Fiz de Mim o que Nao Soube
Fazer o que não pode
ajuda-te a compreender a tua verdadeira capacidade.
Porém, esse risco pode ser um erro fatal.
Aqueles que realmente te amam são capazes de dizer o que você não deseja ouvir. Por outro lado, aqueles que desejam sua ruína, concordarão com você apenas para te ver cair.
A Perca pode não ser perda!
O que pode ser importante para alguns
pode não preencher um...
O que reluz ouro para tantos pode ser tolo para algums, me enquadrando ao comento...
Houveram sim valores envolvidos, que mantive a duras penas em proteção e zelo a todos a familia principalmente, o que se fazia presente eram valores meus e familia, atirados ao chão
Não costumo perguntar quão longe é a estrada o caminho quem me levará sou eu, não por aquilo que as pessoas vislumbram e sim o que é importante para mim, mesmo atirado ao fogo das aflições muitos sentimentos massacrados em conflito apenas celaram e marcaram uma Homem que estaria dispospo a pagar com a vida se necessario o bem daqueles o apedrejam
Ja identificando-se com a rede jogada ao mar das solitudes, você pescou uma "verdade" dolorosa enquanto o outro lado se contentou com a "Mentira como Justificativa " a Venal contradição em falar e o fazer".
Você sente que, nessa luta onde só você ficou de pé, o que foi "massacrado" em você ainda tem chance de se reconstruir, ou a sensação é de que a masmorra da incompreensão selou o fim da batalha? Jamais... Mesmo estando em um poço fundo, ainda sim posse ser feliz e ter esperança, posto a noite olhar para cima e contemplar as estrelas...
(Muitos erros portuques etc,,, nao aguento mais muito cansado mas nao poderia deixa de tentar te responder e muito dificil falar de nos)
Em um mundo onde o valor de uma pessoa era medido pelo peso da carteira, e não pelo que carregava no peito, dois irmãos caminhavam perdidos. Não estavam perdidos apenas no espaço, mas em algo muito mais profundo: no sentido de existir.
O mais velho, Elias, lembrava vagamente de quando as pessoas sorriam sem interesse escondido. Ele guardava essas memórias como quem protege um objeto raro, quase extinto. O mais novo, Theo, nunca chegou a conhecer esse mundo. Cresceu aprendendo que gentileza não comprava pão e que sonhos não pagavam dívidas.
As cidades eram altas e frias, feitas de vidro e números. Crianças aprendiam a contar dinheiro antes de aprender a contar histórias. Quem não tinha, desaparecia. Não morria oficialmente, apenas deixava de ser visto.
E foi assim que os irmãos se perderam do resto do mundo: recusando-se a esquecer quem eram.
Eles vagavam de bairro em bairro, fazendo pequenos trabalhos que ninguém queria, sempre pagos com o mínimo possível. Ainda assim, dividiam tudo. Um pedaço de pão partido ao meio tinha mais valor do que qualquer moeda que já haviam visto. À noite, deitados sob o céu poluído, Elias contava histórias inventadas sobre um tempo em que caráter era riqueza. Theo ouvia como quem escuta uma promessa.
Um dia, chegaram a uma região esquecida, um lugar onde o sistema havia falhado. Não havia bancos nem grandes prédios, apenas pessoas cansadas. Ali, algo estranho acontecia: ninguém tinha muito dinheiro, mas ninguém parecia vazio.
Os irmãos começaram ajudando como podiam. Elias consertava o que estava quebrado. Theo cuidava das crianças enquanto os adultos trabalhavam. Ninguém perguntava quanto eles tinham. Perguntavam apenas se podiam ficar.
Com o tempo, aquele lugar cresceu. Não em números, mas em laços. Pessoas de fora começaram a aparecer, atraídas por algo que não sabiam explicar. Ali, a confiança valia mais que contratos. A palavra dada era respeitada. O caráter, finalmente, tinha peso.
Sem perceber, os irmãos haviam criado um refúgio. Um lugar onde o mundo funcionava diferente.
Anos depois, quando alguém perguntava como aquele lugar havia começado, ninguém falava de dinheiro, investimentos ou poder. Falavam de dois irmãos perdidos que se recusaram a se perder de si mesmos.
E, naquele mundo que ensinava que dinheiro era tudo, Elias e Theo provaram que caráter ainda podia salvar não apenas duas vidas, mas muitas.
Eles já não estavam perdidos. Tinham encontrado um lar.
— Cyrox
Vou ser direto, já rindo: eu não me importo com os problemas alheios. Kjkjkjkkj. Não é falta de coração, é falta de espaço mental mesmo. Minha cabeça já parece um quarto bagunçado, se eu colocar mais tralha emocional dos outros ali dentro, desaba tudo. Kakakakakaka.
Tem gente que chega contando problema como se eu tivesse assinado um contrato invisível. A pessoa senta, suspira fundo e começa: “porque veja bem…”. Quando eu percebo, já tô ouvindo uma história que começou antes de eu nascer. Eu balanço a cabeça, faço cara de interessado, mas por dentro tô assim: ksksksksks, será que isso acaba hoje?
E não falha: é sempre o mesmo pessoal. Os que reclamam, recebem conselho, ignoram, fazem exatamente o contrário e depois voltam indignados. “Não sei por que isso aconteceu comigo.” Kjkjkjkkj, realmente, um mistério digno de investigação científica.
Tem também os dramáticos profissionais. Tudo é o fim do mundo. Um atraso vira tragédia, uma mensagem sem resposta vira abandono emocional. Eu escuto e penso: calma, protagonista, isso não é série da Netflix. Kakakakakaka
No fundo, eu só aprendi que cada um tem seu caos particular. O meu já me ocupa tempo demais. Meus problemas rendem reflexão, meme, crise leve e risada nervosa. Se eu for adotar os dos outros, vou precisar de um HD externo emocional. Ksksksksks.
— Cyrox
Não é preciso de palavras apenas olhares.
As palavras perdem o sentido entre sentimentos.
Breves sussurros é o vento lançando palavras ao infinito.
Ao titubear seus lábios os sentimentos são expostos no verbo vulgar.
Não há ideia que nasça no amanhã.
O que chamamos de hoje já foi pensado ontem
e, mesmo assim, chega atrasado.
Arquivamos decisões como quem acredita
que o tempo obedece prazos.
Mas o hoje não executa promessas,
apenas revela o que foi adiado.
Não existe ideia antecipada,
existe coragem ou fuga.
O amanhã não cria —
ele apenas expõe
o que o hoje teve medo de fazer.
Quem vive esperando o momento certo
descobre tarde demais
que o tempo não espera ideias,
apenas passa
e cobra.
Aprendendo a Viver
Num piscar de olhos a vida passa
Tem gente que enxerga, mas não vê
E ainda acha que ela é ingrata
O segredo é aprender a viver
Veja bem, a vida está passando e você aí
Não consegue ver que ela sorri pra ti
Que anda lamentando com vontade de chorar
E vive procurando, mas não sabe encontrar
Amor, paixão e carinho
Agora vou dizer, você precisa me escutar
A solidão que tens vai te ensinar
Sejas feliz sozinho!
O que é preciso nesta vida é ter-se visão larga e não se olhar o caminho, mas o destino onde o caminho vai dar. E se o destino é construído segundo os ditames do coração, então vale a pena lá chegar.
Manuel Lopes - livro "Chuva Braba", literatura caboverdiana.
