Fiz de Mim o que Nao Soube
"Sabe aquela sensação de não pertencer à sociedade em que se vive? É exatamente assim que me sinto. Parece que sou obrigada a seguir um padrão, como se não pudesse simplesmente ser eu mesma. Tenho a impressão de que, ao mostrar quem realmente sou, as pessoas me olhariam com estranheza, como se não acreditassem que aquela também é a minha verdade.
Quando tento fazer algo novo, quando busco liderar, sinto um peso enorme — como se fosse uma responsabilidade imposta. Liderar sem ter escolhido é sufocante. É doloroso quando esperam perfeição em tudo o que faço e, ao menor deslize, mesmo que não tenha sido culpa minha, o julgamento vem de forma dura.
É como se, por tanto tentar pertencer, as pessoas acreditassem que eu sei resolver tudo. Carrego uma obrigação invisível, que ninguém me cobra diretamente, mas que, de algum modo, todos parecem esperar de mim.
Hoje senti a necessidade de escrever. Percebi como é bom desabafar. Colocar em palavras me ajuda a enxergar que estou vivendo uma tempestade — mas que, como todas, também vai passar. Afinal, nem tudo é um mar de rosas."
Em um momento de distração, me perdi na multidão.
Quando confiei em um irmão, que na verdade não era um irmão, e sim uma pessoa de mal coração.
Por um momento pensei que aquela pessoa era verdadeira. Com seu sorriso me levou ao desespero, de viver um pesadelo, desamparado e sem dinheiro.
Mas aí veio um outro alguém, com intenções verdadeiras, me mostrou o caminho certo. Eu pude novamente sorrir, como criança bem feliz.
Em meio a essas situações, veio à mente o que Deus fez por mim.
Um homem perdido. Sem destino.
Ele deu seu Filho, Jesus Cristo, para assim me redimir.
Por: Luciano Silva Dias
Não se deve, nem tampouco é sensato, esperar dos comunistas, fascistas, marxistas, leninistas ou socialistas a genuína liberdade democrática. Proclamam a democracia e a liberdade segundo o seu próprio entendimento, mas negam, na prática, ao povo o exercício autêntico desses valores supremos. Por isso, lutemos com sabedoria pela democracia e pela liberdade — não lhes concedendo, porém, o perverso prazer de sermos devorados pelos sanguinários.
Lisboa, 7 de Outubro de 2025
Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.
Quando escolhemos estar com alguém, não é apenas uma decisão, é um compromisso. É uma promessa de estar presente, de construir juntos, de rir e chorar lado a lado.
É uma declaração de amor, um voto de confiança e lealdade.
Não é sobre limitar-se, é sobre se entregar completamente a alguém que nos faz sentir vivos.
É sobre encontrar uma pessoa que nos entende, nos apoia e nos ama por quem somos. E quando encontramos essa pessoa, sabemos que vale a pena se entregar de coração.
Ser e estar com alguém
Não é sobre o que se faz, mas sobre o que se é.
Ser com alguém é permitir que o tempo compartilhe silêncio e riso sem cobrança.
Estar com alguém é escolher a presença mesmo quando não há função, tarefa ou propósito.
Parceria não se mede por utilidade.
Não é quem resolve, é quem permanece.
Não é quem tem respostas, é quem escuta.
Não é quem aparece quando precisa, é quem não vai embora quando não precisa mais.
Ser é oferecer essência.
Estar é doar tempo.
E quando os dois se encontram, nasce o tipo de companhia que não se explica — só se sente.
A verdadeira grandeza está em respeitar as pessoas pelo que são, não pelo que têm. Valorize quem age com caráter, trabalha com seriedade e não tem nada a esconder, pois a honestidade e a justiça são os maiores tesouros de quem vive com valores verdadeiros.
Mortinhos
Estamos perdidos
Eu não sei onde estás
Caminhamos sozinhos
Num caminho para o amor e para a paz
Sei que estou vivo
Mas deixei algo para trás
Algo com valor e sentido
Foi o teu amor que tão bem me faz
Dizem que estamos escondidos
Mas como cada um foi capaz
De fugir de sorrisos tão bonitos
Que estão lá um para o outro nas horas más
Só sei que sobrevivo
Desde algum tempo para cá
Sei que sobrevives num mundo esquecido
Em que esquecemos de nos dizer olá
"Quiçá a trajetória de cada pessoa não se inicia sob luz favorável. Entretanto, o ponto de partida não é o que define o ser. O que verdadeiramente o revelará é o caminho que escolhe percorrer, as decisões que tomar, os significados que atribuir às experiências vividas e, sobretudo, a integridade de continuar sendo quem é, mesmo diante das adversidades.”
Às vezes, a gente só quer voltar a ser criança, ganhar brinquedos, comer muitos doces e não engordar e não ter que se preocupar com nada.
Sempre tive muita dificuldade de me posicionar profissionalmente. Tudo o que eu fazia não ia para frente, eu me sentia travada e os resultados financeiros não chegavam. Eu não entendia o porquê. Eu não compreendia por que, por mais que eu me esforçasse, nada na minha vida acontecia do jeito que eu queria...
Até que um dia eu percebi e entendi o ensinamento de que: quem quer está fechado.
Quando há esforço para realizarmos algo na nossa vida, quando aquilo nos demanda, suga nossa energia, faz com que tenhamos que forçar a barra em muitas situações, é a vida nos mostrando que talvez não estejamos indo na direção certa.
Porque, se quem quer está fechado, é porque eu não estou aceitando e recebendo aquilo que eu tenho no aqui e no agora.
Eu não estou aceitando, recebendo e experimentando com gratidão o que já tenho.
Eu quero algo diferente.
E, quando eu não aceito e não sou grata pelo que tenho, como algo melhor vai poder chegar até mim, se nem é possível expressar gratidão pelo aqui e agora?
E aí, nesse esforço todo para realizar, para fazer, me deu um start quando precisei voltar para uma etapa anterior do meu processo.
Eu queria fazer algo grande, algo grandioso, e parei o que estava fazendo anteriormente para me dedicar a essa nova coisa, essa nova visão, que, na minha cabeça, seria maravilhosa.
Mas o esforço veio.
E com as pequenas percepções que temos durante o dia, nossos estados internos, nossos pensamentos, é possível perceber a vida nos dando sinais.
A vida vem nos mostrar que, muitas vezes, estamos tentando ir para a direita, mas Deus quer que sigamos para a esquerda.
E a gente força, tenta, insiste em ir para a direita, mas Deus quer que eu vá para a esquerda.
Porque, se eu ainda não colhi os frutos daquele processo que estou vivendo,
se cada experiência que eu vivo na minha vida eu entendo como um momento de aprendizado, um momento de crescimento,
se percebo que as pessoas com quem convivo, os relacionamentos que tenho, tudo, servem para que eu cresça, me desenvolva, cure feridas dentro de mim e cure o meu sistema familiar como um todo,
então, se trago essa visão e percebo que estou indo forçosamente para um lado, consigo entender que Deus quer que eu vá para o outro.
Provavelmente, eu ainda precisava aprender algo na fase atual em que estava.
Precisava aprender gratidão.
Precisava aprender a experimentar o aqui e o agora com aquilo que tenho, e ser grata por isso.
Porque, se eu estou neste lugar, eu também posso contribuir.
Eu também posso ser instrumento da mensagem.
Posso ser instrumento do amor onde estou.
As pessoas que estão ali comigo, neste momento, também são instrumentos para trabalhar algo interno dentro de mim.
Elas vêm como espelhos para refletir tudo aquilo que reverbera dentro do meu coração.
E, através do contato, dos relacionamentos, das coisas e dos objetos, é possível observar o que vibra em mim.
E, se eu trago à consciência que é a minha visão, a minha projeção de mundo, que cria a realidade lá fora,
passo a entender a minha autorresponsabilidade com o meu cuidado e com o meu crescimento.
Porque, se eu tomo essa responsabilidade de curar as minhas feridas, de curar os meus traumas e compreender o que essa situação está querendo me ensinar, eu posso crescer com ela e deixar de buscar o que o meu ego quer.
Porque o ego quer ser grande, quer ser importante.
Mas, às vezes, você precisa estar em um lugar que, na sua concepção, é o mais humilde,
para trabalhar alguma característica interna, desconstruir a imagem que tem de si mesma,
desconstruir dores, traumas e perdas do seu próprio sistema familiar.
E então ser um canal para que o amor possa fluir,
do seu sistema passado, por você, e para as gerações futuras.
Então, se Deus está te trazendo de volta,
se você não conseguiu avançar para a próxima fase do videogame da vida,
volte com humildade, volte com amor e volte com o coração aberto, dizendo:
“Eis-me aqui. Que fruto eu ainda não colhi? O que eu ainda não aprendi?”
E aí, observando, você vai sentir que Deus está presente.
Que essa energia divina está comunicando conosco o tempo todo.
O que precisamos é despertar.
Abrir os olhos para ver e os ouvidos para ouvir.
E assim, sentir essa conexão, essa união com o Todo.
Namastê.
17/07/21 20h08
Karina Megiato
