Fiz de Mim o que Nao Soube
Era uma vez um anjinho muito distraido
chamado Amorel que recebeu uma incumbência
de Deus:
- Amorel, acabo de inventar os humanos, eles,
estão classificados, como homem e mulher,
cada um tem seu o seu par e já estão todos
alinhados de par em par.Pegue esta bandeja de
humanos e levem para que eles habitem a Terra.
Amorel ficou contente, pois há muito tempo o
Senhor não o chamava para tão nobre trabalho.
O Anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina
lá no céu, trombou com uma Anjinha chamada
Amanda.A bandeja voou longe e todos os casais
de humanos se misturaram. Amorel e Amanda
ficaram desesperados e foram contar ao Senhor
Deus o ocorrido e o Senhor falou:
- Vocês derrubaram, vocês juntarão!
Porém, parece que Deus se esqueceu que os
Anjinhos eram distraidos. E é por isso que a
cada dia os casais se juntam e se separaram
mais.Os dois Anjinhos trabalham incessantemente
para os casais originais se encontrem; o trabalho
é muito difícil, tanto é, que por muitas vezes eles
juntam os casais errados, pois os humanos espalhados
ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos o
tempo todo.
Quando os humanos se mostram muito desesperados,
os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois
percebem o engano e os separam, e por muitas vezes
esta ação é brusca, pois não se tem tempo a perder.
Recebi um bilhete dos dois Anjinhos agora e vou mandar
o recado a vocês:
- "Se você é humano, queremos pedir desculpas pela
nossa distração, pois errar não é só humamo.!...Estamos
trabalhando com empenho, porém sempre contando com
a ajuda de vocês.Não se desesperem, mas tabem não se
isolem, tentem mostrar, realmente, quem é cada um de
vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de
verdade, vai tornar o nosso trabalho mais facil.Aproveitamos
a oportunidade, para nos desculpar pelas separações
abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas
se nós o separamos de alguem é porque em algum canto
vimos alguem bem mais parecido e por isso precisamos
isola-los para facilitar o encontro. Fiquem com Deus!"
Toninho, meu filho
Que tempo esquisito
Que céu-nostalgia
No olhar do infinito.
Que vento, que sombra
Que saudade viva
Que tédio que ronda
Abraçando esta vida
Toninho,
Os anos passaram
As flores se foram.
Agora me resta a lembrança
Da minha emoção com a sua
Chegada no meu coração.
Toninho, eu te sinto
Te abraço no vento
Te beijo no tempo do meu soluçar
São noites e noites de insônia
E saudade querendo te ver
E poder te abraçar.
Meu filho, a chuva é saudade
E a dor é vizinha
Por isso, meu filho
Desnudo de dores
Despido de mágoas
Avante meu filho
Replanta tuas flores!
ALMA QUERIDA
Alma da caridade, viva e pura
Que abre a mão fraterna de mansinho
Jesus recolhe a gota de carinho
Que derramas na chaga da amargura.
Essa doce migalha de ternura
Para quem luta e chora no caminho
É como a rosa perfumando o espinho
Ou como a estrela para a noite escura.
Como crês? Ninguém sabe...O mundo apenas
Sabe que és luz nas aflições terrenas
Pela consolação que te abençoa.
Seja qual for o tempo que te exprime
Deus te proteja o coração sublime
Alma querida e bela, humilde e boa.
Defendeat me Dominus, ab homine quo confido, quia ab homine quo no confido me ipsum defendo.(defenda-me Senhor do homem em que confio, por que do homem em quem não confio, eu mesmo me defendo)
Quem ama sempre se transforma em mártir do amor.
Ante o amor, a dificuldade torna-se desafio, a dor se faz teste, a enfermidade constitui resgate, a luta se converte em experiência, a ingratidão ensina, a renúncia liberta, a solidão prepara e o sacrifício santifica.
As incrustações são difíceis de se tirar do coração. Mas talvez ele possa pulsar tanto que acabe rompendo em mil pedacinhos a couraça que o prende.
A única coisa que realmente me faz ficar bem é aquela imagem que contemplo e amo: todo o resto é ficção. São falsas as minhas amizades, nascidas do acaso e crescidas na mediocridade, tão pouco intensas... São falsos os beijos que timidamente dei em alguns meninos da minha escola.
Uma cena comovente no cinema nunca me comoveu, uma canção intensa nunca me emocionou e no amor eu sempre acreditei pela metade, considerando que era impossível conhecê-lo de verdade. Mas eu nunca fui cínica, isso não. Simplesmente ninguém nunca me ensinou a expressar o amor que eu guardava dentro de mim, escondido, fechado para qualquer um. Mas ele estava em algum lugar, era só desentocá-lo.
E eu procurei por ele projetando o meu desejo em um universo do qual o amor estava banido; e ninguém, ninguém mesmo, barrou minha passagem dizendo: "Não, menina, daqui não se pode passar."
vê como o vento em nós acorda uma loucura
de labareda azuldourada.
*
see how the wind awakens in us a madness
of a goldenedblue flame.
(Translated by Bernarda Esteves)
o sótão é perigosamente isto, o lugar dos breves e
esquecidos. sobe-se e depois regressa-se outra vez
sem pressa ao mundo dos vivos.
queima-nos, sim. o etílico das lágrimas é álcool puro
*
the attic is dangerously this, the place of the brief and
forgotten. one ascends and then returns again
without haste to the world of the living.
it burns us, indeed. the ethylic of the tears is pure alcohol
(Translated by Bernarda Esteves)
Na cidade das indiferenças, vi muitos homens fazendo compras nas luxuosas lojas do orgulho e da arrogância e alguns poucos reformando os modestos casebres da simplicidade, para que pudessem sustentá-los de pé!
Sus ojos.
Esses olhos cor de mel.
O que será que está escondido desse olhar doce ao mesmo tempo intenso?
Mas não é uma doçura totalmente doce!
Tem algo a mais, profundo perdido!
Olhar que te devora lentamente!
Um olhar que te mostra como pode ser bom e cruel ao mesmo tempo uma mistura, certa sem mais nem menos!
Um olhar penetrante que é capaz desvendar todos seus segredos mas obscuros!
E também toda beleza escondida!
Como isso é possível??
Eu te digo quando se olha a vida com a sutileza de uma folha caindo no chão!!
Tudo se torna claro e fácil!!
Seus olhos um enigma sem fim!!
(Jéssica Silva de Melo ).
As lembranças moram no nosso habitat do pensamento, moram em nós... Mesmo que sejam incompreendidas pelo nosso pensar, elas são perfeitas, são nossas escolhas do viver, que as tornam imagináveis.
Às vezes,sinto que
minha vida é como um circo.
Basta algum erro
no espetáculo
nara arruinar
o brilho de todo o resto.
