Fiz de Mim o que Nao Soube
O fato de ninguém ser obrigado a fazer companhia para ninguém não é licença poética para abandonar na solidão quem estava na solitude.
Há uma diferença deveras silenciosa, mas profunda, entre estar só e sentir-se sozinho.
A solitude é uma escolha, um espaço de encontro consigo mesmo, onde o silêncio não pesa e a ausência de vozes não se transforma em vazio.
A solidão, por outro lado, muitas vezes surge quando aquilo que era abrigo se torna isolamento, quando a liberdade de estar consigo cede lugar à sensação de ter sido deixado para trás.
É verdade que ninguém tem o dever de permanecer onde não deseja estar.
Relações não podem ser sustentadas por obrigação, e afeto não floresce sob imposição.
Mas reconhecer essa liberdade não significa ignorar o impacto que nossas ausências produzem na vida de quem caminhava ao nosso lado.
A maturidade das relações não está apenas no direito de partir, mas também na responsabilidade de compreender o que a partida representa.
Muitas vezes, a pessoa que parecia bastar-se não era alguém que dispensava vínculos; apenas havia aprendido a conviver bem consigo mesma.
Confundimos independência com invulnerabilidade e acabamos acreditando que quem aprecia a própria companhia não sente a falta da companhia alheia.
Sentir falta, entretanto, é parte inerente da experiência humana.
Nem mesmo os mais autossuficientes são imunes ao afeto, ao pertencimento ou à dor das rupturas.
Existe uma delicadeza que deveria acompanhar os encontros e desencontros da vida: a consciência de que passamos pela história dos outros deixando marcas.
Algumas são lembranças leves; outras, cicatrizes profundas.
Não se trata de permanecer por pena, nem de carregar responsabilidades que não nos cabem.
Trata-se de agir com humanidade suficiente para não transformar nossa liberdade em descuido e nossa escolha em negligência emocional.
Porque, no fim das contas, a verdadeira consideração não está em nunca partir.
Está em não esquecer que, enquanto estivemos presentes, ocupamos um espaço real na vida de alguém.
E que a forma como saímos desse espaço pode determinar se aquela pessoa continuará habitando sua própria solitude ou será empurrada para uma solidão que nunca escolheu.
Não dá pra reclamar de violência, deslizando os dedos sobre a Morte ou os Traumas Iluminados de alguém.
Porque, nessa claridade azul, há mais que uma morte à mesa.
A primeira é a visível — os corpos entregues ao espetáculo.
A segunda, a sensível — a alma dos que assistem, lentamente embotada.
A terceira, a coletiva — o apodrecimento ético de uma sociedade que transforma tragédia em passatempo.
E a quarta… a mais cruel — a que quase sempre se esconde no brilho da própria tela, comprada às vezes no mercado negro, com o preço invisível da dor de quem a perdeu.
Há quem, sem perceber, alise o sangue seco nesses vidros, julgando a partir da zona confortável de sua poltrona, o mesmo crime que alimenta.
Banquete farto, servido à luz fria do progresso —
onde cada toque é um gole de conforto e uma migalha de culpa.
É o Banquete das Mortes Iluminadas!
Sinta-se orgulhosa. Eu não te troquei por ninguém! E quem dorme comigo na metade do colchão vazio é a saudade...(Patife)
Quando se diz “eu não sei aquilo que quero”, sabe-se aquilo que quer, porque aquilo que queria era nada!
Só eu sei dos pedaços que me arrancaram, dos que perdi, dos que consegui colar, e dos que não consegui, então não julgue minhas imperfeições.
0046 "Por Favor: Se Eu não lhe perguntar... Não diga o que Eu devo fazer! E ainda peço Por Favor, notaram?" Poizé!"
0410 "Ó, Deus Pai... A crise mundial chegou também aí, em você? Só espero que não pense que tenho algo com isso, ohquei?"
0412 "Perdeu seu emprego por causa da crise? Lamento! Mas eu não quero perder minha paciencia por causa da sua crise!"
2798 📜 Ouvi dizer que cresce o número de Humanos que não toleram viver sozinhos. Para uns a Solidão pode ser Alívio. Para outros é o Oposto. Ouvi dizer!
2939 📜 Desconfiar, Imaginar, Supor ou Desejar não é Saber. Então, quando não sei e desejo, Eu pesquiso e/ou pergunto.
3000 📜 Cheguei a este Meu Texto 3000, na Internet, com apenas Uma Conta aqui... Não tenho Duas ou Mais Contas (para simular que sou o Bam Bam Bam. Eu, não)!
"Em Sociedades Livres todos temos direito de opinar seja lá sobre o que for, tenhamos ou não conhecimento sobre o que opinamos. Contudo, devemos também estar preparados para sermos avaliados... Se mentimos, se tergiversarmos, se especularmos, se papagaiarmos muito ou pouco, tanto faz! Estão preparados?"
TextoMeu 1260
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"Sua Opinião é sua e ninguém 'edita'. Do mesmo modo, a Avaliação sobre sua Opinião não é coisa sua e você pode não aceitar, mas também 'não edita'. Pouquíssimos aceitam ou sabem conviver com essa Verdade!"
TextoMeu 1261
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"Qual a razão de também eu falar sobre quem é Deus e sobre o que Deus quer ou não quer? Não tenho Lastro para tal, não sigo Manual de Justicativas nem sou Papagaio ou Maria Vai com as Outras. Não é simples?"
TextoMeu 1262
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