Fiz de Mim o que Nao Soube
Tenho saudade dos dias que não voltam mais, especialmente aqueles em que eu pude estar ao seu lado. Desculpa por não ter percebido a tempo o quanto você foi, e ainda é importante para mim. Você sempre me lembra um tempo bom, e é por isso que eu te amo tanto e sempre vou pensar em você com imenso carinho e saudade. Nossa história não acabou, e mesmo depois de tanto tempo de desencontros, eu sei que o universo vai nos unir novamente. A vida sempre nos une, podemos ficar anos sem nos encontrarmos, mas sabemos que a consideração e a gratidão são eternas.
Quando digo que não quero mais você, não quer dizer que deixei te amar. Na verdade, significa que cansei de sofrer. Você me fez muito feliz por um bom tempo, mas perdemos tudo. Como é que conseguimos deixar tudo isso para tras, como pudemos brigar e chorar tanto. Não soubemos unir nossas diferenças, sonhos e infelizmente, nosso amor não foi suficiente para passar por cima de tudo. Hoje eu sei que devo seguir em frente, porque da mesma forma que você me tirou da sua vida, eu sei que preciso fazer o mesmo.
Porque mesmo depois de todo esse tempo eu ainda me pergunto
Por que não posso seguir em frente
Do jeito que você fez tão facilmente
Não importa o que eu fale para os outros. Eu continuo tentando me enganar. O tempo pode passar, mas eu nunca vou te esquecer. Minhas melhores memórias foram com você. Eu não consigo superar o fim.
Eu sei que não há mais como recuperar o tempo perdido. Mesmo que as coisas melhorassem a partir de agora, o que é impossível, já seria tarde mais. Eu perdi essa batalha e preciso aceitar que o melhor mesmo, é por um fim naquilo que não deu certo.
Eu não tenho que aumentar a dose do meu remédio... que me acalma, por conta de pessoa, que vem tirar a minha paz e que não toma remédio e não faz terapia, mas deveria.
“Cuide das suas mágoas em silêncio e trate suas feridas com paciência; não devolva a dor ferindo quem está ao seu redor. Quando a sua cicatriz finalmente fechar, talvez as feridas que você causou nos outros jamais se curem.”
Homens são feras,feras são animais...
Uma fera não fere,quando feras já são...
Domareis com minhas tranças, suas máscaras caídas .
Fera ferida , à que temes você ,curarei sua dor e terá só amor.
Talvez a sabedoria não esteja em capturar o universo inteiro com as mãos, mas em retirar as lentes que nos fazem acreditar que já o compreendemos. É quase uma fenomenologia da humildade: antes de teorizar o todo, tocar aquilo que aparece diante da consciência.
Você não foi feito para acertar tudo de primeira. Foi feito para aprender, ajustar a rota, amadurecer e participar ativamente daquilo que deseja ver dar certo.
Tenha os pés no chão, os olhos lúcidos e a alma alinhada.
Porque acreditar em si não é imaginar que tudo será fácil. É decidir que as dificuldades não terão autoridade para escrever o último capítulo.
Viver de aparência,é o mesmo que ganhar na Mega-sena e não receber o premio, comer todas as delicias do mundo sem ter paladar, amar e não ser amado, ou até mesmo trabalhar sem receber.
Viva verdadeiramente, mesmo que a verdade seja pouca para olhos de pequenos e o suficiente para você.
"Não é só a troca, é o vazio que fica.
Como se eu tivesse sido colocada numa prateleira esquecida,
enquanto a novidade brilhou mais que a história.
E eu sei, ninguém substitui ninguém,
mas dói quando percebo que ocupei um espaço provisório
naquilo que, pra mim, parecia ser eterno."
Carrego no peito um vazio que pesa,
lembranças cortam, a mente não sossega.
Entre saudade e silêncio, sigo em frente,
coração cansado, mas ainda resistente.
Já chorei no escuro, já quis sumir,
mas encontrei no abraço razões pra existir.
Minha rede me ampara
quando a queda ameaça,
me segura firme,
transforma dor em graça.
Sou feita de queda,
mas também de coragem,
na dor escrevo versos, tatuo a paisagem.
E mesmo que a vida me teste
sem fim,
eu sigo inteira,
sigo sendo… eu, Lucci, enfim.
O inferno não é um lugar distante, escondido em algum canto do universo. Muitas vezes ele acontece aqui mesmo, entre escolhas, atitudes e consequências.
Há pessoas que passam pela vida acreditando que podem ferir, humilhar, enganar e seguir adiante sem que nada aconteça. Caminham com a certeza de que são mais espertas que todos os outros. Mas o tempo tem um jeito curioso de colocar cada ato diante de seu próprio reflexo.
Nem sempre a resposta vem rápido. Nem sempre vem da forma que esperamos. Porém, cedo ou tarde, cada semente encontra sua estação.
A vida não precisa de vingança para equilibrar as coisas. Ela trabalha em silêncio. Enquanto muitos comemoram vitórias construídas sobre a dor alheia, o destino registra cada passo, cada palavra e cada escolha.
Por isso, não temo o que me fizeram. O que pertence a mim, carrego comigo. O que pertence aos outros, a própria vida se encarrega de devolver.
Porque, no fim das contas, o inferno não está depois da morte.
Muitas vezes, ele começa exatamente no momento em que somos obrigados a conviver com as consequências daquilo que escolhemos ser.
Talvez ninguém entenda o tamanho de um “não”
quando ele encontra alguém
que já cansou de pedir,
mas ainda tinha esperança
de ser acolhida por uma mão.
Porque nem toda lágrima nasce da ausência.
Às vezes ela vem do excesso:
de tudo que a gente engole,
de tudo que suporta,
de tudo que cala
para não parecer fraca.
Há dias em que não queremos respostas.
Queremos presença.
Não precisamos que alguém conserte o mundo.
Basta que fique.
“Deixa.
Eu fico aqui.”
Mas algumas pessoas vão embora
justamente quando descobrem
que, desta vez,
você também precisava de alguém.
E dói.
Dói porque quem sempre segura
também pode cair.
Quem sempre encontra saída
também pode se perder.
Quem vive dizendo “eu dou um jeito”
um dia pode simplesmente
não ter mais jeito para dar.
E talvez ninguém veja
o tamanho dessa queda.
Ainda assim,
há uma coisa que permanece:
a palavra.
Quando não há colo,
há página.
Quando não há abrigo,
há poesia.
E quando a dor não encontra lugar para ficar,
eu a transformo em verso
até ela aprender
a não me destruir.
Não escrevo para que tenham pena.
Escrevo para não deixar que a dor
seja a última coisa que diga quem eu sou.
Se a vida me tira o chão,
eu escrevo.
Se o mundo me fecha uma porta,
eu escrevo.
Se ninguém fica,
eu ainda tenho palavras.
E talvez seja essa a minha forma
mais silenciosa de permanecer:
transformar o que me feriu
naquilo que ninguém poderá
arrancar de mim.
Lucci Santz
