Mensagens de final de ano para alunos da educação infantil cheias de carinho

De que adianta a falsa consideração dos adultos, se animais e crianças transformaram meu amor na glória dos gigantes?

O Nelson Rodrigues deveria ser lido em cada lar, nas escolas, em cada enfermaria de hospital, nos cemitérios, em cada cama de casal, nas igrejas, na porta dos bares, nas confrarias de bêbados, nas escolas de freiras e nas casas das "meninas", ditas filhas da desgraça.

Luiz Felipe Pondé
Pensando em Nelson Rodrigues, apenas imorais e neuróticos verão a Deus. Folha de S.Paulo, 1 fev. 2026.
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Você sabe que quando os meninos na escola não querem ler poesia, até riem dela, a desprezam como um esporte de maricas, eles não estão totalmente errados.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

A melhor parte de mim nasceu do que eu observei quando era criança, depois me encheram de palavras e eu me transformei num robô.

Quando eu era criança, eu degustava a água, agora vou engolindo para matar a sede. Comer sem prestar a atenção no alimento é não se alimentar. Viver sem sentir o gosto da vida, não é viver.

O homem é uma criança num corpo de adulto e a mulher é um adulto num corpo de criança. Os homens se divertem, as mulheres não têm senso de humor.

Deve-se formar as crianças na base da surra e da gritaria para estarem preparadas para entrar para a sociedade do grito.

A Sala de Aula do Mundo Moderno


Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.


Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.


Falo das pessoas.


Dos comportamentos.


Das responsabilidades.


E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.


Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.


Hoje tudo parece delicado.


Tudo parece urgente.


Tudo parece motivo para preocupação.


Uma palavra mal colocada vira trauma.


Uma crítica vira perseguição.


Uma cobrança vira opressão.


Um conselho vira ofensa.


E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.


Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.


Eles existem.


E merecem atenção, respeito e tratamento sério.


Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.


A tristeza virou doença.


A frustração virou síndrome.


A ansiedade virou identidade.


E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.


Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.


Esperam que a escola eduque.


Ensine limites.


Corrija comportamentos.


Resolva conflitos.


Forme caráter.


Desenvolva valores.


Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.


Porque o professor moderno não é apenas professor.


Ele é educador.


Mediador.


Conselheiro.


Psicólogo informal.


Assistente social improvisado.


Pacificador de conflitos.


Especialista em tecnologia.


Preenchedor de relatórios.


Participante de reuniões.


Executor de projetos.


E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.


A escola de antigamente tinha seus defeitos.


Muitos.


Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.


Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.


A autoridade tornou-se suspeita.


A disciplina tornou-se questionável.


E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.


O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.


— Professor reclama demais.


— Tem muitas férias.


— Trabalha poucas horas.


Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.


Não vê as correções.


Não vê os planejamentos.


Não vê os relatórios.


Não vê os cursos.


Não vê as formações.


Não vê as noites preparando atividades.


Não vê os finais de semana organizando conteúdos.


Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.


E, principalmente, não vê o desgaste emocional.


Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.


Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.


Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.


Problemas de alunos.


Problemas de famílias.


Problemas do próprio sistema.


Falando em sistema, este merece um capítulo especial.


A cada ano surgem novas plataformas.


Novos formulários.


Novos procedimentos.


Novas exigências.


Novas metas.


Novas estatísticas.


Novos indicadores.


Parece que tudo muda.


Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.


E assim o professor segue.


Preenchendo documentos.


Participando de reuniões.


Atualizando sistemas.


Respondendo questionários.


Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.


O resultado é um profissional cada vez mais cansado.


Mais pressionado.


Mais responsabilizado.


E, muitas vezes, menos valorizado.


Ainda assim, algo impressionante acontece.


Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.


Continuam acreditando.


Continuam tentando.


Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.


Continuam incentivando quem quer aprender.


Continuam estendendo a mão para quem precisa.


Continuam lutando contra a maré.


Talvez porque saibam de uma verdade simples.


Sem professores não existem médicos.


Não existem engenheiros.


Não existem advogados.


Não existem cientistas.


Não existem administradores.


Não existem governantes.


Não existe profissão alguma.


Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.


Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.


Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.


Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.


Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.


Entrará em sala.


Respirará fundo.


Abrirá o diário.


Preparará a aula.


E seguirá tentando iluminar caminhos.


Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Alguém que acredita na educação pública e lutará pelas crianças que lá estudam.

⁠O afeto e a atenção plena aos sentimentos devem fazer parte do universo de criação da criança. Infelizmente vivemos um tempo no qual tudo é muito rápido e superficial, pelo que a formação dos filhos tem sido muitas vezes defeituosa. Tudo isto acaba propiciando numa ansiedade, marcada pelo apego excessivo ou no distanciamento afetivo, afetando a intimidade já na fase adulta. Os sentimentos devem ser validados, permitindo o delineamento da formação da integralidade do sujeito. Este sujeito assim desenvolvido, poderá formar uma relação de interdependência, que seja saudável e em equilíbrio.

JOSÉ LUIZ DE SOUSA NETO - PSICANALISTA

⁠Crianças dos 02 aos 07 anos, principalmente, são egocêntricas, destrutivas e possessivas.
É natural e da Natureza Humana.
O problema vem após esta idade. Muito após.

TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher


Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.


Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.


Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻


Ass: Van Escher

*Pais do Século XXI: Estamos Educando ou Terceirizando?*


A gente delegou a escola pra ensinar conteúdo, a internet pra ensinar sobre a vida, e o algoritmo pra dizer o que é certo.
Só que caráter não baixa em PDF. E respeito não vem com tutorial.
Educar hoje é nadar contra a corrente da pressa. É dizer "não" quando o mundo inteiro diz "compra pra compensar a ausência".
É ensinar que frustração não é bug do sistema. É parte do jogo.
Filho do século XXI tem acesso a tudo, menos ao tédio. E é no tédio que nasce a criatividade.
Talvez nossa maior lição seja desligar. Pra poder conectar de verdade.
_Van Escher

*ESCOLA NÃO É DEPÓSITO*


Escuto muito professor reclamando. E com razão.
Pai tá mandando filho pra escola não pra aprender.
Tá mandando pra ser educado.
Como se professor fosse pai, mãe, psicólogo e babá.
Não é.
Professor tá ali pra ensinar conta, letra, história.
Pra passar sabedoria, conhecimento.
Educação vem de casa.
Respeito se aprende na mesa, olhando no olho dos pais.
Por isso tem criança que não respeita professor.
Se nem pai e mãe ela respeita, vai respeitar estranho por quê?
Quer filho educado? Educa.
Escola ensina.
Casa educa.
_Van Escher

*O PAPEL DE CADA UM*


Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar..."


Ensina quem? Os pais.


Mas hoje o que eu vejo é pai terceirizando a criação.
Manda pra escola e fala "se vira".
Aí o filho chega sem limite, sem "bom dia", sem noção.
Dá trabalho, desrespeita, desafia.
E o professor que aguente.


Professor não é pai.
Não pariu, não criou.
Professor é mestre.
Tá ali pra repartir saber, não pra corrigir falta de base.


Se a criança não respeita os pais dentro de casa, não vai respeitar o professor na sala.
A conta é simples.
Cada um no seu quadrado: pai educa, escola ensina.


_Van Escher

Filho não nasce sabendo limite. Aprende.
E quem tem que ensinar é pai e mãe, não a escola, não a internet, não a polícia.
Se for esperar o mundo ensinar, vai doer.
_Van Escher_

*O Circo Van Escher Chegou: Parte 3 - Na Escola*


Fui na reunião de pais. Silêncio total na sala.


A diretora perguntou se alguém tinha dúvida.
Eu levantei a mão.


Quando vi, eu tava contando piada, dando ideia pra festa junina
e organizando vaquinha pro ventilador da sala.


Saí de lá como "a mãe do grêmio". Não pedi. Aconteceu.


Por isso que eu falo:
Não me coloca em lugar sério.🤭😂


_Van Escher_

Meu avô veio do céu
pra me lembrar:

"Eu já sabia quando você era criança,
loirinha do cabelinho cacheado,
que você era diferente."

Em meio a lágrimas,
em meio a risos,
o céu aplaudindo de pé.

Agora eu sei.
Eu gostei de ser quem sou.

Van Escher

Fel


Aos 20 você chegou.
E ao olhar para trás vejo que éramos apenas duas crianças.


Você,
Com um olhar doce me fez acreditar que eu era capaz.
Me fez olhar o mundo com garra, e querer mais.


De tudo, sei que muito eu errei.
Mas segui.


Em meio a tantos erros,
O melhor acerto era Você, a Luz que me fazia seguir.


Você me forjou Mãe!
A mais forte e doce que poderia existir.


A ti,
Só resta agradecer.
Você foi paciente e soube aguardar.


Hoje sou melhor,
Mais paciente, mais ouvinte e sem dúvidas, mais alegre.


Muito preciso me desculpar.
Você contudo, me provou como é bom a arte do improvisar.


Crescemos juntos e hoje sabemos o real valor do amar

“Muitos adultos ainda carregam a criança ferida que nunca foi acolhida.”