Fim

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Eu sou o vento, a correria sem fim,
Mil ideias na mente, dançando pra mim.
Um ser atentado, que a vida me chama,
E você, meu amor, é a minha calma.


Enquanto eu pulo, quebro e invento,
Seu olhar me serena, me traz o alento.
Um sorriso que acalma, um abraço que é lar,
Você me entende, me ensina a amar.


Não me julga, me aceita, me faz florescer,
Com esse seu jeito que me faz querer
Ser melhor, ser mais calmo, mas sem perder
A essência que me faz, Alessandro ser.


E no fim do dia, quando tudo acalma,
Seu amor é a paz que repousa na alma.
O atentado e a calma, num laço sem par,
Nosso amor é a força, que nos faz continuar.

As batalhas são feitas de guerra e paz, até que o ciclo de conflitos chegue ao fim.

No fim, o amor mente pra não machucar,
o ódio fala a verdade pra ferir,
e a vida…
a vida é só essa rua sem saída
onde cada grão de areia
vira poesia,
cada facada vira verso,
e cada lágrima vira sangue

Quando chegamos ao fim da noite, encontramos sempre a aurora.

HORA TRISTE



O momento transcende a fim de mundo;

o bardo se aconchega à solidão,

e, prenhe de um pesar cruel, profundo,

chora a angústia de atroz desilusão!



Na penumbra da alma, o céu é profundo,

e o pranto inunda toda a escuridão;

então um verso nasce, e num segundo,

canta a mágoa que habita o coração!



Mas mesmo em meio à sombra que consome,

o bardo insiste em seu cantar dolente,

buscando luz no abismo da saudade!



O tempo passa, lento e indiferente,

e cria, então, a estrofe com seu nome,

na rima rica da felicidade!



Nelson de Medeiros

A espera: o triste fim da solidão

Esperei no tempo que não tem fim, Na espera que a vida me deu, A eternidade de um dia só pra mim, Um mundo inteiro onde o Sol se escondeu.

Esperei, em cada lágrima, um mar, E, em cada batida do meu coração, O sopro de uma esperança no ar, A certeza de uma única oração.

Eu esperaria por toda a minha vida, Se a sua demora não fosse em vão, Se a saudade não fosse uma ferida, Se a eternidade não fosse solidão.

🌿 Laços que não se desfazem

Amizade é ponte sem fim, construída com gestos simples, com palavras que curam a alma e silêncios que também falam. É o abraço que chega antes da dor, a risada que estoura no meio do dia, um ombro que entende sem perguntar, um olhar que diz: “eu estou aqui”.

Nos dias claros, caminhamos lado a lado,
falando dos sonhos que parecem distantes,
e nos dias nublados, seguramos firme as mãos,
mesmo quando o chão parece desabar.
Cada história compartilhada é um tijolo,
cada segredo, uma semente plantada,
crescendo na terra fértil da confiança,
florescendo no jardim da vida.


O tempo tenta testar a distância,
mas a amizade não se mede em quilômetros.
Ela se mede em lembranças que aquecem,
em mensagens enviadas de madrugada,
em risos que atravessam o vento
e chegam intactos ao outro lado.
Porque o coração sabe o caminho
mesmo quando os mapas se perdem.


Há amizades que chegam devagar,
como a maré beijando a areia,
e outras que surgem como tempestade,
derrubando muros e abrindo o céu.
O que importa não é como começam,
mas como permanecem:
firmes como raízes de árvores antigas,
livres como pássaros ao amanhecer.


Se um dia a vida nos levar por estradas opostas,
levarei comigo teu riso e tua voz,
guardados como relíquias preciosas.
E sei que, em qualquer reencontro,
as palavras voltarão a fluir
como se nunca tivéssemos partido.
Porque amizade verdadeira é assim:
não conhece adeus, apenas recomeços.

Mas continuo pensando que é melhor deixar como tá, de vdd não tô a fim de magoar ninguém não? O q pode me ajudar sobre isso?

A verdadeira felicidade é uma estrada sem fim...


Só assim teremos o prazer de sermos felizes diariamente.

É tudo vaidade, e no fim só nos resta um buraco frio e talvez umas três memórias onde possamos morar.

“No fim, restará você… e olhe lá! Talvez nem isso.”

“Todo nascimento é um despertar silencioso em direção ao fim, lembrando-nos que viver é, também, aprender a despedir-se.”
— Os`Cálmi

O diploma que adquiri não tornou a minha mente superior. No fim das contas, descubro que minha essência, por mais que eu lute, é de homem simples.
- Summer Bittencourt

Ao chegar ao fim da vida, adquire-se uma força inexplicável. É o último suspiro, irradiando alegria. Após surgir, chega o momento de se despedir das pessoas queridas, de quem ajudou e da trajetória percorrida. E, quando chega o último suspiro, parte-se com uma alegria radiante.

Quando o último raio se esconde,
a casa se apaga no campo
e tudo se cala sem início nem fim.

A sombra repousa nas paredes,
ondas de saudade se arrastam
entre ruínas de luz que partiu.

O silêncio faz morada,
nenhum vestígio de retorno,
apenas o crepúsculo lento
acolhendo todos os nomes
que o dia cansado esqueceu.

O Fim da Espera: um Diário de Retorno a Si




Entre o Silêncio e o Reencontro – Diário de um Ciclo de Clareza


Hoje, dia 2 de novembro de 2025, encerro um ciclo que não é apenas sobre alguém, mas sobre o modo como aprendi a amar e a me ver dentro das relações. Este texto é uma forma de reconhecer o caminho que percorri entre a entrega, o medo, a espera e, por fim, o reencontro comigo mesma.


Escrevi uma carta, porque o que sinto só ganha sentido quando se transforma em palavras. Foi assim que me expressei com sinceridade e respeito, como sempre foi entre nós. Depois que escrevi, percebi que a carta não era apenas para ele, era para mim.


Era o fim de uma espera e o começo de uma escolha. Ela trazia, escondido nas entrelinhas, o recado que eu mesma precisava ouvir:


“Você pode sentir falta e, ainda assim, seguir.”


Percebo que o que mais me doía não era a ausência dele, mas o silêncio, o vazio de não saber o que se passa do outro lado, o eco de tudo o que ficou sem resposta.


O silêncio sempre foi o gatilho mais difícil para mim, talvez porque, na infância, quando eu pedia carinho, às vezes recebia afastamento. Meu corpo aprendeu a confundir amor com conquista e presença com merecimento.


Ele, com sua forma contida e distante, acabou ativando exatamente essa antiga ferida. Mas, ao mesmo tempo, me mostrou o espelho que eu precisava ver: “Não posso mais tentar provar que mereço amor.” O amor precisa fluir de forma natural, recíproca e leve.


Hoje, olhando para tudo isso, percebo que o vínculo que criamos foi, sim, importante, mas talvez tenha sido importante para me ensinar o que é amar sem desaparecer. Não preciso mais ser a mulher que espera, que entende tudo e que se encolhe para caber. Posso ser a mulher inteira, a que se entende, se cuida e se escolhe.


O silêncio dele, por mais dolorido que tenha sido (e que ainda possa ser, por enquanto), me empurrou de volta para mim. E agora, o que antes era vazio começa a se transformar em espaço, um processo que está se tornando um lugar de paz, autonomia e descanso da alma.
Não sei o que ele vai fazer, e talvez nunca saiba. Mas sei que eu fiz o que precisava ser feito. Falei com clareza, com verdade e com amor, e isso é o que me permite caminhar sem arrependimentos.
Hoje, o que fica é uma frase simples, mas que carrega toda a maturidade dessa travessia:


“Eu posso sentir falta, e ainda assim, seguir.”


Evoluir e mudar padrões requer muita coragem, pois dói, e dói muito.
Você retira tudo aquilo em que acredita ser, remove o véu, as camadas, desfaz-se da única identidade que um dia conheceu, daquilo que aprendeu por uma vida inteira. E, quando começa a entender o que é realidade em vez de utopia, a briga entre mente e coração, que antes era enorme, vai diminuindo, porque o entendimento começa a tomar forma. A razão diz que você fez o certo, mas o corpo ainda entende como errado e leva um tempo para absorver toda essa mudança.


O que prevalece é a decisão de manter o impulso da mudança. Decisão é decisão, e devemos agir de acordo com o que escolhemos. E, neste caso, escolhi a mim. Mesmo que, às vezes, o reflexo pareça dizer que tudo isso ainda é errado, eu sei que não é. O amor-próprio está ligado a parar de se perder e de se anular diante do outro.
O mais difícil nisso tudo? É que sabemos o que devemos fazer… Mas o mais importante é entender que tudo muda quando alguma coisa muda, e eu estou mudando.Não sou mais a fada madrinha. A varinha de condão quebrou, e agora a magia só pode ser interna, não externa.


Se ainda tenho espaço para o amor?


Claro que sim.


Se eu o amaria intensamente?


Claro que sim.


Mas não mais do que me amarei de hoje em diante.


Ana Cláudia Oliver- finalizado em 06/11/2025

No fim das contas,
a opinião dos outros
é só ruído sem sentido.

Quem xinga por prazer
tem o cérebro menor que um átomo.

A felicidade nasce
quando calamos
a boca dos demônios
lá fora.

"Melhor é o fim das coisas do que o começo delas" é um provérbio que vem do livro de Eclesiastes 7:8


Viemos ao mundo chorando para que um dia possamos partir dessa vida sorrindo.

Na nossa relação, não gostaria de ser aquele ponto que fica no fim.

FUNÇÃO FINAL

No fim, não há prêmio, nem festa.
Só o cansaço que não se despe.
Só o corpo que ainda se presta
A fazer o que ninguém mais quer.

Sou o que cumpre, não o que sonha.
Sou o que segue, não o que escolhe.
Sou o que vive, mas sem vergonha
De saber que a vida me engole.

E quando tudo enfim cessar,
Não haverá quem vá lembrar.
Só o vazio que vai ocupar
O lugar que fui — sem durar.




Jerónimo Cesarina