Filosofia na Alcova
"Se um barquinho de papel já nasce destinado a se desfazer na água, talvez sua beleza esteja justamente no fato de flutuar enquanto pode."
A originalidade, afinal,
é um mito bonito contado por quem esqueceu
que até a luz do sol é repetida
todos os dias,
e ainda assim nos encanta como se fosse a primeira vez.
Criar é respirar o mundo,
engolir memórias, sons, dores e belezas,
e depois devolver tudo isso
com outra forma, outra cor, outra alma.
Somos colagens vivas —
de livros que lemos, músicas que ouvimos,
pessoas que amamos,
e sonhos que não são só nossos.
Nada é original, mas tudo pode ser autêntico.
Porque a arte não nasce do nada.
Ela floresce do tudo
que carregamos por dentro.
O anti-herói, com toda sua imperfeição, caminha ao nosso lado, lembrando que o erro não nos destrói – o que nos destrói é desistir. E quando nos levantamos, com cicatrizes e arrependimentos, somos mais reais, mais fortes e, acima de tudo, mais humanos.
Assim como o fogo que consome rapidamente o combustível se extingue, o ódio sem causa se esgota por si mesmo, enquanto a paz do sábio persiste.
A paz é o solo fértil onde o sábio cultiva sua vida; o conflito é a terra árida onde o tolo desperdiça suas sementes.
Lembre-se: o verdadeiro poder vem de estar disposto a fazer o que for necessário, independentemente das consequências ou do julgamento alheio. O foco deve estar sempre no objetivo final e nos meios mais eficazes para alcançá-lo.
Se uma planta doente permanece no canteiro, não corre-se o risco de ela contaminar as demais, tornando o jardim inteiro infértil? Não seria responsabilidade do jardineiro cuidar do solo e preservar a saúde coletiva?
O anonimato não é uma doença
à qual se cura com a massificação; ao contrário.
Mas, sendo ela um mal degenerescente
impregna-se o ego
sem possibilidade de cura.
Eu não vou dizer que a fama não possui um lado bom. É claro que possui. Com ela você pode se fazer ouvir. Mas quantos famosos que, ao invés de agirem, ficam em casa olhando para o próprio umbigo, polindo seus troféus, sem fazer nada pelas crianças e idosos necessitados, pelos animais, florestas, rios e mares? Nesse caso a fama é tão inútil quanto um coador de café furado!
