Filosofia na Alcova
"Sei que ainda existo!
No grito de todo louco!
Nos sonhos de qualquer morto!
Na miséria no conforto!
Na putrefação de todo corpo!
‒ Ainda existo?"
Rogério Pacheco
Poema: Abrolhos latentes
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Sei que ainda existo!
No monte de qualquer lixo!
No pêndulo do relógio que não é fixo!
No aglomerado do cortiço!
Nos segredos de um crucifixo!
‒ Ainda existo?"
Rogério Pacheco
Poema: Abrolhos latentes
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
______As pessoas que você ama são diferentes das pessoas que você acha que ama e, essas, são infinitesimalmente diferentes das pessoas que de fato amam você.
"Nós somos donos dos nossos atos, mas não somos donos das consequências que eles podem trazer. A consequência é como água, respinga para todos os lados e sem nunhum remorso. A verdade é que não temos nenhum controle sobre ela."
No intricado tecido da existência, o incentivo é um direcionamento no solo da possibilidade, e é na essência da liderança que encontramos a força motriz da direção. Entretanto, aquele que é guiado não pode tecer o próprio destino enquanto o papel de líder permanecer ocupado.
Nem tudo o que não se pode tocar é impossível de ser conhecido. O mais profundo amor, é aquele que intensamente ama por pura contemplação e entendimento. O grande dramaturgo Molieri dizia que para ser bom ator, é preciso se compadecer do personagem, e quantos de nós, enquanto espectadores, nos envolvemos, nos compadecemos, e sentimos até saudade de personagens e suas estórias, mesmo que a priori, seja irreal? É que Deus nos deu essa capacidade para que faça todo sentido a existência da fé. O que é a fé senão um amor à distância que troca correspondências? O que é a fé senão conhecimento profundo de um ser que não se pode tocar? Eu só sei que eu não perceberia, sem a experiência do amor, a dimensão e a beleza da fé. E sei que eu também não perceberia, sem a experiência da fé, o quão divino é o amor.
Ao amor distante, porém mais perto do que se possa imaginar.
O medo na medida certa pode evitar a morte e permitir a vida. Como disse a rainha Elza Soares "o medo da morte leva a vida também "
O peso invisível das escolhas
Vivemos cercados por bifurcações invisíveis. Cada escolha, por menor que pareça, altera o rumo de algo que talvez nunca perceberemos. O café que decidimos tomar antes de sair pode ter atrasado um encontro que mudaria nossa vida. O silêncio diante de uma injustiça pode ter moldado um mundo onde ninguém mais ousa falar. Um "sim" ou um "não" dito sem pensar pode ter sido o fio que sustentava um universo inteiro.
Nos ensinaram a temer os grandes erros, mas nunca nos alertaram sobre os pequenos desvios, aqueles que não percebemos e que, ainda assim, nos levam a um destino completamente diferente. O tempo, esse escultor impiedoso, molda o que somos a partir daquilo que deixamos de ser.
Mas e se tivéssemos parado para olhar melhor? Se tivéssemos dito algo que ficou preso na garganta? Se tivéssemos segurado aquela mão um pouco mais forte? Teríamos escrito uma história diferente ou, no fim, a ilusão do controle é apenas isso—uma ilusão?
Talvez o segredo não seja buscar o caminho certo, mas aprender a andar com leveza por qualquer estrada, sabendo que cada passo é uma interrogação sem resposta. Afinal, a vida nunca foi sobre prever o que vem depois, mas sobre encontrar beleza no que nos tornamos no processo.
E no fim, talvez não seja sobre escolher o destino certo, mas sobre fazer da jornada algo que valha a pena ser lembrado.
As pessoas são como livros
Enxergamos sua face
Tal como uma capa
Nos sentimos atraídos por ela
Mas muitas vezes, não nos cativamos por seu conteúdo
As pessoas são como livros
As vezes não nos atraímos pela sua aparência
Mas entregamos a alma pelo seu teor e sua história
Pessoas assim como livros
São um paraíso coberto por um manto incolor
Vemos a superfície
Mas não sabemos o que tem dentro de suas linhas
Nem o que se esconde por trás de seus olhos
A nova caverna de Platão está aí, chama-se internet. O mundo sensível, onde o pai não conhece o filho, vivem numa espécie de presente contínuo. Uma família de estranhos, onde cada membro foge da realidade no mundo virtual. Romper essas correntes torna-se cada vez mais difícil.
"Todo esforço que fazemos com a ajuda de Deus e suas oportunidades vão valer a pena,O tempo de Deus conecta com o nosso tempo,e quando temos a certeza que ele está guiando as coisas,não precisamos ficar preocupados apenas focar e Crer em sua vontade."
O capitalismo se encarrega de te dar todas as respostas justamente para que você não exercite a filosofia.
Felicidade é um verbo. É o desempenho contínuo, dinâmico e permanente de atos de valor. Nossa vida é contínua a cada momento e tem utilidade para nós e para as pessoas que tocamos.
