Filosofia Jurídica
Será deus um cérebro de boltzmann? Se assim for, então somos os pesadelos mais sombrios duma máquina que está morrendo!
Na mitologia cristã, Jesus é retratado como uma divindade, desde o nascimento ele é dotado de poderes divinos e conhecimento, sem a necessidade de esforço para alcançar essa posição. Ele não tem méritos próprios, apenas é herdeiro.
A verdade muitas vezes se esconde nos cantos mais sombrios da mente, onde a loucura serve como a luz que revela seus segredos mais profundos
Todo bom filósofo desconfia daquilo que aparentemente crê, é descrente no que simbolicamente confia, pelo simples motivo de buscar a verdade no que certamente deverá acreditar
A verdade é benevolente, ao visitar a mentira na prisão, tece uma breve passagem para não ser ludibriada por inteiro através de uma meia verdade
Todo bom filósofo percebe que está sempre a engatinhar em relação ao conhecimento adquirido, e como um bom recém-nascido sabe que jamais deve sair sem suas fraldas
A verdadeira função do filósofo é ser sensível ao máximo de indagações, para a certa altura, o suprassensível responder com o mínimo de dúvidas
Todas as lâmpadas acesas não são capazes de ofuscar o nascer do conhecimento em meio a mais profunda escuridão à luz do mundo
" Permitir que o pensamento caminhe sem meta. Como quem senta ao fim da tarde e observa o tempo repousar dentro de si. "
TÉNUE LUZ NO ABISMO INTERIOR.
" Permaneço em silêncio no âmago da tristeza, não por consentimento, mas por prudência do espírito. Mesmo quando nenhuma cor alcança meus olhos, os sentidos murmuram em tom tão baixo que não perturbam os transeuntes da existência. O silêncio, longe de ser rendição, é resguardo. É o ato de não me deixar contaminar pelas dissonâncias que rondam a carne e o pensamento. Assim, meu porão interior começa a aclarar-se, ainda que sob a luz turva de uma filosofia soturna, erudita e posta à beira do precipício, onde cada reflexão parece ressoar como eco de uma lucidez quase fúnebre. "
“Os gritos carregam um significado assombroso: em quem os lança, ressoa a imposição do teu silêncio.”
"A Luz que Retorna aos Teus Olhos"
Há um instante em que o olhar humano, fatigado das formas e das mentiras do mundo, deixa de ver e começa a contemplar. Nesse instante, teus olhos não pertencem mais à carne: pertencem ao universo.
Toda lágrima que neles nasce não vem apenas da dor, mas da lembrança do que eras antes de existir. Porque há algo em ti que o tempo não apagou: uma luz antiga, sobrevivente das eras, que o esquecimento tentou sepultar.
“Teus olhos foram feitos para o universo...” não como metáfora, mas como destino. Quando olhas para o céu, é o próprio céu que tenta se reconhecer em ti. Por isso há uma saudade muda no teu olhar, uma vertigem doce, um cansaço que é também chamado de eternidade.
E “em ti então se faz mais luz de retorno”. Sim, porque tudo o que amas, compreendes, perdoas ou suportas com ternura se transforma em claridade que volta como eco divino para teu próprio coração. Nenhuma dor vivida em pureza se perde. Nenhum amor silencioso é vão. O universo grava em tua alma o que teus olhos aprenderam a ver sem julgar.
Por dentro, choras mas essas lágrimas não te afogam: purificam.
São o rio secreto por onde a tua luz retorna à origem.
E quando, enfim, o mundo se apagar em tua volta,
serás tu quem o iluminará de ti mesmo.
