Filosofia Jurídica
O verdadeiro saber reduz-se às vigílias nas trevas: só o conjunto de nossas insônias nos distingue dos animais e de nossos semelhantes.
Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana.
Aquilo com que não estou satisfeito, dificilmente consigo julgar apto a ser comunicado a terceiros, especialmente na filosofia natural, onde o fantasiar é interminável.
Distância. A prova de fogo de corações que amam. Uma brincadeira malvada que a vida faz para testar a nossa força. Pior do que uma briga é a distância que causa brigas e não permite uma reconciliação calorosa. Distância. Aquela que separa e ao mesmo tempo une, que enfraquece a união corporal e fortalece a espiritual. A prova de que duas pessoas podem estar juntas, mesmo quando estão longe.
A vida espiritual é a vida normal do Espírito: é eterna. A vida corporal é transitória e passageira: não passa de um instante na eternidade.
Acredite em si mesmo e transforme essa vontade em ações diárias. Manifeste seu desejo para o universo, e seja firme e constante em suas decisões.
Na oração, não peça a Deus o que necessita, ele já sabe do que precisamos, ao invés disso, agradece pelo que ele já lhe deu. Nossa gratidão é um presente para Deus.
As más ideias, como as más práticas, tendem a progredir com mais intensidade porque é mais fácil ser vicioso do que virtuoso.
O essencial, portanto, não é remontar às origens das coisas, mas, sendo o mundo o que é, saber como conduzir-se nele.
A Justiça baseia-se no conjunto de valores de uma sociedade num determinada época.
Se não temos uma sociedade suficientemente evoluída, então a Justiça é falha, simples assim.
"O essencial não é orar muito, mas orar bem. Certas pessoas julgam que todo mérito está na extensão da prece, enquanto fecham os olhos aos seus próprios defeitos. Para elas a prece é uma ocupação, um meio de empregarem o tempo, mas não um estudo de si mesmas."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
