Filosofia do Amor
Se o brasão das minhas verdades te é penoso, deixa-me caminhar só e parte correndo sem o peso do meu fardo.
As dificuldades do caminho deixam de ser tão importantes quando mãos se unem na caminhada rumo ao mesmo horizonte.
Muitas vezes já nascemos ricos sem saber... que riqueza tão natural e bela é a de nascer tendo irmãos que já nos aguardam!
Todo segregacionismo deveria ser considerado como falta de conhecimento, pois a ciência revela que somos todos semelhantes e que precisamos de cada um para uma vida equilibrada em sociedade.
Os poderosos continuam ilesos e sua impunidade aufere lucros cada vez mais substanciais , proporcionando-lhes os valores necessários para continuarem pagando o preço das pizzas nas quais as ações contra eles acabam.
As felicitações são símbolos de lembranças ás vezes mecanizadas por dispositivos da era digital, no entanto, a amizade sincera não necessita de lembranças, pois ela surge de Deus e se manifesta todos os dias através das orações daqueles que nos amam.
Enquanto a devassa digital á intimidade das pessoas sem condutas desviantes não é regulada, a prática do grampo ilegal liberta indivíduos e/ou grupos com elevados indícios de atitudes ilícitas.
Não devemos alardear nossos planos para qualquer um, pois sabemos que os adversários são numerosos e poderosos, e mesmo cientes de que temos um Deus superior, o texto sagrado nos exorta a não colocá-lo á prova.
Quem deixa de agir em prol de seus semelhantes quando pode fazê-lo, também é responsável pelo sofrimento deles.
Escrever é um processo de auto-recriação. Ao perceber que o que aprendo pode ser compartilhado para contribuir para formação de uma sociedade mais igualitária e justa, me sensibilizo com as necessidades das outras pessoas, e me torno um melhor ser humano.
O silêncio de uma vítima é muitas vezes motivado pela própria violência psicológica causada pelo constrangimento de falar com pessoas despreparadas.
A essência do caráter só é perceptível para quem consegue enxergar além daquilo que é amplamente propagandeado e não se deixa enganar por falsas aparências.
" Permitir que o pensamento caminhe sem meta. Como quem senta ao fim da tarde e observa o tempo repousar dentro de si. "
"A sordidez não é um desvio ocasional do ser, mas uma possibilidade inscrita em sua própria estrutura, ao ponto de ultrapassar as fronteiras do agir e fixar morada no modo como o homem pensa e se compreende."
A LUCIDEZ ENTRE O PENSADOR E O IDIOTA.
O pensador, mesmo quando dorme, permanece desperto. Não desperdiça o tempo alheio em choros estéreis nem se detém nas perdas que a vida naturalmente impõe. Ele escreve desde cedo e, ao escrever, não registra apenas ideias, mas atravessa vidas. Observa os acontecimentos da noite e dos dias com igual atenção, pois sabe que a consciência não repousa quando a lucidez é vocação.
Em oposição silenciosa, o idiota não busca a verdade, mas a confirmação do próprio ruído interior. Sua filosofia não nasce da dúvida, mas do medo de pensar. Ele transforma a ignorância em abrigo e a convicção vazia em escudo. Enquanto o pensador interroga o mundo para compreender a si mesmo, o idiota interroga apenas para vencer, não para aprender. Um escreve para existir, o outro fala para não se sentir pequeno.
O pensador toma da pena uma única vez diante do papel, não por economia, mas por precisão. Logo a abandona para acolher outros pensamentos, compreendendo que o silêncio também é linguagem. Ele incomoda porque não se curva ao consenso, mas vive tranquilo porque não depende de aplausos nem se fragiliza diante da censura. Já o idiota permanece, gira, insiste. Sua lógica é circular porque seu espírito não se move, e ele chama de firmeza aquilo que é apenas recusa de revisão interior.
Não dependendo de críticas positivas ou negativas, o pensador simplesmente é. Sua natureza evola em torno do próprio estro, fiel àquilo que o constitui. O idiota, ao contrário, precisa do olhar alheio para sustentar a própria ilusão de sentido. Um avança em silêncio, outro estagna em barulho. E assim, enquanto o idiota escolhe permanecer igual por medo da dor que o pensamento verdadeiro provoca, o pensador aceita essa dor como preço da lucidez e segue adiante, porque compreendeu que pensar é um ato de coragem e existir com consciência é a forma mais alta de dignidade humana.
“Se não houver coragem em vós, ela seguirá o seu próprio curso e se entregará àqueles que sabem sustentá-la.”
