Filhos
Guarulhos vê seus filhos decolando do aeroporto porque aqui, muitas vezes, o sucesso não encontra pista pra pousar — e quem sonha alto, acaba tendo que partir.
EduardoSantiago
Muitos filhos reclamam da comida, que tem muito verde;
isto porque eles ainda não estiveram no deserto para dar
valor ao cactus.
Ensine aos seus filhos a diferença entre a libertinagem
e a liberdade, e eles aprenderão a dar valor à verdadeira felicidade.
Vai ficando velho
E perdendo seu valor
Seus filhos não te quer
Nem amigos nem mulher
Você perde a cabeça
E não sabe o que pensar
FILHOS REVOLTADOS.
Há filhos que crescem sentindo um desconforto constante dentro da própria casa. Não é briga declarada, nem ódio explícito. É um incômodo silencioso que se transforma em distância. Eles culpam os pais pelo que não foram, pelo que não tiveram ou pelo que acreditam que mereciam ter sido. Carregam uma insatisfação permanente, como se algo essencial lhes tivesse sido roubado na infância.
Esses filhos raramente percebem o peso dessa postura. Tornam-se ásperos no trato, impacientes, mal-educados nas pequenas coisas. Respondem com ironia, com silêncio agressivo ou com desprezo disfarçado. Preferem a rua à casa, o sofá do amigo ao próprio quarto, a madrugada fora ao convívio familiar. E quando estão em casa, fecham-se. Trancam-se no quarto como quem ergue um muro para não ser alcançado.
Segundo Floyd, esse tipo de comportamento nasce quando o filho transforma os pais em culpados eternos. Ao fazer isso, ele entrega a própria vida emocional nas mãos do passado. Floyd afirma que, quando o adulto continua exigindo dos pais aquilo que já não pode mais ser dado, ele permanece preso a uma infância não resolvida. A revolta, nesses casos, funciona como uma defesa: é mais fácil acusar do que assumir a própria responsabilidade pela própria história.
O problema é que essa fuga constante cobra seu preço. A casa deixa de ser abrigo. Os pais envelhecem à distância. O diálogo se perde. E o filho, mesmo cercado de pessoas, continua carregando um vazio que nenhuma casa de amigo consegue preencher.
A minha dica, ou sugestão, é dura, mas necessária: esse tipo de filho precisa crescer emocionalmente. Precisa olhar para os pais como humanos falhos, não como deuses que falharam. Precisa parar de cobrar o que já passou e começar a construir o que ainda é possível. Conversar, estabelecer limites, buscar terapia, assumir escolhas. Enquanto a culpa estiver sempre no outro, a vida nunca estará, de fato, nas próprias mãos.
Filhos que aprendem a obedecer e honrar seus pais tornam-se grandes avós, ao reconhecerem o valor da educação que receberam.
Um pai que abandona o seu lar com filhos menores verá desventuras, dissabores e derrotas acompanharem a sua vida como fruto de uma consciência irresponsável e culpada.
O pai que conta histórias bíblicas para seus filhos periodicamente, ora pela sua família e cuida da sua segurança emocional da esposa e gera homens educados, fortes e responsáveis.
Sobre os seus filhos:
Não lhes abandone por uma pessoa que tem a possibilidade de fazer outras escolhas que não sejam a ti.
Eram os meus filhos! Filhos do meu coração, tão amados e desejados, que habitavam cada batida da minha alma.
Ajudar os filhos adultos não os beneficia, apenas aumenta o seu senso de direito e diminui sua responsabilidade de ter que viver de acordo com seus recursos.
Queria que você soubesse o que eu não fui capaz de saber, ensine aos seus filhos o que você demorou anos para perceber.
