Filho
Filho, como você sabe, tenho trabalhado com a Mi em alguns casamentos e debutantes, fazendo as gravações. Recentemente, gravamos três debutantes seguidos, e ao ver os jovens se divertindo, arrumando-se como homens, confesso que, por um segundo, senti uma breve tristeza por não ter vivido algo assim. Logo depois, pensei na possibilidade de você também não vivenciar isso, e aquela tristeza voltou. Mas, mais uma vez, o Pai Celestial nos surpreendeu! Você pôde viver algo muito especial na celebração de 15 anos da cantora excepcional e, acima de tudo, mulher de Deus, Kellen Byanca. Foi lindo demais! O culto que ela fez ao Senhor me tocou profundamente, e fico cheio de alegria ao ver você envolvido com pessoas que amam Jesus acima de tudo.
Te amo mais do que consigo expressar, e você nem imagina o quanto o Senhor te usa para me curar! Obrigado por ser quem você é. Jamais perca sua essência. Tenho muito orgulho de você, filho!
Filho(a), Eu sei que tem dias que parecem rounds, dias em que levantar da cama é como levantar da lona, onde cada passo parece pesado e o despertador soa como uma contagem regressiva. O final do dia é como o gongo, um alívio momentâneo que logo se transforma em um novo sinal, como um despertador para mais um round.
Eu vejo sua luta, vejo como cada dia é uma batalha. Quando a luta é para conquistar um “cinturão”, a motivação e a energia estão à flor da pele, tudo parece mais fácil porque a recompensa está à vista. Mas o verdadeiro teste vem quando é preciso defendê-lo (Ap 3:11), quando o cansaço e os desafios são maiores e, mesmo assim, é preciso seguir firme. Esses são os dias mais difíceis, mas são também os dias que mais o fortalecem.
Em tudo isso, Eu estou contigo. Eu sou como o seu treinador, ao seu lado, dando orientações, torcendo e vibrando a cada acerto. Eu sinto cada golpe que você leva, porque Eu também passei pela dor e pelo sofrimento. Lembre-se, Eu conheço a luta e o caminho. Não se deixe abater, não se turbe o seu coração, pois Eu já venci o mundo (João 16:33).
Filho, o casamento é o maior projeto que Deus confiou a um homem. Ele entrega ao marido a responsabilidade de cuidar de sua esposa como sua primeira ovelha, antes mesmo dos filhos. Esse compromisso não pode estar condicionado a momentos em que a esposa “merece”, mas deve estar firmemente alicerçado na palavra que o homem liberou: primeiro para si mesmo, como reflexo do caráter que decidiu ter em Deus; depois para seu Sogro Celestial, que confiou a ele a vida de Sua filha (Desde que ela tenha aceitado Sua Paternidade em Cristo).
Mesmo diante de desafios, como palavras duras, ingratidão, reclamações constantes e até momentos em que sua “primeira ovelha” pode “mordê-lo”, o homem é chamado a lutar, insistir e buscar ajuda antes de pensar em desistir. Respeitar a decisão dela é necessário, mas nunca sem antes esgotar todos os recursos para resgatar e restaurar o relacionamento. Assim como um pastor cuida de uma ovelha que às vezes o fere, ele deve persistir, sabendo que o inverno é passageiro.
Mesmo que no passado tenham ocorrido fracassos, é possível buscar em Deus a instrução necessária para romper ciclos de divórcio na própria vida e na de seus filhos. Isso só é possível com a ajuda de Deus e um compromisso firme e consciente consigo mesmo, exercendo a ininterrupção como decisão inabalável.
O inverno sempre dá lugar à primavera, trazendo consigo o tempo de cantar novamente (Cantares 2:11-12). Amar ininterruptamente é um ato de obediência a Deus e demonstra o reflexo de quem o homem decidiu ser em Cristo. Por mais difícil que seja, o amor verdadeiro suporta tudo, crendo que Deus fará brotar flores onde hoje só há frio.
Na mesa, a esposa não expõe sua íntima nudez, os filhos não brincam como se estivessem na rua, e os mordomos não se vestem nem agem como se estivessem em suas próprias casas. Na mesa, o relacionamento caminha lado a lado com a reverência do serviço.
A mesa representa o serviço no altar. Existem momentos em que chegamos à casa do Senhor, especialmente quando pecamos e necessitamos do Seu perdão, como filhos que se dirigem ao Pai, confiantes de que Ele nos conhece e pode nos ajudar. Mas também há ocasiões em que entramos na igreja para prestar o serviço, como mordomos que trabalham na casa de seu Senhor.
Prestar serviço na casa de Deus exige reverência, assim como o mordomo age com respeito na casa de seu senhor, ou como um súdito demonstra honra dentro do palácio de um rei. No serviço, a reverência não é opcional, mas parte essencial da adoração.
Contudo, a intimidade com Deus vai além do serviço. Ela nos chama a buscar que o Senhor revele e revele-se a nós, assim como um rei se apresenta dentro de sua recâmara. Não há conversas mais profundas e íntimas do que as de um marido e uma esposa. Quem pode estar mais próximo de um rei do que a sua esposa?
Esse é o convite que o Senhor nos faz: irmos além do serviço reverente e buscarmos a comunhão íntima com Ele, onde Ele se revela e nos transforma, como um Rei que confia os segredos de Seu coração àquele que está ao Seu lado em amor.
Se você for cristão casado(a), Deus também é o teu Sogro, se você for filho de pastor, Ele não é teu avô, Ele é o teu Pai. Portanto, se relacionar diretamente com Ele.
O que parece mais cruel do que um Pai que lança Seus filhotes à própria sorte, despreparados e sem pré-aviso à morte, do cume dos altos montes ao desespero? A consciência de quem Ele realmente é, o conhecimento de Sua velocidade em ampará-los e o desejo de que aprendam a voar logo, faz da aparente crueldade o mais puro gesto de amor e libertação. O amor da águia não está no amparo presente, mas sim no lançamento às incertezas, tornando suas quedas em excelentes voos.
O Pai celestial prova Seus filhos com a finalidade de aprová-los (Tg 1:2-3). Com Ele, situações aparentemente graves estão “grávidas”, gerando na dor aquilo que Ele decidiu trazer à existência (Rm 8:28; Jo 16:21).
Filho, uma vez eu amei um amor tão puro que não tive coragem de declará-lo. Entre conversas e canções, violões e brincadeiras na rua, vivi minha primeira desilusão ao vê-la nos braços de um tipo que eu nunca quis ser. Mas, no futuro, me tornei semelhante, cansado de tanto sofrer: o tipo certo de cara errado. Consegui o que, na época, eu tanto desejava, mas me perdi ao me moldar ao que parecia eficaz. Levaram-se anos para que aquele bom garoto encontrasse o caminho de volta.
Filho, guarda bem o teu coração e teus atos. Aprende a gerir e a distinguir teus sentimentos de tuas ações, pois houve um tempo na minha vida em que eu amava, mas não amei.
Filho, sempre que puder, reserve um tempo durante o ano para ir a um lugar simples, de preferência ao campo, onde as pessoas não correm atrás da ambição, onde o tempo parece mais longo, onde o mundo gira mais devagar. Um lugar onde as casas são simples em estrutura, mas os lares são preenchidos de amor; onde, em vez de decorações para agradar pessoas que nem gostam de nós, há quadros da família — dos pais, dos avós — não para matar uma saudade impossível, mas para lembrar dos princípios, dos valores e da história.
Vá para um lugar onde o ar é puro, onde você pode andar descalço e sentir a terra sob seus pés, ouvindo o som dos animais e o murmúrio das águas. Retire-se sempre que puder, para que as ilusões da cidade grande se desfaçam, para que a obsessão pelo crescimento financeiro se torne secundária, e para que as pessoas voltem a ser mais importantes do que as coisas.
Faça sempre essa manutenção, filho, porque Deus habita nas coisas simples. É claro que Ele também está nas grandes ideias, mas toda a Sua construção, toda a Sua criação, foi feita para as pessoas, com o propósito de atender à humanidade. Tudo o que afasta as pessoas está distante dos princípios de Deus.
Filho, preocupe-se mais em fortalecer o seu corpo do que em moldá-lo. Busque a integridade de caráter acima da reputação e empenhe-se mais em refinar a sua alma do que em satisfazê-la.
Refinar a alma, no Judaísmo, significa aperfeiçoar o caráter (Midot), vencer a inclinação para o mal (Yetzer Hará) e buscar a santidade (Kedushá). Esse refinamento ocorre pelo estudo da Torá, prática das mitzvot e arrependimento sincero (Teshuvá). Diferente de satisfazer a alma, que busca conforto imediato, refiná-la exige esforço, disciplina e conexão com Deus, elevando o ser humano espiritualmente. No Cristianismo, refinar a alma significa ser moldado à imagem de Cristo, buscando santidade, maturidade espiritual e comunhão com Deus. Esse processo ocorre através da renovação da mente (Romanos 12:2), do fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23) e da purificação pelo fogo das provações (1 Pedro 1:7). Diferente de satisfazê-la, que busca conforto terreno, refiná-la exige arrependimento, disciplina e entrega a Deus, para viver segundo Sua vontade.
Chegará o dia em que os filhos seguirão seu caminho, formarão seus próprios lares, e nós permaneceremos com o fruto do que cultivamos na vida a dois!
Se o Filho vos libertar,
Verdadeiramente sereis livres!
Não há grilhões que resistam
Ao poder que vem dos altos céus.
Filho meu, dá-me o teu coração." (Provérbios 23:26)
O mundo oferece distrações, dores e enganos. Mas o Pai oferece vida, vida abundante. A salvação não é sobre religião, é sobre relacionamento com Deus. É sobre voltar para casa, mesmo depois de ter andado por caminhos distantes.
O amor do Pai não conhece limite, e está sempre pronto para receber seus filhos de volta, independentemente do que fizeram.
você é filho do todo-poderoso, e como filho, tem na tua boca o poder da palavra, se você entender bem, o propósito de Deus, vai saber com que grandeza você foi criado, e o poder que você tem.
Nunca se case com uma pessoa não salva; o descrente é filho do demônio, e se você casar com o filho do demônio, terá o diabo como sogro.
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