Fidelidade da Esposa
ARGOS E A VIGÍLIA DA FIDELIDADE ABSOLUTA.
O episódio de Argos constitui um dos momentos mais silenciosamente trágicos e moralmente elevados da narrativa antiga. Não é uma façanha de guerra nem um triunfo político que encerra a longa errância de Odisseu, mas o olhar cansado de um cão esquecido no limiar da casa que um dia foi nobre.
Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos na provação do retorno, o herói chega à sua pátria reduzido à aparência de um mendigo. Tal metamorfose não é apenas corporal. Ela é simbólica. Odisseu regressa despojado de glória visível, privado de reconhecimento social, colocado à prova em sua essência moral. A casa está ocupada por usurpadores. A esposa está cercada. O reino encontra se em suspensão ética.
Argos, outrora um cão vigoroso de caça, fora abandonado num monte de esterco, negligenciado pelos servos que já não respeitavam a antiga ordem. Velho, doente e quase cego, conservava apenas aquilo que o tempo não pode corroer a memória do vínculo.
Quando Odisseu cruza o pátio, nenhum humano o reconhece. A aparência engana os olhos treinados para os signos do poder. Argos, porém, não vê com os olhos sociais. Ele reconhece pela presença essencial. Ao ouvir a voz e sentir o odor do seu senhor, ergue as orelhas, move a cauda com esforço e tenta aproximar se. Não ladra. Não chama atenção. Apenas confirma, em silêncio, que a fidelidade sobreviveu ao tempo.
Odisseu vê Argos. E nesse instante ocorre uma das mais densas tensões morais do poema. O herói que enfrentou monstros e deuses não pode ajoelhar se diante do próprio cão. Revelar se significaria colocar em risco o desígnio maior da restauração da justiça. Ele precisa seguir adiante. Contém as lágrimas. O silêncio torna se uma forma de sacrifício.
Argos, tendo cumprido sua vigília, morre. Não de abandono, mas de conclusão. Esperou o retorno para poder partir. Sua morte não é derrota. É cumprimento. Ele fecha o ciclo que a guerra abriu. Onde os homens falharam em reconhecer, o animal guardou a verdade.
Este episódio revela uma antropologia moral profunda. A fidelidade não depende da razão discursiva nem da convenção social. Ela nasce da constância do vínculo. Argos não exige provas, explicações ou aparências. Ele sabe. E ao saber, encerra sua existência.
A grandeza deste momento reside no fato de que o primeiro reconhecimento do herói não vem da esposa, nem do filho, nem dos aliados, mas de um ser esquecido, humilhado e descartado. A ética antiga ensina aqui, com sobriedade severa, que a verdadeira nobreza não está na glória visível, mas na lealdade que resiste quando tudo o mais se dissolve.
Argos não fala. Não combate. Não julga. Apenas espera. E ao fazê lo, torna se imortal na memória humana, pois há fidelidades que não atravessam o tempo para viver, mas vivem para atravessar o tempo, tocando a imortalidade daquilo que jamais traiu.
MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.
A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.
A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.
Somente o reconhecimento da fidelidade de Jesus Cristo em Deus é o único elemento ligado à salvação do indivíduo durante toda a sua vida.
Sou grato, Senhor, por Tua vontade,
Pelo Teu beneplácito e fidelidade.
Em tudo me curvo e digo então:
Bendito és Tu, receba o louvor!
Que eu ame mais a fidelidade do que os resultados.
Mais o secreto do que o reconhecimento.
Mais a verdade do que a fama.
Que eu seja constante como o Teu amor.
E firme como Tua promessa.
... fidelidade
não se trata de um
serviço ou obediência,
vez por outra, prestados a algo
ou alguém - mas, de um coeficiente
mensurando o que estimula e
sustenta nossos mais caros
princípios e ocasionais
escolhas!
“A fidelidade ao papa é um dos traços mais tipicamente católicos, seja quem for o papa que Deus nos dá em cada momento”.
– Como você se dá tão bem com a sua mulher?
– Ah, essa é fácil. Eu me casei com a minha melhor amiga.
Sabemos que a paciência e um dos grandes segredos da vida
Que a inveja destroi laços
Que o amor é cego
Que a vida é curta
Que os beijos profundos acabam o fôlego
Quedinheiro não paga a felicidade
E que as amizades acabam em problemas quando se aproximam de mais
Mas as verdadeiras amizades são mágicas e contínua a crescer mesmo distante
É não adianta fugir, nem se esconder é preciso entender a raíz do problema.
Inesquecível amor, escrevo-te pra dizer que nunca na minha vida imaginei encontrar alguém como você. Eu até imaginei aquelas relações clichês, cheias de alto e baixo, idas e voltas, mais você não, você é paz, é bonança, sol frio no fim da tarde, é algo gostoso de se viver, de se ter, de amar!
Você é aquele amor gostoso, aquele porto seguro, homem dos sonhos e as vezes acho que estou mesmo sonhando…
Eu realmente tive muita sorte em lhe conhecer e dividir uma história contigo. Cá entre nós, uma linda história, daquelas tipo filme americano romântico destinado ao público juvenil, com direito a muitos finais felizes! Essa é a razão por qual escrevo: A felicidade que encontrei ao seu lado! E que talvez não tenha falado antes ou com tanta frequência, mais espero que sinta em cada detalhe, cada gesto meu... mais por via de dúvida quero enfatizar aqui, pra lhe dá a certeza do sim, SIM eu amo você, SIM sou muito feliz ao seu lado, SIM você é sem dúvida a pessoa que eu quero pra resto da vida!
PS: Amo você, a cada batida do meu coração!
Um beijo da sua linda esposa!
Mais um ano que se passa
E você, sempre com sua graça,
locou meu coração eternamente.
Honra-me constantemente.
Aonde vou lembro da praça,
recordando nosso amor quando semente.
Primeiramente eu fugi.
Então quando percebi
somente quem era você,
sabotado me tornei.
Outra chance recebi,
agora feliz sempre serei.
CASTELOS DA VIDA
A grande e trágica ilusão dos corações enamorados, quando se acham em si mesmados, é de acreditar que a força e a intensidade do estado afetivo é poderoso, grande e altivo.
Como se isso fosse a formação da garantia de uma relação duradoura, quando na verdade, não passam de cinzas de sentimentos que crescem e que acreditam terem nascidos para a eternidade, e que isto significa felicidade.
De repente se passa a construir um castelo, uma espécie de fortaleza, cheio de sonhos, enlevo, esperançoso e belo, e de dentro se aprisiona, quando se apaixona, se refugia com o ser amado, se isola, esquece do mundo, pois é por demais poderoso e profundo.
O que acontece? De que são feitas aquelas promessas, que de tempo em tempo juras, confessas, que no mais tenro terreno da inocência florescem espontaneamente, como furacão dentro do coração, fazendo bater acelerado e se fazem frondosas e exuberantes?
De maneira sutil que a constância ao longo da vivência, que o tempo traça, a par, surgem as diferenças, que por mais que se faça, de pronto são aceitação, se tornam rapidamente a grosso modo, incomodação.
Que diferenças são essas? Que aparecem sem avisar, nem ao menos se anunciar, causando espanto... o amor que era tanto... e agora? Nem tanto. O castelo passa a ruir, pouco a pouco, se esvaindo...
Ah. Que padeças tu coração, agora mudo e só. O castelo ruindo.
É o preço que se paga, é a consequência inevitável, para enfim evoluir, enquanto um ser de sentimentos e vontades inundado, para que tudo se torne ao menos, mais aceitável.
Agora que tudo espedaçado está, que venham então os novos sentimentos.
Que venham os novos encantamentos, há tantos por aí, deve haver algum que o contenha. Ter coração com sentidos preenchidos, dá sentido na Vida.
Olhai para fora das muralhas em ruínas e escombros, explorai além do que vê, vede também direito a teus ombros.
Percebeis que há outras coisas além deste mundo que construíste, vereis que te enganaste, a ti mesmo, por ti e para ti, sim existe.
Eis que me surge você CINTIA, és tu que agora me causa arrebatamento, não há como negar, meu olhar entrega que por ti tenho o mais puro encantamento.
Como somos peças da nossa própria sina, a vida me ensina em devaneios meus, fez contradizer-me, quando te conhecia, senti que preenchia anseios meus.
Teu semblante me envolveu sem que percebesse, nem quis que me defendesse, pois esperava ansioso, que cedo ou tarde, o quanto antes possível isso acontecesse.
O ciclo se repete. Noto assustado. Não se tem controle, definitivamente os sentimentos vêem e vão.
Estou novamente a erguer outro castelo para me aprisionar em ti, mesmo que machuque novamente meu coração.
Doce aquele dia, que senti meu coração bombeando querendo sair do peito, ao deparar-me com tamanha surpresa encantadora, estava eu a curar um despeito. Agora está feito.
Enamorei-me por ti, esta é a verdade, nobre sentimento.
Permita-me alimentar-me dessa dor que dói sem doer, esta propriedade humana sentimental sofrida, sem sofrimento, espero que um dia a providência celestial suprema consinta desta fonte beber.
Trouxe-me razões de sobrevida, prossiga ela mesmo que nos divida.
Despertou em meu coração já quase cicatrizado, sentimentos e sensações que pensava não mais ser sentida, (lembra dessa fala?).
Contigo em meus pensamentos, consigo além de minhas forças buscar alento e acreditar, que já não tenho mais nada a perder, tenho apenas tudo... “tudo” para conquistar (lembrarás dessa fala).
E agora? O que faço para suportar sua falta, a saudade que me consome, a cada lembrança encantadora daquele dia em que nos conhecemos, doce sonho meu, saber que um dia o sentimento mais lindo da minha vida, nasceu dos momentos que juntos passamos, estes em que a felicidade inteira do mundo me pertenceu.
TE AMO ESPOSA QUERIDA.
Minha Mulher, minha Mulher-Maravilha
Heroína dos meus dias
Amor da minha vida
Dona do meu coração
Hoje um dia pra se lembrar
Fazer reverência
Se declarar
Agradecer por seu amor
Gratidão por ser quem sou
Musica do meu viver
Artesã do meu querer
Paixão do meu fervor
Mãe, esposa, amante
Amiga, parceira, diamante
Tesouro que encontrei
Nesse Dia dedicado a Mulher
Me dedico a quem me quer
Me declaro a de quem sempre serei.
Mulher, Diva, Deusa, Rainha, Princesa!
Te Amo!
Feliz Dia Da Mulher!
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