Fico sem Jeito
Colher nozes da moscadeira,
quando chegar o tempo.
Nadar no Rio Grande
do jeito que você sonhou.
Juntos, encontrar a foz
como ninguém encontrou.
Viver a música que você
algum dia adorou,
e nos deixar levar em ritmo
de Parang, num pique
que a gente não imaginou.
Tudo leva a crer que nos guiará
para onde coloca o coração
em totalmente disparada,
e será Granada de um jeito
que você nem mesmo imaginava.
A Via Láctea dança o Kwadril,
refletida sobre o Rio Roseau,
e a gente também, de um jeito
que Santa Lúcia jamais viu.
A ventania acaricia a Calabash
e a frondosa Mahot Cochon,
e você, com este olhar, me traz
de um jeito delicioso e bom.
Quero conversar com você
depois que a festa terminar,
e ajustar o tom feito para amar.
Estou o tempo todo a embalar,
e tenho certeza que você também;
algo entre nós está a começar.
Leva-me contigo do mesmo
jeito que o Rio Colonarie
segue em direção ao mar,
sem parar para questionar.
Coloca-me entre os teus
abraços e no teu colo,
para contar e recontar
quando deixamos
o amor nos encontrar.
Prenda-me inteira em ti,
igual aos cachos de flores
da árvore de Soufrière,
e viveremos de amores.
Toque-me quando o peito
estiver em ritmo de Big Drum,
para a gente pegar a intenção
e ir na primeira embarcação
ao esbanjamento da sedução.
Sempre que eu não conseguir falar do jeito que quero sempre procuro uma forma de falar de maneira mais lapidada.
Tingi os meus lábios
com o rubro do ceibo,
para vir a declamar
com o melhor jeito
enraizado e o olhar
voltado para a Via Láctea.
Não estou distante de ti
porque moro dentro,
como rezam as lendas
dos amores eternos
e o chamamé patagônico,
com os passos certos.
Ouvirei sobre a Raihué,
colheremos frutos do pé,
quando fizer dos teus
braços a minha casa,
e quando tornar-me
a tua preservada marina.
Dos teus lábios doces
provarei o michay,
cantarei aquecida
contigo: Neuquén e Limay.
Lembramos como foram
reunidos e juntos formam
o majestoso Rio Negro;
e assim, entre nós, não faltarão
razões para um novo desejo.
Cai a tempestade sobre Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí.
À sua maneira e próprio jeito,
tem a sua própria lógica
que reorienta o pensamento,
a rota e o nosso sentimento,
para lidar com o que importa,
entre disparos de avisos.
Que digam que a realidade
esteja insustentável!
Prefiro lidar gentilmente
com a mudança do olhar,
porque é o que posso
de fato governar,
para melhor preparar,
não vir a me perder
e o que quero encontrar.
Cai a tempestade sobre Rodeio,
trazendo a sua música orquestral
e o seu perfume de petricor.
Tudo o que vem do céu
sempre acolho com o meu melhor,
porque não quero perder
jamais o encantamento,
e desejo viver com muito amor.
Quer mudar ou quer continuar do mesmo jeito? Se quiser mudar, precisa fazer três coisas:
1 - Parar de ter pena de si mesmo – Os problemas existem, mas ficar sofrendo e reclamando não resolve nada. A vida continua, com ou sem tristeza.
2 - Largar o que faz mal – Muitas vezes a pessoa continua em lugares, hábitos ou com pessoas que fazem mal, só porque já está acostumada. Mas é preciso deixar ir aquilo que não faz bem.
3 - Olhar para si mesmo e viver do seu jeito – Fazer o que realmente quer, sem viver pela opinião dos outros. Ninguém sente sua dor ou vive sua vida por você.
Se você não mudar essas coisas, os mesmos problemas vão continuar acontecendo. A mudança só começa quando você decide agir.
O brasileiro é fanático demais, com religião e política, sempre arruma um jeito de te impor uma verdade; vivem apontando o dedo e acusando os outros de criarem narrativas, o que até pode ser verdade, mas nem sempre , e não passam cinco minutos e estão fazendo exatamente a mesma coisa para empurrar a própria visão de mundo."
Eu te amo de um jeito que vai além de qualquer imperfeição. Aos meus olhos, tudo em você é especial, e é exatamente quem você é que faz você ser perfeito para mim.
Os teus defeitos têm um jeito estranho de me atrair ainda mais. São eles que te tornam inesquecível, que despertam em mim uma vontade constante de te descobrir por inteiro. Cada imperfeição tua encontra espaço nas minhas, como se nossos corpos e nossas almas soubessem exatamente onde se encaixar. Gosto de quem tu és, sem máscaras, sem tentares ser perfeito. Porque é na tua essência, no teu jeito único e até nas tuas falhas, que encontro o desejo mais intenso: o de permanecer ao teu lado, sentir o teu abraço e me perder no teu olhar, como se o mundo deixasse de existir quando estamos juntos.
Eu só quero um jeito de controlar esse desejo que sinto por você. Mas, quanto mais eu tento, mais vontade eu tenho de estar perto, de sentir seu toque e me perder em você.
Você tem um jeito de me provocar que mexe com cada pensamento meu. Um simples olhar seu já é suficiente para despertar em mim uma vontade enorme de estar perto, sentir seu abraço e me perder no calor da sua presença. Você desperta o meu lado mais intenso, mais atrevido e faz meu coração acelerar de um jeito que ninguém mais consegue. Quanto mais penso em você, mais cresce a vontade de viver tudo o que existe entre nós.
Teu toque me envolve de um jeito que palavras não conseguem explicar. Você me faz perder o chão, esquecer o mundo e mergulhar inteira nesse desejo que só aumenta. Cada aproximação sua desperta em mim uma vontade ainda mais intensa de sentir você, de me perder no teu corpo e no prazer de nós dois.
Eu me apaixono por você nos pequenos detalhes: no seu jeito de ser, nas suas manias, nos seus gestos e até naquilo que você nem percebe. Amo cada pedacinho da sua essência, porque foi justamente esse conjunto de detalhes que fez meu coração escolher você. No fim, não amo apenas algumas coisas em você… eu amo você por inteiro, exatamente do jeitinho que você é.
Numa noite chuvosa, até a lua parece se esconder, mas teu sorriso encontra um jeito de amanhecer. Se a chuva canta baixinho na janela, é porque a noite ficou mais bonita ao lembrar de você.
O CÓDIGO DAS APARÊNCIAS, A ELEGÂNCIA DO VAZIO
Nunca fui eu quem viu o mundo de um jeito errado. Foi o mundo que se acostumou a olhar torto e chamar de normal o que o desnutriu.
Sempre observei com calma e clareza as vaidades humanas, essa fé cega nas aparências, esse culto ao tecido, à marca, aparência cara.
Percebi cedo que o tratamento muda conforme a roupa.
Se estou de acordo com o figurino, sou tratado como alguém digno de escuta.
Mas basta vestir o que é confortável, o que é meu, e já sou confundido com alguém menor, sem valor.
O traje é um passaporte social.
Quem veste o uniforme da convenção entra. Quem veste a própria pele é barrado na porta.
O mais curioso é que os mesmos que exigem elegância não conseguem enxergar educação no olhar sincero, nem grandeza em um corpo simples.
Confundem brilho com valor, perfume com virtude, mentira com sabedoria.
E nessa inversão de sentidos constroem o vazio que os engole e consomem seus filhos, vendem status, compram aprovação e chamam o aplauso de propósito.
Tristes dos que vivem da casca, só percebem o abismo quando o chão cede, e o chão sempre cede, porque foi feito de vaidade.
A sociedade adora o disfarce.
É por isso que respeita quem finge e rejeita quem sente. O código das aparências é a religião do vaidoso, onde o espelho é altar e a consciência é silêncio.
Mas há quem se negue a ajoelhar.
Há quem saiba que a roupa não sustenta caráter e que o corpo, por mais enfeitado, não abriga verdade alguma se a alma estiver ausente.
Não é rebeldia, é lucidez.
A roupa que visto não muda o que sei.
A aparência que esperam não define o que sou.
O mundo pode continuar se engomando, eu sigo sendo humano.
Prefiro o desconforto da autenticidade ao conforto de uma farsa bem passada.
Porque, no fim, o corpo fica, a roupa apodrece, e o que resta é o que ninguém viu, a dignidade que sustentou o silêncio, a verdade que não precisou de terno e a coragem de não caber no falso figurino.
Daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.
Procuro um jeito de explicar
Minha mente fica em silêncio
quando eu tento falar de você,
as palavras chegam tão perto,
mas não conseguem dizer.
Eu penso em mil maneiras,
procuro um jeito de explicar,
mas tudo que sinto aqui dentro
é grande demais pra caber no falar.
Talvez eu não saiba escrever
aquilo que você faz nascer,
porque tem sentimentos tão bonitos
que nenhuma frase consegue descrever.
E eu tento, verso por verso,
juntar palavras pra te alcançar,
mas quanto mais eu tento explicar,
mais vontade eu tenho de te abraçar.
Então talvez seja esse o segredo:
você não foi feita pra explicar.
Foi feita pra ser sentida,
daquelas pessoas que a gente encontra
e simplesmente não consegue esquecer.
Se a poesia se perde quando fala de você,
talvez seja porque, dessa vez,
meu coração escreveu primeiro
e minhas palavras chegaram depois.
