Feridas
Quem não se importa com as feridas que causa nos outros, se encontra em grave situação, deixou a alma adoecer!
Uma gota de lágrima machuca mais que dez gotas de sangue, pois as feridas do corpo se curam mais fácil que as feridas da alma
Os traumas da vida fazem feridas na alma que jamais esqueceremos do dia em que fomos atingido por eles...
Gratidão no Tempo
Por Diane Leite
O tempo, sábio amigo e curador,
sara feridas e alivia a dor.
Aquela dor que parecia nos sufocar,
se dissolve quando o deixamos passar.
Controlar o outro? Uma ilusão.
A paz só nasce da nossa própria ação.
Se focássemos mais no que há em nós,
o mundo seria um lugar menos atroz.
Por anos buscamos o "porquê" do sofrer,
sem notar que o tempo nos ensina a viver.
O desespero cega, a tristeza nos confunde,
mas o tempo, gentil, tudo nos responde.
Como ver o mar se só vimos o lago?
Como provar banquetes se o arroz é o fardo?
A vida, generosa, sempre guarda mais,
mas só enxergamos quando deixamos para trás.
As tempestades nos moldam, nos fazem crescer,
e nos ensinam que sempre é possível renascer.
O tempo, com calma, transforma o impossível,
em gratidão por um mundo mais visível.
Que a lição fique clara em nosso coração:
o tempo cura, traz paz e direção.
Ele não só ensina, mas nos faz entender,
que amar o tempo é aprender a viver.
Precisamos nos curar, para não ferir com nossas feridas aqueles que nunca nos machucaram.
Como está escrito em Salmos 147:3: "Ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas."
Precisamos nos curar, para não ferir com nossas feridas aqueles que nunca nos machucaram.
Ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas.Salmos 147:3
O excesso Esconde a Falta
Todo excesso esconde uma falta. Em nosso íntimo, carregamos feridas e vazios que muitas vezes nos são desconhecidos. E para preencher esses espaços em branco, recorremos a diversas formas de camuflagem, buscando uma sensação passageira de plenitude.
Engolimos porções generosas de comida, como se a fome que nos consome fosse saciada com cada garfada. Enchemos as redes sociais de selfies, numa tentativa desesperada de mostrar ao mundo um sorriso perfeito, encobrindo a insegurança que habita dentro de nós. Competimos silenciosamente por símbolos de status, como carros reluzentes e closets repletos de roupas, como se a quantidade de bens materiais pudesse suprir a ausência de algo essencial em nossas almas.
Acumulamos objetos e posses, acreditando que a quantidade de coisas que possuímos é diretamente proporcional à nossa felicidade. Controlamos e patrulhamos a vida alheia, porque olhar para os problemas alheios nos faz sentir momentaneamente melhor com os nossos próprios. Buscamos no álcool e no fumo um alívio temporário para as dores que não conseguimos expressar. Nos entregamos ao exercício físico e ao trabalho incessante, como se o cansaço físico pudesse abafar a exaustão emocional.
Reforçamos nossas próprias qualidades, enaltecendo nossas conquistas e virtudes, como se o elogio constante aos nossos atributos pudesse preencher o vazio de não nos sentirmos suficientes. Poupamos ou gastamos exageradamente, na esperança de que o controle financeiro seja a solução para nossas angústias.
No entanto, a verdade é que todo excesso apenas evidencia a falta que tentamos desesperadamente suprir. Por mais que nos enganemos com nossas próprias máscaras, o buraco interior persiste. E talvez, em vez de tentar cobri-lo com camadas superficiais, devêssemos olhar para dentro de nós mesmos, explorar as profundezas de nossa alma e buscar compreender as raízes dessas carências.
Ao invés de nos entregar ao exagero, podemos aprender a ouvir o que nossa essência sussurra, a reconhecer nossas vulnerabilidades e necessidades legítimas. É na aceitação dessas fragilidades que encontramos a verdadeira cura. Não precisamos nos encher de excessos, mas sim nos esvaziar de ilusões e expectativas irreais. É ao nos reconciliarmos com nossa própria humanidade, com nossas limitações e imperfeições, que começamos a preencher o vazio com amor próprio, compaixão e aceitação.
Portanto, que possamos abandonar a busca frenética por suprir nossas faltas através do excesso e nos abrirmos para a jornada interior. Somente assim poderemos nos encontrar verdadeiramente, descobrir o que realmente nos completa e viver uma vida autêntica e plena.
A vingança não irá curar as suas feridas, ela apenas fará com que seu caráter se assemelhe-se ao do teu ofensor..
“ A alma mais bela é aquela que mesmo toda cravejada de feridas consegue se curar com o sabor do amor pela vida”.
Minha alma
É feita de feridas.
Cicatrizes abertas
Pelos amores
Que ardiam demais.
Fui perdendo,
Aos poucos,
A fé no toque,
Na pele,
No amor carnal.
Sobrou o silêncio
Das promessas quebradas
E um corpo
Que se defende
De sentir.
Muitos irão lhe fazer muitas feridas, mas, na hora certa sempre haverá um, que vai vir te curar, a vida é um aprendizado.
"Não se iluda, o remédio para curar
as feridas da alma não é o tempo;
é o perdão"
☆ Haredita Angel
04.03.20-Facebook
Será que o tempo realmente é capaz de curar as feridas? Embora ele consiga suavizar e diminuir a dor, as cicatrizes emocionais muitas vezes permanecem, não é mesmo? A cura não acontece de forma instantânea, ela exije tempo, e um esforço considerável para enfrentarmos os desafios diários...
Dessa forma, enquanto o tempo nos apoia e se torna nosso aliado, é fundamental transformar a dor em aprendizado e, depois, celebrar a vida, mesmo com as cicatrizes, sem nos deixarmos aprisionar no passado.
Raphael Denizart
Eu, Marcos Kamorra, sou uma pessoa que tenho feridas e traumas. Eu apanhei pra aprender. Por isso tornei-me um homem de respeito.
Hoje em dia as pessoas já sabem que, se me empurram, eu empurro de volta. Mas antes não sabiam, porque eu sempre fui um rapaz de muito respeito.
As vezes ser respeitoso, manda a informação errada para as pessoas.
Algumas pessoas pensam: "Eu vou usar o Kamorra, como trampolim". E eu digo: "Não! Você não vai! No momento que você colocar o pé, eu vou te puxar e você vai cair!"
Eu provavelmente tenho mais feridas do que você! Você é uma pessoa mais confortável do que eu! Você não está tão confortável em nadar na lama! Eu tô! Porque eu tive lá a muito tempo!
Portanto, eu tô disposto a ir naquele lugar todo dia, se for necessário! Você só foi lá, pra ter atenção! Eu não! Eu consigo ir lá todos os dias!
