Ferida

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A memória não guarda fatos, mas cicatrizes; cada lembrança é uma ferida reorganizada em narrativa, e quanto mais a repetimos, mais nos afastamos da verdade e mais nos aproximamos do mito íntimo que nos sustenta.

Mágoa é uma ferida infectada

Que, mesmo cicatrizada pelo tempo,

Permanece ali, se espalhando —

Como medo, como dor, como trauma —

Matando tudo aquilo que toca.

Sabota encerramentos, compromete recomeços,

Nos arranca do presente e nos acorrenta ao passado.

Ciúmes testam, mas não cuidam; vingança alivia por instantes, mas prolonga a ferida. Perdão com verdade é recomeço, e justiça sem revanche mantém o coração inteiro.”

Cada ferida que carrego é prova de que não fui derrotado. Pelo amor de Cristo, sou mais que vencedor, e nada pode mudar isso.

Amor: benção ou ferida?




⁠Qual seria o verdadeiro sinônimo do amor?
Para quem dá certo, talvez ele seja uma das sete maravilhas do mundo.
Mas... e para aqueles em que não dá?


Hoje percebi que, para mim, o amor é mais dor do que felicidade.
A todos os apaixonados, desejo tudo de bom — o melhor dessas sete maravilhas.
Mas eu... eu não nasci para isso.
Dói até escrever, mas não quero mais.
Não quero mais orar por alguém que não soube valorizar o que eu sentia.


Deus sabia que meu amor era verdadeiro.
E ainda assim, você me traiu.
Traiu... em todos os sentidos: me trocou, me feriu, me deixou em pedaços.


Agora só me resta dizer:
Desejo o melhor para você, mas acabou.
Acabou o meu amor por você.

Me disseram que sentir demais vira ferida cedo ou tarde,
mas eu sempre achei exagero.
Fiquei segurando tudo achando que amor era só coisa bonita,
que não tinha peso, só cor.

Com o tempo fui percebendo
que não tem nada leve no que a gente carrega no peito,
que o coração tropeça em lembrança ruim
e pede pra esquecer, mas nunca esquece.

Tem noite que a culpa vem sem motivo,
fica martelando o que não podia mudar,
e eu fico tentando achar respostas
pra perguntas que já deviam ter sumido.

Amar virou aquela cruz que eu chamo de abrigo
até o dia que começa a doer demais pra esconder,
e tudo que era flor no começo
vira espinho quando ninguém fica pra ver.

Necessito estar exausta, para ser pobremente útil
Ferida para ser finalmente forte
Estar apaixonada, para não me sentir desamparada
Ser autodestrutiva, para conhecer um tanto da bondade em meu coração
Jejuar, para perceber o quão meu corpo pode ser belo


Me sinto tão vazia que preciso do meu próprio veneno para ser a boa parte que habita em mim.


Texto autoral

“Quando a honra é ferida, até o homem mais calmo vira tempestade.”

“Relacionar-se deveria ser cura, não ferida.
Se alguém te causa mais estresse do que serenidade, já tens a resposta.”




Dayana Silva

Ser mulherão não é sobre corpo, é sobre alma.
Sobre vencer sem pisar, amar mesmo ferida,
e continuar com fé, mesmo quando o mundo desaba.


–Purificação

Às vezes, o que sangra em silêncio dentro da alma dói mais do que qualquer ferida visível no corpo.

O auto-racismo é uma ferida invisível: não sangra por fora, mas corrói por dentro até silenciar a alma.

Ser mulher é ser força que acolhe e não destrói,
é ter coragem de amar mesmo ferida,
é erguer o mundo com fé,
é transformar dor em luz,
é carregar o universo dentro da alma
e ainda assim, espalhar graça e verdade.


–Purificação

Nós, filhos do silêncio emocional, crescemos com a alma ferida antes mesmo de entender o que era o amor.

Aprendemos que chorar não muda nada, que o colo não vem, que o abraço esperado não chega.

E então nos tornamos mestres em esconder a dor — empurrando-a para o canto mais escuro do peito, onde ninguém ousa tocar.



A falta de afeto se torna um buraco que tenta ser preenchido de qualquer forma.

Transformamos o corpo em linguagem, o desejo em refúgio, e o toque em anestesia.

A sexualização vira um disfarce bonito para um desespero mudo.

Ser desejado é, por um instante, sentir-se acolhido — mesmo que seja mentira, mesmo que doa depois.



Mas o tempo revela o engano.

Na vida adulta, o espelho devolve o rosto de quem tentou ser tudo, menos ele mesmo.

Percebemos que moldamos nossos caminhos para caber no amor do outro, para sermos vistos, aceitos, amados — e que, no fim, seguimos sozinhos.



O afeto negado na infância cria adultos que sangram por dentro e sorriem por fora.

Carregamos a morte simbólica daquilo que poderia ter sido: o eu verdadeiro, o amor simples, o pertencimento.

E então, quando a vida perde o sentido, resta apenas o entendimento.

Não o perdão, não a paz — mas a consciência de quem nos tornamos.

E talvez, dentro desse reconhecimento amargo, exista o primeiro passo da cura

Não julgue. A mentira costuma ser atraente e convincente, mas a verdade, mesmo ferida, é quem liberta.

O racismo não é apenas um preconceito visível; é uma ferida que se infiltra nos pensamentos, nos gestos e até nos sonhos das pessoas. Ele não se limita à discriminação aberta: muitas vezes, é silencioso, internalizado e repetido pelas próprias vítimas. O auto-racismo, por exemplo, mostra-nos como uma comunidade pode aprender a odiar a si mesma, aceitando padrões de beleza e sucesso que privilegiam outros em detrimento da própria identidade.

Em contextos como o de Namicopo, o racismo não surge apenas na relação entre negros e brancos, mas também dentro da própria comunidade negra. A valorização da pele clara, a idolatria de filhos claros e o desprezo por quem tem a pele mais escura são manifestações de um padrão social aprendido, reforçado por gerações e perpetuado por olhares, comentários e até por comportamentos de ostentação.

A consequência é profunda: o racismo interno gera insegurança, frustração e competição baseada em fatores superficiais. Jovens e adultos começam a medir o seu valor por um critério artificial a cor da pele esquecendo que a dignidade, a inteligência e a criatividade não se pintam. Quem vive sob essas regras aprende a rejeitar-se, a cobrir-se de loções, filtros e máscaras, procurando aprovação em algo que nunca deveria definir o seu valor.

O combate ao racismo, portanto, não é apenas uma luta externa, mas uma tarefa íntima de resgatar a autoestima e a consciência da própria identidade. Cada olhar de rejeição, cada comentário depreciativo, é um convite à reflexão: quem somos para nos julgarmos uns aos outros pelo tom da pele? O valor humano não se mede na cor, mas no respeito, na empatia e na capacidade de construir relacionamentos genuínos, livres de preconceitos.

Enquanto a sociedade continuar a premiar o claro e a desprezar o escuro, o racismo permanecerá como sombra persistente. Mas a mudança começa na percepção de cada indivíduo: ao aprender a valorizar-se, ao reconhecer a riqueza da própria herança e ao ensinar isso aos outros, cada pessoa torna-se agente de transformação. É na consciência e na valorização da diversidade que reside a verdadeira força contra o racismo, seja ele explícito ou internalizado.

A abertura de uma ferida costurada, mas não cicatrizada, é mais dolorosa que uma ferid naturalmente curada.

Aliviar a dor nem sempre faz curar a ferida.
O mal tem que ser cortado pela raiz e não só alguns pedaços.

Você pode olhar para a cicatriz
e ver a marca da ferida,
ou olhar para a mesma cicatriz
e enxergar a prova da cura.

⁠A dor de perder um pai é um vazio imenso, uma ferida profunda que transforma o mundo, deixando saudades eternas, falta da voz, dos conselhos e da presença, mas também uma força que vem das lembranças, do legado e do amor que ele deixou, ensinando a seguir em frente, honrando sua memória, transformando o sofrimento em resiliência e mantendo viva a esperança de reencontro na eternidade, uma jornada de luto, choro, e aceitação, onde o tempo não apaga, mas amacia a dor, integrando a ausência à vida.




Antônio Roque 04/12/2025